sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

As boas notícias, segundo o leitor do Na Mira

Queda no desmatamento na Amazônia! - A postagem anterior alcançou a atenção de uma leitora, além de 52 visualizações agora, enquanto escrevo. A Marcella Gonçalves, vestibulanda participante bem ativa, lá de Bauru(SP), indicou uma boa notícia ocorrida em 2010. Ela comemorou a queda dos índices de desmatamento na Amazônia. O link indicado está aqui; obrigada, Marcella.

O registro fotográfico é meramente ilustrativo, mas sabe-se lá quantas enormes Castanheiras-do-Pará foram poupadas em 2010? - Minhas viagens por Belém, Museu Paraense Emílio Goeldi, 2010


Agora é com você -    O blog tem oficialmente 72 leitores; será que ninguém mais guarda uma boa notícia de alcance coletivo em 2010? Não acredito; aguardarei outras intervenções interativas do leitor.

Até a próxima!

Lista de bons acontecimentos em 2010



Eu consigo fazer uma pequena lista de bons acontecimentos surgidos em 2010; você também é capaz de lembrar de ao menos uma boa notícia? É hora de olhar para os dias passados e atentar ao que de fato influenciou na vida coletiva, porque na vida pessoal o grande agente somos nós, concorda comigo, querido leitor?

O cartunista JBosco inscreve a sua opinião, mas cada um de nós terá percebido o que de fato foi decisivo coletivamente no ano que está quase, quase encerrando.

Participe - Ajude-me a elaborar uma boa lista de acontecimentos  importantes ao Brasil em 2010? Deixe a sua contribuição, aí em baixo na caixinha de comentários. Eu a trarei aqui para cima com os devidos créditos. Eu começo e você continua; que tal?

1-  O alcance da Lei do Ficha Limpa - Ontem eu soube, via tuitada do Ficha Limpa, uma ótima notícia. Os estados de Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia e Santa Catarina já têm leis de Ficha Limpa estaduais; a Bahia e São Paulo já convivem com projetos semelhantes, mas a maioria das unidades federativas ainda não encarou a questão. Nem o meu querido Pará, assim como a boa terra paranaense. Quem sabe em 2011, hein?

Com o anúncio do secretariado (cargos de extrema confiança dos governantes) tanto aqui no Paraná, quanto no meu saudoso Pará eu fico cada vez mais atenta ao noticiário, porque ele mostra as contradições da prática política. Nepotismo, apadrinhamento e conchavo partidário formam um trio de lascar na vida coletiva. O cidadão atento e responsável não admitirá a permanência dessas incoerências no próximo ano. Você ficaria indiferente a esse trio, meu caro? Eu não.

Até a próxima!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo, leitor!

  
         Prece

Concede-me, Senhor, a graça de ser boa,
De ser o coração singelo que perdoa,
A solícita mão que espalha, sem medidas,
Estrêlas pela noite escura de outras vidas
E tira dalma alheia o espinho que magoa.
(Helena Kolody,Paisagem Interior, 1941).


Demarcada pelo tempo a vida é um convite às vivências felizes em 2011- Curitiba, Praça Osório, dez. 2010


















Diante da passagem das últimas horas do ano de 2010 os versos da poetisa paranaense compõem a prece bendita que nos apoiará a travessia em direção ao ano de 2011. Feliz Ano Novo, querido leitor; compartilhe os meus votos com os seus afetos e a toda gente de boa-vontade.

Até a próxima!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Descrença política no tempo escolar público

Novamente os jornais de hoje aludem com unanimidade à necessidade de aumentar o tempo de permanência do estudante na escola, mas por que defender o aumento do tempo sem primeiro avaliar se as condições materiais e de acompanhamento permitem? Quer provas dessa análise superficial? Pegue um jornal de hoje.

Cadê os personagens reais? - Quando uma reportagem mostra depoimentos de quem olha a vida escolar sem sair do interior de um gabinete ou da sala de redação de um jornal eu desconfio. É preciso ouvir o professor, a bibliotecária, o auxiliar de disciplina, a encarregada do preparo da merenda, o porteiro, a zeladora e a direção. Omita-se o nome do funcionário, porque ele geralmente tem medo de retaliação branda ou intensa dos seus superiores, caso declare e informe as contradições do discurso político na prática administrativa escolar. O leitor está cansado dessa análise de versão única.


O que pensa a comunidade escolar do Colégio Estadual Natália Reginato sobre o aumento da carga horária ? Eu gostaria de saber - Curitiba(PR), 2010


A rotina escolar - Uma criança ou jovem passa na escola pública cerca de quatro horas( algum colega professor reúne um dado diferente pelo Brasil afora?) e mesmo assim os resultados são insatisfatórios. Aumentar o tempo de permanência não resolverá as questões cruciais no desempenho escolar se antes os problemas estruturais não forem solucionados. Exemplos? Falta de professores, turmas numerosas, bibliotecas capengas ou inexistentes, barriga da criança roncando de fome, indisposição e falta de hábito aos estudos, ausência da participação dos pais nas tarefas de responsabilidade familiar, más condições estruturais do espaço escolar, entre outros ligados à manutenção de um salário indigno ao professor e burocracia administrativa junto às secretarias municipais e estaduais de educação.

Será que a biblioteca da EE.Adalberto Nascimento já está em pleno funcionamento?O que a comunidade escolar pensa sobre os planos de ampliação do horário escolar dos estudantes? Há estrutura física e apoio profissional compatíveis? Campinas(SP), 2010

Soluções importadas? - Se os exemplos internacionais são bons será preciso avaliar as condições específicas daqueles países; copiar um modelo coreano, chinês ou chileno sem ajustá-lo às contingências locais é importar soluções sem prever resultados nacionais. Quem disse que uma decisão educativa funciona com ajuste a todas as situações escolares? As disparidades regionais e as contingências entre escolas brasileiras do norte ao sul ou do sudeste e do nordeste não bastam?

Será que o novo secretário estadual de educação do Pará conhece as condições da Biblioteca da EE Barão do Rio Branco?Tenho dúvidas. - Belém(PA), 2010

Alôô? - Dê-se a voz aos que trabalham na escola; eles dirão o que é mais urgente a fazer: consertar goteiras, carteiras, prover a dispensa da merenda escolar, nutrir o acervo da biblioteca, entre outras providências que os governos municipais e e estaduais fazem vista grossa para não avistar. Talvez... se os filhos da diretora ou do vereador, deputado, senador, prefeito e governador estudassem em escolas públicas a situação fosse outra, mas os políticos não acreditam na qualidade do ensino oferecido e temem pela segurança dos seus afetos, caso estejam nas escolas públicas. A prova dos nove está aí.

O leitor talvez esteja em meio aos preparativos das festas do final de ano, mas educação é um assunto sério e permanente. Não é possível fazer recesso de algo que interfere diretamente na vida de milhares de crianças e jovens que dependem do ensino público elementar. Logo mais secretários estaduais de educação e novos governadores assumirão as suas funções. Os problemas estão aí em permanência constante no território nacional (vide as minhas modestas fotos em registro), independente do tim-tim do final de 2010.

