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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A arquitetura escolar em destaque


 O centenário Barão do Rio Branco foi uma das das escolas públicas que estudei, lá em Belém, PA-  Foto by Onizes Araújo
A constante atualização na minha página tuiteira  trouxe uma excelente notícia: eu soube da publicação do livro Ginásios, Escolas Normais e Profissionais - A arquitetura escolar do Paraná na primeira metade do século XX, assinado pela profª Zulmara Clara Sauner e pela arq. Elizabeth Amorim de Castro.  Quero ler o livro, mas como faço para adquirir um exemplar, pois o tema da arquitetura escolar é do meu interesse, também, UFPR?  As antigas escolas públicas expressam o arrojo na construção e são a expressão da importância dedicada ao edifício escolar popular.
 
O contraste entre as antigas e as novas construções e a sua evidente articulação às gestões popularescas deixam os projetos e a suas execuções mais recentes na berlinda das preocupações, você concorda comigo, leitor? Na dúvida, passe na porta ou entre em uma escola recentemente construída. As diferenças conceituais no projeto, ajustes locais e os materiais empregados na construção do edifício escolar, sem dúvida, refletem as deliberações administrativas voltadas à educação pública, tanto na esfera municipal, quanto na estadual e federal. Coloque a arquitetura das escolas públicas na sua mira e tire as suas conclusões, também!


Até a próxima!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Escola pública "especial" em Santa Felicidade


O antigo Educandário de Santa Felicidade, hoje EE de Educação Especial Lucy Requião de Mello e Silva, é mais uma escola pública NaMiradoLeitor- Curitiba, arq. pessoal 2012
Aos sábados ou domingos à tarde saio de casa no banco do carona; passear pelos bairros de Curitiba é um propósito de professora blogueira e interessada no tema da arquitetura escolar. Se passar na frente de uma escola pública, logo faço a rogativa: por favor, pare; quero fotografar a frente da escola. Dito e sempre feito.
 
Garbosos pinheiros do Paraná parecem admirar e bem proteger o antigo Educandário Santa Felicidade, hoje escola especial - Curitiba, arq. pessoal 2012
Padrão escolar? - No destaque você avista a Escola Estadual de Educação Especial Lucy Requião de Mello e Silva, antes simplesmente Educandário de Santa Felicidade. A história sobre a troca do nome da escola e os trâmites encetados quanto à reforma e nova destinação, estão aqui em excelente reportagem da Gazeta do Povo, de 12/8/2008. 

Gostaria de poder, um dia, visitar a escola em destaque. Em rápida observação de passante atenta, percebi que o prédio é bem cuidado. Há, visivelmente, um composição paisagística paranaense na área frontal do prédio escolar. Nela, imponentes pinheiros ganham o destaque. Gosto muito,  caro leitor, de encontrar o aproveitamento das espécies nativas para fazer com o arvoredo a moldura de um prédio escolar. Os arquitetos e engenheiros civis, responsáveis pelo projeto e execução da construção original e reforma mais recente devem reunir informações preciosas sobre três aspectos: como era a área antes da construção, o estado de abandono encontrado no início da reforma e no que hoje é disposto à comunidade escolar.

O tema da arquitetura escolar é assim, apaixonante. Você faz a foto de um prédio e ele traduz uma história, aliás, inúmeras histórias. Quem desejar uma pesquisa de alcance espetacular terá um tema estimulante, sempre.

Até a próxima!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Arquitetura escolar; um tema para muitas reflexões


Reprodução da capa do livro via Oficina do Texto

Um dos meus temas preferidos é a arquitetura escolar e as suas implicações na vida dos que trabalham e estudam, portanto, caro leitor, quero ler imediatamente o livro Arquitetura escolar, de Doris Kowaltowski (portal da Oficina do Texto, 2011)

Até a próxima!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Arquitetura escolar pública ou entre "a cruz e a caldeirinha"

Não é de hoje que trato com carinho do tema arquitetura escolar; o leitor contumaz do NaMira sabe muito bem. A leitura vertical  do blog ou a busca temática fará emergir inúmeras postagens.

         Em nossa prática sabe o que percebemos? Existe mais espaço para inovação no projeto de escolas públicas do que privadas!

Hoje, com muita alegria, encontrei um interlocutor com visão técnica sobre o tema, lá na minha página tuiteira. Foi o arquiteto Alvaro Lima. Gostei da conversa. Com ele descobri aspectos desconhecidos para mim. Veja nos destaques em itálico a reprodução de alguns dos tuites que ele escreveu sobre o tema.

    nós estamos atentos à arqescolar mas há hospitais desconfortaveis casas feias indust ineficientes. E maus arquitetos  e mais aqui:   no processo de licitaçao publica vence o menor preço. É dificil filtrar a incompetencia sem correr o risco de injustiça.

