quinta-feira, 5 de abril de 2012

A galinhada goiana

Certa vez, quando de passagem na casa de família amiga em Goiânia, capital de Goiás, um dos Estados da região Centro-Oeste, recebi um convite matinal. Traduzo abaixo a conversa travada para que o leitor perceba o (des)entendimento linguístico, em razão da diversidade de falares regionais em território brasileiro.
 
Reprodução de imagem via  Galinhas de estimação
 - E aí, Doralice? Dormiu bem? - Perguntou a  minha anfitriã enquanto eu tomava o meu café.
 - Tudo bem. Dormi como uma anja, eu disse em tom de brincadeira.
- Está disposta a ir numa galinhada, hoje? Eu arregalei os olhos, bem admirada ao ouvir a pergunta. Na minha terra paraense, a expressão galinhada reúne tom pejorativo. É sair para o que nacionalmente concebemos como putaria, zorra noturna e desbunde desenfreado, inclusive, com relacionamento sexual sem compromisso algum.

-  O que é uma galinhada, perguntei meio sem-graça? 

- Ah...é um almoço com galinha bem temperada com arroz e açafrão, Dora. Você não gosta? Indagou a minha anfitriã. 

- Ah... gosto sim, respondi, mais sossegada; em seguida, expliquei o motivo da minha curiosidade, o que despertou muita risada.  

Compartilhemos mais!  - O leitor vê como é preciso compartilhar as diferenças entre os falares pelo Brasil afora?  Pedirei aos meus amigos, o Fábio Cequinel e a Ane Beatriz, viajantes profissionais que contem alguma passagem interessante, aqui na minha página tuiteira. Acompanhe, se desejar, leitor!

Até a próxima!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts with Thumbnails