Até a próxima!

Tempo de conversa ilimitada

A manhã está ensolarada em Curitiba. Um prenúncio de um lindo dia, igual ao de ontem, quando aproveitei grande parte da manhã para caminhar um pouco pelos arredores, mas não deixei a oportunidade de abrir as janelas e arejar a casa. 


A foto ilustra um dos passeios inesquecíveis que fiz pelo Jardim Botânico em dia ensolarado - Curitiba, 2010

Alôôô?- Como está o tempo aí na  sua cidade? Estamos a dois dias e meio do final de 2010. 

A diversidade climática nas regiões  brasileiras e a reviravolta das estações são assuntos do dia. Será  que ao menos 1 dos 72 leitores que decidiram seguir o Na Mira estará disposto a interagir comigo? Apareça; há leitor em todas as regiões brasileiras e até muito além do Atlântico ou do Pacífico. Saia do silêncio e venha conversar um pouco comigo. 

Até a próxima!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Escolas públicas revelam contradições administrativas

Uma vez ou outra os editoriais dos jornais tomam para si o tema da educação. Geralmente são pungentes e abordam o assunto com inflamada análise, mas a intensidade morre ali. No dia seguinte e nos demais eu fico a procurar os efeitos daquela análise nas ações municipais, estaduais e federais e nada. Educação, especialmente a pública, é um assunto sério e merece ganhar pauta permanente, não é mesmo?

Alguém conhece o interior da Escola Municipal Itacelina Bittencourt? Fiz a foto durante um passeio pelos bairros curitibanos - Curitiba, 6 dez. 2010


Mais tempo na escola - Você já leu o editorial Tempo na escola (FSP, 27 dez.)? Eu li na tela do computador e fiquei aqui pensando nas metas educativas dos governos municipais e estaduais. A ideia é ampliar o tempo do estudante na escola. Ótima providência, mas insuficiente se a escola não estiver preparada para receber as crianças e jovens no contraturno. Há um rol de situações que o público desconhece: a logística humana e material para atender à demanda de mais tempo do escolar na escola. A questão é estrutural e exige atitude política articulada. Não será possível remar sozinho.

Quer ajudar a entender? - Será que há algum leitor do blog com filho ou parente matriculado em uma escola pública do ensino fundamental? Quais as percepções que você tem acerca das quatro horas que o estudante passa na escola? Ela dispõe de biblioteca? A opção de merenda escolar pública funciona? Quem coordena as atividadades fora da sala de aula?

Apresento-lhe a cantina da EE Barão do Rio Branco; fiz a foto quando estive na capital paraense e fui visitar uma das minhas escolas da infância. Clique duas vezes na foto para observar os detalhes preocupantes desse paiol chamado de cantina - Belém, 6 out. 2010 

Indícios estruturais - Eu quero sempre saber mais, porém o que leio nos jornais não comporta o rol de perguntas que conservo. É preciso ir mais fundo, fotografar os espaços escolares, conversar com os pais e funcionários, ouvir o que pensam os vizinhos das escolas. No papel e na fala da direção o plano escolar parece bonito, humano e justo, mas na prática as contradições acontecem. O público não sabe, não é informado. Olhar uma escola pública exige não apenas o olhar comum, mas de quem reúne experiências escolares nesse tipo de escola. Os jornais nem sempre têm informantes experientes no olhar crítico.

Até a próxima!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Ruídos? Quais?

Aqui na minha rua apenas a rara conversa dos passantes e o passar veloz do Ligeirinho, ônibus expresso de cor cinza que voa pelas ruas de Curitiba, cortam o silêncio dos últimos dias de dezembro. Não sei se a rua da sua casa está assim. A minha está silenciosa e mais parece uma ala de um sítio ou uma  chácara comovente na qual os pios dos pássaros e os ruflares alegres de asas ligeiras, aqui e ali enchem os ouvidos. Um sossego espetacular. Eu gosto - e, você, aprecia a calmaria ou está sempre em busca de um ruído para quebrar o silêncio?

A calmaria aqui é intensa; dá até para saltitar no meio da rua, enquanto o Ligeirinho não aparece ali embaixo - Curitiba,Mercês, dezembro em sossego.


Uma história, outra história e mais outra... - Fiquei até a lembrar do que dizia o querido poeta gaúcho, o Mario Quintana, este velhinho simpático que sempre está na minha mesa de trabalho e ao alcance das mãos, quando o sono ainda não chegou. Veja o que ele declara, no poema O princípio do fim:

Há ruídos que não se ouvem mais:
- o grito desgarrado de uma locomotiva na madrugada
- os apitos dos guardas noturnos quadriculando como um mapa a cidade adormecida
- os barbeiros que faziam cantar no ar as suas tesouras
- a matraca do vendedor de cartuchos
- a gaitinha do afiador de facas
- todos esses ruídos que apenas rompiam o silêncio...
E hoje o que mais se precisa é de silêncios que interrompam o ruído

Mas que se há de fazer?
muitos - a grande maioria - que já nasceram no barullho. E nem sabem, nem notam, por que suas mentes são tão atordoadas, seus pensamentos tão confusos. Tanto que, na sua bebedeira auricular, só conseguem entender as frases repetitivas da música Pop. E, se essa nossa "civilização" não arrebentar, acabamos um dia perdendo a fala - para que falar? para que pensar? - ficaremos apenas no batuque:
"Tan!tan!tan!tan!tan"

(Mario Quintana, A vaca e o hipogrifo, L&PM)

Os ruídos da sua rua, leitor - Não precisa citar nomes e nem a cidade, caso prefira a indefinição, mas será que poderia descrever os ruídos da sua rua?  Quero transformar as descrições dos leitores em destaques de postagens futuras. Quer ajudar a escrevê-las? Talvez as observações do querido poeta não encontrem ressonância. Há sempre uma surpresas no depoimento de um leitor, uma vez que ele está em lugar diferente do meu, do seu, do nosso, não é mesmo? A palavra é sua.

Até a próxima!

sábado, 25 de dezembro de 2010

25 de dezembro? Estação criança ou...?

Não tenho mais crianças em volta de mim, mas gosto da experiência. É cíclica e há uma zona de conforto, ora muito agradável. A minha filha está com 15 anos, portanto, aqui a manhã do dia 25 de dezembro é quieta, bem sossegada, mas já foi diferente não apenas na sororidade e nos seus propósitos. Já tive os meus dias de pula-pula e hi-la-ri-ê.

A imagem é meramente ilustrativa; o mérito  é da Vila do Artesão


Pequenos e grandes brinquedos como jogos, bonecas, panelinhas e livros entre outros itens eram carregados em uma grande sacola para todos os cantos da casa. Era a novidade do Dia de Natal. Hoje, absolutamente quase nada sai do lugar. Educar é oferecer exemplos e estamos conversados, concorda comigo?

Brincar: verbo da infância - Se o leitor têm filhos pequenos, netos ou irmãos divirta-se com eles. É tempo. Enturme-se; tome um gole desse exilir infantil, porque a temporada passa rapidamente entre as gerações.

