sexta-feira, 8 de julho de 2011

Como premiar um desmatador?

No ano de 2008 os cadernos dos meus alunos continham inúmeros textos que tratavam sobre o desmatamento. Exemplos similares? Um do Greenpeace e outro do EcoDebate.  A razão? Um tema certamente presente nos vestibulares e no Enem, além, é claro, de interesse geral do cidadão atento, condição que independe da idade, convenhamos. Foi um trabalho com excelente resultado. Sabe, por quê? O tema da redação do Enem foi sobre a Preservação da floresta Amazônica (O Globo). 


O cartunista Benett bem dimensiona a história do desmate amazônico - Arquivo Gazeta do Povo
 Merece prêmio? - Como é que alguém pode ser premiado com um ministério no Brasil, mesmo depois de ter sido apontado como um dos que deram amém ao desmatamento, segundo as notícias da época? Estou de olhos arregalados com a bondade que parte lá de Brasília. Nomear alguém que carrega uma história de desmate autorizado nas costas é, no mínimo, uma imprudência, concorda comigo? O Josias de Souza explica detalhes sobre a grande novela. O capítulo mais recente está inteirinho em  Cotado para ministro...

Um porém inquietante - Estou, entretanto, muito encafifada com uma coisa: de um lado a família, os amigos e a escola fazem o possível para indicar bons exemplos de cidadania, mas vem o governo e premia criminosos (in)diretamente com a motoserra na mão. Como é que ficamos, hein? Pobres crianças e jovens do meu Brasil; desconhecem o que é coerência e ética no âmbito público. Já não basta a regular concessão ao Nepotismo escancarado, inclusive, aqui no Paraná, assim como nos demais rincões brasileiros.

Fico indignada; veja, portanto a razão que eu defendo para não reeleger nem vereador, nem deputado, nem senador, prefeito, governador ou presidente. Apenas  mandato único para fazer bem feito e deixar o nome na História.A remuneração paga pelos cofres públicos é alta demais. Reeleição? Jamais!


Até a próxima!

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