Ontem, hoje e amanhã - Na minha época de filha, ainda em casa, a companhia dos irmãos maiores e menores sempre fez a grande diferença. A infância teve longas estações na minha família; depois foi a vez da adolescência e da idade adulta, mas sem que nos apercebessemos o ciclo novamente foi acontecendo com a chegada dos sobrinhos. Agora é a vez da segunda geração, mas aqui na minha casa em Curitiba, sem nenhum parente, a adolescência reina bem soberana; eu, sinceramente, espero que por muito tempo.

Como está o seu dia 25 de dezembro, leitor? O meu é a expressão do sossego. Gostaria de poder olhar através da persiana e avistar uma praia ou a visão querida da minha saudosa Belém, mas o balançar dos galhos da amoreira e esse bater das asinhas dos bem-te-vis em voo baixo e ligeiro pelo arvoredo oferecem grande recompensa visual.

Até a próxima!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Quando o sino da igreja tocar...

Imagem retirada do http://salvesalveessanega.blogspot.com/
















"Andorinha no fio
escutou um segredo.
Foi à torre da igreja,
cochichou com o sino.

E o sino bem alto:
delém-dem
delém-dem
delém-dem
de-dem!

Toda a cidade
ficou sabendo."

(Henriqueta Lisboa, Segredo, Antologia de poemas para a Juventude, Ediouro, 2005)

Até a próxima!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A cena natalina mais famosa do mundo

A cena mais famosa do Natal não é certamente a do pinheiro colorido rodeado de presentes e nem a do Papai Noel e o seu trenó, mas sim a da veneranda cena do Menino Jesus e sua família, sob o presépio.

Registro da cena mais representativa do Natal em presépio paulistano- Foto de Onizes Araújo, dez. 2008




No ano de 2008 meu irmão passou por São Paulo em passeio familiar e compartilhou comigo o registro em destaque; a cena é atemporal, concorda comigo, leitor?

Aqui em casa mantenho um pequeno presépio; não há nada de religioso na manutenção desse quadro cristão, mas sim o encantamento expandido pela tradição natalina, símbolo de esperança, de solidariedade e de paz e boa-vontade entre os seres, independente do credo religioso professado.

Até a próxima!

Alterações de endereço,número de telefone e ...

Ainda mantenho uma agenda manuscrita de endereços e de telefones de amigos e conhecidos, mas em razão da migração telefônica constante atualizar esses dados é remexer com as lembranças. Aproveito a temporada de prisioneira da cama, diante desse resfriadão, para colocar dados em ordem. São conhecidos de longa data ou relações tomadas sob o pêndulo das circunstâncias, mas todas nos fazem recordar de rostos e situações tão diversas. Vizinhos, colegas da universidade, parentes, gente solteira que constituiu família e mudou de cidade, colegas mais próximos da minha filha, entre outras esferas de relacionamentos duradouros ou ligeiros.

Parar para avaliar e reavaliar as próprias ações não é prática comum;  deixamos sempre para depois e depois. - Imagem de arquivo do meu cel.

Tive que eliminar os nomes dos que faleceram, trocar o endereço dos que mudaram de cidade e muito mais os números dos telefones, prática comum nesses dias de grande insatisfação com as operadoras de telefonia. De todas as alterações feitas confesso, a que mais senti foi abolir os nomes  de Vicente e Maria, um casal de idosos, muito queridos que conheci na minha temporada estudantil em Campinas. Ele,  dedicado jardineiro; ela, uma rainha do lar e da prática do Bem. Gente da mais alta estirpe nas relações humanas. 

Fiquei aqui imaginando... quando eu também provocar alterações nas agendas dos parentes, amigos e conhecidos, em razão não apenas da mudança de endereço ou telefone, mas também diante da inadiável morte. Que sentimentos eclodirão nos que retirarem o meu nome  da lista? A maioria de nós não pensa nisso, não é mesmo?

Quando se está enferma há tantos pensamentos na cabeça; eles ao menos serão úteis diante da dinâmica da vida, porque entre o nascer e o morrer os dias são nossos, mas nem sempre nos apercebemos da necessidade de bem vivê-los, o que envolve os sentimentos que despertamos nas pessoas com as nossas atitudes.

Até a próxima!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Árvores natalinas e suas histórias

Sempre busquei explicações para tudo nesta vida. Quer um exemplo? Quando eu morava em Belém nunca entendia completamente as razões para a manutenção das tradições natalinas com ares europeus naquele calor amazônico; imaginava que as nossas mangueiras e os nossos pés de açaí enfeitados com bolas coloridas e sem neve alguma cairiam bem melhor, mas nossos ancestrais bem portugueses não permitiriam, portanto...


O belo registro natalino do ilustrador Sérgio Bastos com a árvore de garrafas pet  não se compara aos estranhos pinheiros cobertos de neve encontrados nos shoppings e nas casas da minha memória amazônica. 






Uma vez eu tive uma ideia: faria a minha própria árvore natalina. Com o dinheirinho disponível fui até à merceria da esquina e comprei balas e pirulitos; depois, o quintal da casa que morávamos ali na Boaventura da Silva, no  bairro do Umarizal, tinha o que eu precisava: um galho de goiabeira. Com esses dois auxiliares dei início ao meu plano. Teria finalmente uma árvore de natal bem representativa do que eu sentia, afinal era uma criança. Alguém já viu uma criança não gostar de doces?

A parte dois do meu plano envolveu uma lata cheia de terra. Foi dentro dela que finquei o galho de goiabeira e fui amarrando com fio barbante as balas e os pirulitos em distribuição harmônica dos doces que eu dispunha. Com um pouco de paciência consegui até comprar Sonhos de Valsa  e valorizar um pouco mais a pequena árvore de natal, mas eu não contava com a noite e nem com a fome do meu irmão mais velho.

Tan-tan-tam...- Na manhã seguinte eu quase tenho um treco, um ataque cardíaco ou um piripaque, porque encontrei a minha árvore sem nenhum dos doces mais valiosos. Chorei desconsolada, mas o culpado daquele crime não apareceu. Ele tinha ido ao trabalho e só retornaria à noite, depois das aulas quando chegava cansado e com muita fome.

Um rio de lágrimas - Fiquei amuada o dia inteirinho. Olhava para a minha árvore e as lágrimas caiam. Um sofrimento infantil, hoje alvo da memória hilária natalina.

Paz na Terra aos... - À noite, quando vi meu irmão mais velho entrar em casa o meu coração acelerou. Entraria em guerra com o inimigo da minha alegria, mas antes que eu ligasse o meu chorador ele me entregou um saco cheio de doces, inclusive com muitos Sonhos de Valsa, entre outros doces muito apreciados, como Diamante Negro e os meus preciosos Caramelos Dulcora. Foi selada a paz, mas  ela durou pouco. Sabe o que aconteceu? Meu irmão, na época um verdadeiro formigão, não aguentava ver as guloseimas ali dando sopa. Foi um tal de come e repõe durante dias até que entrei em chateação e decidi acabar com a árvore dos docinhos, mas não com as lembranças que ela conservou.

Minha @miga Barbara Horn construiu uma bela história da Árvore de Lata  ou Lata dos Amigos; se eu fosse você eu não deixaria de ler. Clique no Menina Prendada e comova-se fartamente.

Até a próxima!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mudanças de planos em dezembro

Entre uma crise de tosse e um momento mais ameno eu ligo o computador. Não dá, entretanto, para ficar muito tempo com ele ligado, porque não tenho mesa especial para note em cama, mas vou me virando como é possível. Você já ficou adoentado e prisioneiro da cama, leitor?

Um grande bagaço - Não é fácil; as costas doem e a sensação é de um grande bagaço. 

O tradicional vai-e-vem das pessoas na Boca Maldita; acostumada fico, mas sem esquecer do aconchego nortista - Curitiba, 6 dez. 2010

Adeus viagem... -Eu e minha filha estávamos com a viagem toda bem planejada; passaríamos os últimos dias de dezembro em Campinas, mas a minha saúde embolou tudo. Fazer o quê? Continuar tomando as colheradas de mel com propólis e guaco e não dar trégua ao repouso, porque o trabalho, ao contrário das férias da maioria, estará me aguardando em janeiro.

Prato com comida - Tenho aqui hoje uma preocupação de ordem doméstica: o que colocaremos no prato na noite natalina? Minha filha sonhou em comer peru fatiado e eu prometi ir à cozinha prepará-lo, mas não vai dar. Pedirei um galetão ou uma pizza e só para não deixar em falta a boa tradição tentarei preparar as rabanadas, guloseima apreciadíssima por nós em qualquer época do ano.

Concepções diferentes - O leitor talvez não saiba, mas desde o Natal de 1992 eu sofro uma tristeza dezembrina. Explico: os vizinhos somem, a cidade fica mais deserta e eu com mais saudade dos encontros natalinos da minha época de criança e adolescente em Belém. Aqui, sinto muita falta do aconchego e da camaradagem entre a vizinhança. Justifica-se, portanto, a minha fuga anual para Campinas ou Belém. Em terra paulista eu teria não apenas uma das minhas irmãs, mas sobrinhos para sentar e abraçar na noite  de 24 para 25, quando se está longe da família maior, aquela que nos fez gente. Minha filha não sente a falta de nada; ficou bem acostumada ao silêncio emocional da vizinhança curitibana. Uma pizza ou galetão, rabanadas e 2 ou 3 dvds a deixarão bem feliz. É o que providenciarei.

Até a próxima!

Conte uma história de fé e de esperança, leitor!

Narrativas natalinas? A colega professora Miriam Fajardo,  da cidade paranaense de Jandaia do Sul reuniu algumas, em dezembro de 2009. Elas estão aqui, no excelente blog  Tribo da Leitura.

Clicou? Hum... - Que tal lê-las em voz alta? Chame as crianças, imediatamente. Ler narrativas com emoção e timbre adequado é uma saudável atitude em família; você dará um ótimo exemplo de leitor aos que não conservam a prática da leitura oral.

Outras contribuições - Será que o leitor escreveu, leu ou viveu uma situação de esperança, de solidariedade e benevolência, componentes das experiências presentes no sentimento natalino, por favor, aproveite para contá-la aqui.

Até a próxima!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tosse, febre, garganta ardendo...

Na sexta-feira, ao voltar do Mercado Municipal para casa, eu já sentia enorme indisposição. A umidade que chega com a temporada chuvosa nunca foi a minha boa companhia. Estou literalmente de cama. Um  forte resfriado, tosse renitente, febre intermitente, dor de cabeça e a garganta ardendo transformaram os dois últimos dias em verdadeira agonia.



O chá de limão bem quente, a aspirina, muito líquido, alimentação leve e o repouso entraram em cena, mas nada parece aliviar a indisposição generalizada que sinto. Estou literalmente acamada, porque sou bem chegada ao quadro das doenças respiratórias. Para aliviar o desprazer busquei no colorido da linda cena de chuva, feita pelo ilustrador Sérgio Bastos , o contraste com o meu estado de ânimo. Não aguento sequer fixar os olhos na tela do computador, porque os olhos ardem.

Voltarei, quando estiver mais disposta e livre desse quadro de forte resfriado que você certamente conhece muito bem.

Até a próxima!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

De olho na cena para fotografar

Cliente habitual dos cafés ali na Boca Maldita eu não poderia deixar de fotografar o meu espresso com pão de queijo, água com gás e o brinde achocolatado -  Arquivo cel. set. 2007 Curitiba, no Café Avenida

Gosto de fotografar, embora até hoje nunca tenha adquirido uma máquina bem poderosa; espero em breve realizar a oportuna compra, mas hoje compartilho algumas fotos do meu arquivo pessoal com o leitor. O motivo? Registros da época com a minha antiga câmera fotográfica instalada no meu celular. Ela foi de grande ajuda, mas com o uso diário perdeu a boa resolução dos primeiros tempos de utilização. Aliás, você já pensou como os produtos mais modernos perdem a qualidade rapidamente? Até parece que todos são destinados ao descarte e à obsolescência.

Uma das janelinhas natalinas do Palácio Avenida - Natal de Luzes em Curitiba, arquivo cel. 2007


Quero bem fotografar - Mantenho um celular Nokia há mais de dois anos; ele cumpre a imprescindível função de receber e efetuar chamadas, além de possibilitar a troca das mensagens instantâneas (muito úteis na correspondência ligeira com os meus alunos de redação e eventuais frequentadores do meu curso), mas a câmera faliu. Sinto  muito a falta da possibilidade de ação bem rápida para fotografar, mas embora o mercado da área seja repleto de opções, estou em grande dúvida. Vendedores querem apenas vender, sem atinar à qualidade e eficiência do produto.

Aguardo a sua dica!- O leitor conhece uma boa marca de celular que traga uma câmera fotográfica poderosa? Quero comprar uma máquina de interatividade com as cenas que avisto a todo momento; será que você poderá indicar uma marca e as especificações nela presentes? Conheço alguns fotógrafos tuiteiros e hoje perguntarei se recomendam algum produto disponível no mercado. Acompanhe a conversa aqui no meu Twitter, caso mantenha interesse no tema.

Até a próxima!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Natal na barca, de Lygia Fagundes Telles

A barca ou o barco, fotografado na última temporada que passei em Belém, ajudará a ilustrar o conto de Lygia Fagundes Telles


A sugestão foi da colega professora Nidiane Latocheski, lá de Vilhena(RO); fiz uma busca e encontrei um dos ótimos contos da escritora Lygia Fagundes Telles. Tenho certeza de que o leitor apreciará a bela e sensível composição narrativa, graças ao Projeto Reeleituras será possível conferir o  Natal na barca.

Até a próxima!

Salve, salve, cartunista Waldez!

Receber um prêmio internacional é sempre uma distinção e uma oportunidade preciosa para o reconhecimento do talento das pessoas; o meu conterrâneo Waldez deve estar bem feliz com o 1º lugar alcançado no Ranan Lurie 2010  



Não é de hoje que abro o espaço para reproduzir os cartuns e charges que  o Waldez compõe; o leitor está mais uma vez convidado a conhecer o trabalho desse artista do traço, das cores e da crítica inteligente.

Devo ao JBosco a informação que alegra ao cartunismo paraense. A interação entre blogueiros continua prevalecendo.

Até a próxima!

Chuva? Frio? E o conforto básico para viver na umidade?


Em cima da minha cama não há goteiras. As as poças de água na rua logo escoam pelos bueiros. Há um varredor diário para recolher as folhas que caem fartamente do arvoredo. Tenho sempre um cobertor bem quentinho para me aquecer nas noites de frio e chuva. Na geladeira há comida pronta e congelada(em caso de fome repentina) e o caminhão do lixo passa diariamente para recolher os sacos com material orgânico, mas nem todos os residentes em Curitiba e demais cidades pelo Brasil afora usufruem do necessário para sobreviver sob as consequências da chuvarada que cai pelo Brasil nos últimos dias. Confira os dados técnicos do Simepar. Céu nublado e iminência de chuva marcam a vida no Paraná. Um pouco antes do almoço a temperatura estava na casa oscilante dos 11,8ºC.

Visão de uma rua arborizada e bem cuidada no bairro Água Verde - Curitiba, 2010


Arrisque uma hipótese, leitor! - Por que nem todos têm o básico, hein? Será que é possível responder e argumentar objetivamente? Enfrentar as consequências das chuvas sem a estrutura devida(familiar e social) exige reflexão tanto das atitudes do cidadão no quesito dos seus deveres, quanto das autoridades as quais delegamos o poder de zelo da cidade onde moramos, constituímos família, trabalhamos e emprestamos nosso tempo de vida.

Interaja comigo - Estou frequentemente conectada, mesmo sob esses dias de preparação e comemorações do final de ano, quando ando entregue à revisão dos capítulos do meu livro de redação. Sou muito atenta aos comentários no Na Mira, um dos meus interesses na rotina diária, independente do dia ou época do ano. Voltarei aqui para liberar os eventuais toques interativos.

A chuva no corredor do ônibus expresso, no Bigorrilho; a foto é do meu arquivo pessoal - Curitiba, cenas urbanas


A pergunta no segundo parágrafo -  se dirigida às crianças ou aos jovens - talvez receba hipótese irônica, destituída certamente da maturidade na análise da questão, mas ao adulto atento e ciente dos acertos e das contradições da prática cidadã a brincadeira verb@l sempre soará como descompromisso com temas de interesse coletivo. Reflita comigo, meu caro leitor.

Até a próxima!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um conto de Natal

Leia, prezado leitor,  enfrente o trecho destacado em itálico a seguir; não se arrependerá de buscar o conteúdo integral, caso deseje ler os três contos. Charles Dickens é excepcionalmente um dos escritores mais lembrado nessa época natalina. É, sem dúvida, um dos meus preferidos narradores. Eu fiquei ainda mais afeiçoada ao texto desse contador de histórias, quando ia ao longo da adolescência assistindo os filmes de Frank Capra, outra figura que exalta a esperança e a crença na bondade humana, dupla da qual nutro grande simpatia. Confira:





"(...) Certo dia, um dos mais lindos do ano, a véspera do Natal, o velho Scrooge encontrava-se em seu escritório, trabalhando.

 O frio era agudo e penetrante. Uma névoa leitosa embaçava os vidros das janelas. Enquanto escriturava a sua contabilidade, Scrooge ouvia os ruídos que faziam as pessoas que iam e vinham, no beco onde se encontrava o seu estabelecimento.
Elas tossiam, esfregavam as mãos e caminhavam apressadamente, batendo os pés nas pedras do calçamento, para aquecê--los.
(...)
Assim estavam as coisas quando uma voz jovial quebrou o silêncio no escritório:
- Feliz Natal, meu tio! E que Deus o abençoe!
Era o sobrinho de Scrooge e sua entrada foi tão imprevista e intempestiva, que o cordial cumprimento foi o único a anunciar-lhe a chegada.
-Que idiotice! Natal feliz, benção de Deus! Que idiotice! Tudo isso são bobagens!- Sibilou Scrooge erguendo a cabeça.
O rapaz, que por certo viera caminhando apressado, no meio do nevoeiro gelado, tinha o belo rosto corado pela circulação ativada e por uma excitada alegria. Enquanto falava, uma nuvem de vapor saia de sua boca vermelha, entreaberta num cordial sorriso.
- O senhor acha que o Natal é uma idiotice, meu tio? Nao foi isso exatamente que o senhor quis dizer, não foi?
E, ao perguntar, seu hálito quente fez formar, outra vez, uma pequena nuvem de vapor.
-Ora! - Scrooge replicou com aspereza, - Feliz natal, por quê? O que sabe você de felicidade? Você é um pobretão! Que direito tem de estar alegre? Pobre como é, você nem devia falar em felicidade. E nem dar-se a essas expressões de alegria.

( Dickens, Charles, TRÊS ESPÍRITOS DO NATAL - Contos, Prefácio e tradução de Wallace Leal V. Rodrigues, Casa Editora O clarim)

Você conhece algum texto com temática semelhante? Compartilhe a direção; mencione a fonte. Há uma bela e comovente história no cinema transformada pelo gosto do público em filme natalino. Ele está na lista dos filmes que o meu amigo Marden Machado organiza diariamente; é também, querido leitor, um dos meus preferidos. Que tal pegar o dvd de A felicidade não se compra, de Frank Capra e assistir com a família nesses dias de dezembro? A maioria das pessoas sente vontade de ser melhor e viver em paz com os demais depois de assisti-lo. Vá por mim; reúna as crianças, os avós; chame alguns amigos,  um vizinho solitário, o namorado e toda a gente de paz e de boa-vontade.

Até a próxima!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vá conhecer a Barraca da Amazônia!

Hoje saí de casa com chuva e voltei com a sombrinha aberta, mas antes - ah...eu não resisti !- parei ali na Barraca da Amazônia, armada na Praça Osório, sob o comando na minha xará, a Dora.

A Feira de Natal com os seus produtos da época costuma atrair um grande público e algumas barracas com guloseimas e salgados ficam ali, a esperar a freguesia faminta.  A que comercializa os produtos amazônicos é sempre alvo da minha parada obrigatória. Foi o que fiz hoje, mesmo sob a chuva renitente que cai sobre Curitiba. Fui lá para comprar farinha de mandioca, porque a reserva que eu tinha em casa acabou.


Um cardápio amazônico variado é o que você encontrará; dá para saborear um tacacá com pimenta- de -cheiro ou uma porção de caruru, vatapá, entre outras delícias preparadas pela Dora - Barraca da Amazônia, Curitiba, Praça Osório, dez.2010



Tem tacacá, sim senhor! - Quando passo pela barraca da minha conterrânea sempre aproveito para levar uma prosa e, também, avistar outros paraenses atraídos pelo  chamado do estômago nortista. Bombons recheados com doce de cupuaçu e bacuri,  porções de farinhas, tomar uma cuia de tacacá ou de açaí, uma porção de maniçoba, um caruru , vatapá  ou até uma porção de pato no tucupi são algumas alternativas. Eu não resisto a nenhuma delas. 

Tudo bem gostoso - A foto em destaque foi feita na semana passada, quando a minha máquina ainda funcionava. Na ocasião tomei um tacacá com uma porção reforçada de jambu, tucupipimenta-de-cheiro. Estava simplesmente delicioso e, se você mora em Curitiba ou visita a cidade e transita ali pelas imediações da Praça Osório vá lá prestigiar as delícias da comida nortista. As acomodações são muito simples e o conforto é mínimo; o cliente dispõe de banquetas ou cadeiras de plástico para sentar - e dependendo da movimentação ficará  até em pé -, mas o tratamento é fidalgo. Eu garanto.

Corra! Ainda dá tempo de experimentar! - A barraca ficará à disposição do público, segundo a minha conterrânea, até o dia 23 de dezembro. Aproveite. Vá lá prestigiar as nossas gostosuras. Paguei R$8,00 pelo tacacá.

Até a próxima!



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Chuvarada em Curitiba

Hoje de manhã foi um assombro: muitos relâmpagos, trovões sucessivos e chuva, muita chuva, em Curitiba. Aqui nos arredores os alarmes dos carros dispararam, quando um trovão violento foi ouvido. Estremeceu tudo. Fiquei com medo de ter outra geladeira queimada.
Uma das últimas fotos que consegui fazer com a finada máquina fotográfica; mostro uma panorâmica do calçadão que leva o cidadão curitibano ou visitante até à Rua das Flores - Curitiba, Praça Osório, dez.2010

Eu não reclamo da chuva; tenho medo apenas do excesso e lamento pelos transtornos materiais aos que vivem em condições extremas, sem a segurança, em caso de alagamentos e situações trágicas desencadeadas pelo aguaceiro que cai sobre o Brasil.

Choveu aí onde você reside? Eu  sai um pouco, mas voltei antes do almoço para casa. Aqui, no bairro Mercês, a intensidade da chuvarada diminuiu, porém ainda exige sombrinha ou guarda-chuva para sair de casa.

Até a próxima!

Menino do céu? Venhas brincar conosco na Terra!

Aprendi a gostar dos versos de Fernando Pessoa, quando era ainda bem menina; ele é um dos meus poetas preferidos, assim como Florbela Espanca, apenas para ficar nos meus  queridos ancestrais. Gosto muito quando eles conseguem, não sem um certo sofrimento existencial, tirar a capa de obscuridade  das coisas, dos fatos, das circunstâncias e das pessoas. 

A vez é a de Fernando Pessoa - Hoje, por exemplo, transcrevo os versos do poeta lusitano. Amanhã? Penso nos trechos da excelente prosa de Charles Dickens. Você gosta do que eles escreveram? Eu gosto muito.  A ilustração convidativa à brincadeira infantil anunciada pelo poeta português é do Sergio Bastos, querido companheiro de muitos livros que ainda escreveremos sobre crianças, educação, Belém e amor à Amazônia.



Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir  e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
(...)
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se  de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério.
(...)
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
(...)
........................................
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o  humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
(...)

(Fernando Pessoa , O guardador de rebanhos,  in  O eu profundo e os outros eus: seleção poética, Aguilar)  

Até a próxima!

Tempo para cuidar da escola

Com a chegada das férias ou diminuição das atividades rotineiras do ano letivo o tempo favorece os cuidados com os espaços escolares públicos, concorda comigo, leitor? O fluxo de pessoas diminuirá e o pessoal especializado nas reformas e manutenção do edifício escolar terá melhores condições de agir. É  o teórico, mas será que na prática acontecerá?

Observe, comente, fotografe - Caso você resida ou trabalhe nas imediações de escolas públicas poderá confirmar  se as observações abaixo ainda procedem; as fotos são do meu arquivo pessoal.

Será que a placa de reforma/construção da quadra polesportiva ainda continua vigente? Vou conferir- Curitiba(PR), no bairro Jardim Social 

A prova visual - Durante o ano de 2010 fotografei alguns prédios escolares;  alguns deles aparecem em destaque na postagem de hoje. No final do mês de dezembro e meados de janeiro/fevereiro terei oportunidade de verificar se alguma alteração foi efetuada na parte externa desses estabelecimentos de ensino público, localizados em Curitiba, Campinas e Belém. Tentarei entrar para conferir se a aparência da fachada está em harmonia com o seu interior.

A aparência externa que não oferece orgulho em estudar e nem em trabalhar aqui - Campinas(SP), no bairro do Taquaral


Sem planejamento harmônico ao calendário escolar - Não sei se o leitor já reparou, mas é costume ler nos jornais as reclamações dos pais, quando no início do ano letivo a direção escolar alega  a necessidade de suspensão do início das aulas para as providências de execução dos reparos na escola. Vedar goteiras, trocar vidros nas janelas e outras  registradas são comumente divulgados como motivos;o edujornalismo atento à realidade municipal e estadual reproduz em reportagens. O resultado dessa falta de planejamento e provável morosidade na liberação das verbas à manutenção do edifício escolar causam  certamnete transtornos às famílias que precisam da logística eficiente escolar para que a rotina familiar prossiga.

A aparência não é tudo, mas fortalece conclusões- Curitiba(PR, Capão do Imbuía

Bom exemplo - Escolas particulares sempre aproveitam o recesso das aulas para as providências necessárias à manutenção do prédio. Vedar goteiras, solucionar problemas de infiltração,  renovar a pintura externa e interna,  melhorias no calçamento, reforma e manutenção do mobiliário escolar, entre outras providências são efetuadas durante o recesso escolar . Por que as públicas não seguem o bom exemplo das administraçoes escolares privadas? Os pais que matriculam crianças ou jovens nas escolas particulares não admitem alteração no calendário. Reclamam; cobram acordos contratuais. A direção deve satisfações aos que pagam a mensalidade. É uma prestação de serviço. As escolas públicas, por acaso, também não prestam serviço à comunidade escolar que dela depende? A quem os pais devem reclamar, quando não podem desfrutar do espaço da escola para que a vida siga o seu curso escolar anual?


Perguntas e mais perguntas - Será que há algum setor nas secretarias municipais e estaduais encarregado de registrar as necessidades de manutenção do patrimônio escolar? Quem avisa a quem? Quem libera o dinheiro necessário às providências comuns desses reparos no edifício escolar, sempre que um ano letivo chega ao seu final? 


Quando passei, em meados de outubro, pelo Barão do Rio Branco avistei um ar de reforma; vou tirar a prova dos nove em 2011 - Belém(PA), bairro de Nazerá

Uma surpresa - Recebi um convite gentil para visitar uma escola pública em Curitiba. Veio da parte da Profª Leila Frozen, da Escola Dom Orione. Faça uma visita virtual comigo, prezado leitor, mas se a colega professora permitir eu gostaria de uma visita presencial, também. Imagens virtuais nem sempre apontam as dificuldades. A maioria costuma exibir o que fica bem bonito virtualmente. As contradições e as irresponsabilidades são sempre muito feias, mas elas ficam na mira, não apenas da lente da minha máquina fotográfica, mas também das minhas observações. Quer vê-las sempre aqui, leitor?

Pergunta -A educação pública é uma prioridade nos nossos municípios e estados? Os meus, os seus olhos atentos dirão, caro leitor. Tenho leitores espalhados pelo Brasil afora; os comentários centrados na observação séria e criteriosa serão recebidos com alegria. Interaja.

Até a próxima!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Corte no Fundeb em 2011? Por que não respondem?

Estou há três dias com uma pergunta, já compartilhada no Twitter e com os jornais, mas ninguém responde.  Quero saber:

       Por que o valor de 1,4 mi será diminuído do montante de 2011 destinado ao Fundeb?

O dinheiro destinado ao Fundeb precisa ser mantido em 2011.Iirregularidades municipais no país devem ser combatidas com fiscalização séria e atenção localizada do cidadão. - O dinheiro público é nosso - Minha foto de arquivo2009

Não entendo por que uma área tão necessitada como é a educação pública sofre cortes financeiros. Será que é um toma-lá-dá-cá? Alguém deixou de entregar relatórios? Fez algo errado? Os municípios não estiveram na linha estabelecida? O dinheiro que é destinado aos municípios é regulado por resultados? Se a turma da Comissão do Orçamento explicar eu paro de perguntar.

Ontem, deixei um bom tempo destinado ao meu lazer para pesquisar em blogs de políticos uma explicação sobre o assunto. Silêncio absoluto ou notas subjetivas encontrei. Enviei , sob chateação extrema, uma carta à seção de leitores de um dos jornais que costumo ler e sugeri, também, uma pauta jornalística sobre a  ausência de clareza dessas informações passadas pela assessoria do governo federal às redações dos matutinos. Ninguém deu pelota. Vejo, aqui entre nós, uma demonstração de desinteresse em explicar ao leitor o que é inexplicável nas ações dos que têm a mão no cofre público.

Contribua - Caso você tenha lido reportagem ou assistido na tevê explicações claras sobre o tema, por favor, poderá indicar a fonte desse esclarecimento? Obrigada.

A educação pública tem ficado sempre de fora dos interesses políticos, inclusive na pauta dos candidatos aos cargos públicos.Não passa de discursseira vazia, desdituída de um projeto sério, uma vez que ações educacionais não acontecem isoladas. Cabe ao eleitor atento e ao jornalismo sério descobrir os porquês dessa indiferença do noticiário aos temas educacionais. É o que penso; você discorda, leitor?

Até a próxima!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Felicidade? Ô, conquista diária, hein?

A felicidade total é quase impossível; creio que ela não é deste mundo, porque há sempre alguém ou alguma peste que vem estragar a alegria de uma pessoa. Estou equivocada, meu querido leitor? As interveniências no plano de felicidade fazem parte da vida terrena, mas quando um estraga-prazer aparece dá vontade de chutar o balde. Você é assim? Eu não sou santa. Tenho vontade de xingar o político safado ou  o juiz  oportunista, ahahaha...

A tirinha do Benett é ótima; nem sempre encontraremos a resposta desejada à felicidade. É necessário buscar outras fontes e atravessar o portal estreito que a vida oferece à maioria das pessoas.


O que deixaria o leitor com cara de felicidade? -  Eu ficaria bem feliz com a  uma nova máquina fotográfica( a minha está imprestável) e a entrada de algum dinheiro, via trabalho com aulas, correções e direito autoral, para quitar todas as minhas dívidas, porque sendo professora autônoma eu não recebo 13º, portanto não faço como a maioria dos brasileiros que do salário natalino dispõe para aliviar a vida, mas esta foi uma escolha sem volta. As vantagens sobressaem, menos nesta época. Ui...

Uma promessa a cumprir - No próximo ano farei uma economia objetiva e guardarei um dinheirinho dentro de uma poupança, cujo nome será salário natalino.

Interaja - Faça a sua lista de presentes; compartilhe-a comigo, caro leitor.

Até a próxima!

A passarinhada que acorda o Brasil

Encimados nas palmeiras e espécies diversas os bem-te-vis travam um duelo sonoro com o sino da igreja e  e o vai-e-vai dos carros que circulam pela praça e ruas - Belém, Largo da Trindade, agosto, 2010
Quando estou em Belém, em visita familiar, o ruído matinal vem dos bandos de bem-te-vis pousados no arvoredo do Largo da Trindade, além daquele vai-e-vai dos carros que descem a Av. Tamandaré, conhecida pela zoada urbana, na capital paraense.

Quando estou em Campinas, também em visita familiar, uma cantoria animada das andorinhas, no alto do  bairro do Taquaral, corta o silêncio da área nesse município paulista.

As enfileiradas sibipurunas abrigam a passarinhada de bem-te-vis e quero-queros logo de manhãzinha - Curitiba, Rua Marcelino Champagnat, Mercês, dez. 2010

Em Curitiba- Quando estou em casa, é com o canto dos bem-te-vis e quero-queros que acordo. Pousados nos galhos do arvoredo não apenas da rua, mas na altiva amoreira do meu jardinzinho, eles parecem disputar meus ouvidos, mas o vrum-vrum -vrum dos carros e do Ligeirinho que desce a toda pela Marcelino Champagnat, aqui no Mercês, espanta a cantoria, pois ensurdece tudo. Ainda bem que a intermitência é variada.
 
A proximidade ao Parque Taquaral empresta à residência familiar campineira a cantoria matinal das andorinhas, entre outros pássaros da região- Campinas, set. 2010
Interaja -  Quais os ruídos que você encontra ao despertar? Espalhado pelo Paraná e pelo Brasil afora, o interlocutor do Na Mira bem poderia relatar as características sonoras do seu despertar. Posso contar com você, meu caro leitor?

Os registros fotográficos que fiz estão dispostos aleatoriamente para que você também leia as informações das legendas, independente da localização  que conquistam na página.

Até a próxima!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Menos dinheiro para Educação em 2011?



Li  hoje à noitinha na página do UOL uma manchete  que fez meus olhos ficarem arregalados:

 " Orçamento deixa fundo da educação com 1,4 bi  a menos"


O que quer dizer isso, afinal, minha gente? 

Aguardarei os jornais de amanhã para entender melhor a questão; o texto estava repleto de números e citações nominais, mas não apontava com clareza o motivo dessa subtração de recursos financeiros. Caso você  entenda do assunto, caro leitor, venha aqui compartilhar um SOS. Adoro aprender com quem de fato sabe explicar, embora retirar dinheiro da cota à Educação no Brasil seja quase inexplicável.

Até a próxima!

Mãe? Eu quero brocólis! Pai? Eu quero ler!

É notícia escancarada nos jornais e revistas da semana - o estudante brasileiro não lê com desenvoltura -, mas eu nem preciso de qualquer pesquisa oficial para comprovar o nível insatisfatório de leitura estudantil na pátria querida; recebo vestibulandos ano, após ano - e poucos são os jovens que leem com desenvoltura. É fato. Eles não estão no ensino fundamental; estão no último ano do ensino médio ou são egressos dessa etapa escolar, portanto, a pesquisa apenas fortalece o que as evidências fazem sobressair.

A minha porta está aberta aos interessados- Não posso ficar triste totalmente , quando confiro na minha frente esse quadro entristecedor da realidade nacional. Quem não mantém leitura constante e nem escreve com segurança e desenvoltura aparece no meu curso de redação. É o meu público- alvo. Raros são os vestibulandos que chegam com autonomia na leitura e na escrita em língua portuguesa. Falta o costume; o hábito não foi consolidado. Não há gosto e nem prazer na leitura.



Um cardápio diário de leituras é como um cardápío alimentar regular na vida do estudante; se a família não oferece, a escola ignora, ui, ai, ai...  - Encontros Marcados com a Redação,  dez. 2010

O exemplo convincente - Com raras exceções os estudantes não aproveitam as 15 aulas ou Encontros Marcados com a Redação, denominação que reveste de sentido as minhas conversas regadas a muita leitura e escrita abundante. Apenas os que chegam com problemas de ordem diversa, herdados com a preguiça escolar, indisciplina ou a falta de objetivos, inclusive na vida, não absorvem a totalidade dos benefícios. Os demais, pagam para ler e escrever sob o meu comando, portanto, entram na linha, bem direitinho. A prova de redação não lhes assombará mais, depois das cinco primeiras aulas. O cardápio de leitura lhes é servido a cada encontro; eu lhes ensino com o exemplo o prazer de abrir um jornal, examinar atentamente uma revista,  atravessar a porta e visitar bibliotecas, interagir com as colunas dos leitores e ver seus textos publicados nos jornais e revistas, uma vez que escrevem concatenando ideias. Eles descobrem, finalmente, a funcionalidade da leitura e da escrita. O panorama muda.


As informações absorvidas com a leitura alimentam a escrita; as redações dos nossos estudantes são anêmicas, insossas, mal elaboradas e desconectadas às exigências das propostas. Reviso o cardápio nos Encontros Marcados com a Redação


A gênese da intervenção eficiente - Melhorar o nível da leitura exige exemplo em casa, na escola, na sociedade em geral. Bibliotecas escolares, especialmente as públicas, com acervo enriquecido permanentemente, hábitos de ler impressos em casa e uma política no mercado de trabalho que exija autonomia com a  leitura&redação fazem o serviço exemplar pelo país. Mas quem quer apostar nesse grupo concertado de ações, hein? As escolas públicas? As secretarias municipais e estaduais?Os prefeitos? Os governadores? Hum... será que eles costumam ler? O que leem? Conseguiriam dar o bom exemplo? Du-vi-do. 

Um país de leitores? - Um sonho que será alcançado certamente quando o ato de ler estiver na pauta das ações diárias da família e da administração pública escolar. Família que dispõe de impressos - livros, revistas e jornais- e mantém a conexão ilimitada com as fontes da informação somada às ações da administração pública voltadas à disseminação da leitura formará uma dupla espetacular. No caso da ausência das boas condições da família, diante das carências e justificativas para não ler, a administração pública escolar assumirá o compromisso. Basta selecionar competentes profissionais do ensino e remunerá-los condignamente, manter bibliotecas em pleno funcionamento, sem esquecer de prover um acervo com muitos títulos do mesmo livro, bibliotecários administrando ações internas, auxiliares capacitados e horários aumentados, inclusive nos finais de semana.  Uma maravilha, as providências necessárias.

A pesquisa com o resultado do PISA - o Programa Internacional de Avaliação de Alunos - chegou aos jornais; o leitor competente ficou escandalizado, mas tudo permanece igual. A página já está virada. Sabe por quê? Ora, porque quando o problema é de todos, não é meu, nem seu, é nosso, a situação compromete. A maioria deserta. É prática comum no Brasil delegar as ações, mas será necessário agir em grupo, caso contrário, outros Tiriricas serão alçados à vida política - e do jeito como o vale-tudo é prestigiado eu temo muitos clones desse naipe. Uma tristeza. Veja aqui um excelente mapeamento da situação  em   Copa do mundo da educação: o Brasil no grupo do rebaixamento, no blog do Marcelo Tas.

O leitor desculpe a brincadeira que fiz hoje com o título da postagem; pensei em chamar a sua atenção, porque nem todos apreciam a delícia do brocólis e também da espetacular leitura.  É preciso experimentá- los de várias maneiras para lhes descobrir as virtudes e os benefícios, não é mesmo?

Até a próxima!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quer ser picado pelo mosquito da dengue?

Você já foi picado pelo mosquito da dengue, leitor? Olhe lá, tome cuidado! Eu já fui e tenho boas histórias para contar. De todas as situações que a dengue me obrigou a passar fica apenas um desejo bem ferino: que o danadinho do mosquito pique essa camarilha que gasta o dinheiro público iresponsavelmente e atrapalha o curso natural da vida dos que são do Bem. Como a incidência do mosquito é grande e espalhada pelo Brasil afora muitos safados serão alvos do terrível mosquito; ele pica, joga a vítima na cama- e, se os cuidados terapêuticos familiares e sanitários não ajudarem, ele mata. Já pensou nisso, leitor? Você já viu uma foto de quem foi picado? Não? É ...os jornais não mostram; apenas alertam. Hum... é pouco.

Salve o cartunista dessa picada - Meu conterrâneo, o JBosco fez uma ilustração natalina e nela articulou dois elementos da época: o velhinho Noel e os mosquitos. Se você não tomar as precauções necessárias nem poderá desfrutar das alegrias da época. Quando o mosquito pica ele deixa a pessoa de cama e com a vida bem atazanada.



É um Deus nos acuda - Eu, por exemplo, tive que mandar a milha filha, ainda bem pequenina, para a casa de uma das minhas irmãs. Fiquei com uma coceira danada na palma dos pés e mãos, um ar de quem estava sob aquela conhecida indisposição gerada pela gripe, além de não conseguir ficar com a roupa no corpo. Um desassossego infernal.

Espalhados pelo Brasil os mosquitos atacam - Agora imagine  todas essas atazanações sob um calor bem paraense? Minha mãe colocou um banquinho embaixo do chuveiro e eu ficava da cama para o frescor do chuveiro. Um calorão insuportável, fruto das consequências da picada do mosquito. Eles não param no Norte e nem no Sul; são viajantes pelo país afora. Percorrem rapidamente as regiões desprotegidas. Veja aqui no http://www.combateadengue.com.br/ as informações básicas. Tome cuidado; não vacile com a água parada ou criadouros do mosquito. 

Conte a sua história aqui - Os sintomas variam; você faria um enorme favor aos que ainda não foram picados pelo mosquito da dengue se aqui relatasse a odisseia atravessada, quando foi picado ou acompanhou a tortura de quem deu o sangue ao mosquito faminto. Interaja.

Até a próxima!
Related Posts with Thumbnails