Arrojo visível no projeto e construção do centenário Colégio Estadual Tiradentes, localizado nos arredoes do Passeio Público, Curitiba, arq. pessoal
Contribuições técnicas sobre uma questão merecem olhar e leitura atenta; não será preciso concordar, mas sim lê-las sob o pêndulo espetacular da opinião ou da análise técnica expressa. Ao leigo, resta também o aprendizado. Sou aprendiz, leitor, sempre e sempre.

Com a cabeça cheia de perguntas - Fiquei, entretanto, com algumas questões, leitor. Quer vê-las?

1- Se há mais espaço à inovação no projeto de escolas públicas do que privadas, segundo o arquiteto escolar em destaque, por que as escolas atuais que avistamos são feias, desengonçadas e desconfortáveis?

 2- Vencer o menor preço nas tomadas licitatórias não é , aqui entre nós, o melhor para as crianças e jovens em uma escola a ser construída. Por que deveria vencer o menor preço se ele é sinônimo de baixa qualidade, por exemplo do material de construção?

3- Há o cargo de arquiteto e de engenheiro civil dentro do quadro de funcionários municipais? Quanto ganham? É um salário com piso nacional?

4-  Há um padrão a ser seguido no projeto de construção de uma escola pública? Será que os projetos atentam às contingências climáticas?

5- Uma escola amazônica requer áreas de ventilação permanentes e abrigos para a chuva desde a entrada. Há quem atente às diferenças na hora de assinar um projeto voltado ao Sul ou Nordeste brasileiro?

6-  O que mudou no processo de licitação de hoje com relação ao feito outrora? Vejo as escolas antigas e me pergunto: por que as de hoje são tão feias e exigem reformas anuais?

Projeto arrojado que exige agora apenas os cuidados à manutenção tem o Instituto de Educação do Pará- Arredores da Pça da República, Belém, arq. pessoal
Conhece um arquiteto, leitor? Poderia indicar um blog ou site assinado que atine à questão da arquitetura escolar? Agradeço ao Lima a  boa conversa e quero trocar prosa com outros profissionais da área, também.

Até a próxima!

A arquitetura escolar e os 3 porquinhos


Pedi uma foto e o DelViana fez  para mim; veio lá do arquipélago marajoara, no Pará. Clique  para vê-la melhor ; observe a ponte. As crianças escolares chegam de barco à escola - Reprodução autorizada
Idealizar, projetar e construir escolas são as ações que estão na mira da arquitetura escolar. Entre o trio de ações destacadas, ah...está a figura do gestor administrativo e o seu projeto coerente voltado à educação pública, suas contingências, necessidades e inserção qualificadora. Uma escola bem construída, bem mantida e preservada independe de vinculação partidária. É um exemplo de atitude política. Sou (e) leitora atenta e vejo assim. Você também, leitor?

Boas condições da construção - Para ser lembrado com alegria e satisfação, um secretário de educação, o representante maior do MEC, um prefeito, um governador ou um presidente da república não poderá esquecer das condições favoráveis oferecidas aos que estão abrigados sob o edifício escolar. A maioria, entretanto, esquece; libera verbas para construções com material ordinário e não mantém olho vivo no resultado das licitações à construção do que atualmente denominam de prédio escolar público.

Por que o governo paranaense não leva adiante uma restauração do belo prédio do Instituto de Educação do Paraná? A amostra de beleza arquitetônica escolar exige visível descuido das autoridades.  Centro, Curitiba, arq. pessoal
Sou muito curiosa, costumeiramente exigente e gostaria de saber detalhes sobre as licitações que envolvem as construções das escolas públicas brasileiras, mas quase nada do assunto costuma sair na imprensa. É lamentável. De quem é o projeto de construção? O engenheiro que desenha o projeto te noções sobre os imprescindíveis itens à arquitetura escolar? Será que ele matricularia o seu filho na escola que projeta? Será que os materiais empregados rastejam no resultado de superfaturamento e conluios protegidos do público atento? Por que não há amostra de transparência do processo licitatório ao público?

Quero fotos -  Imagens panorâmicas das escolas públicas recentemente construídas deveriam aparecer com destaque nas páginas dos jornais, revistas e blogs. Sabe o que eu vejo costumeiramente? Apenas a figura das autoridades desatando um laço ou discursando em bláblábláaaaaa laudatório.  

Consertos e remendos  - O leitor atento já reparou nas sucessivas notícias sobre reformas no telhado, soluções às infiltrações e tentativas de  remendos nos prédios escolares públicos? Eu já; sempre no início do ano letivo.

Os 3 porquinhos -  Ao ver uma escola municipal ou estadual em reforma eu sempre recordo da inesquecível história dos três porquinhos. Veja os porquês, caro leitor:  projetar e construir uma escola resistente e que atente aos aspectos necessários evitará desperdícios do dinheiro público, aumentará o ranger dos dentes dos opositores partidários sem motivos para queixas e pendengas e permitirá, principalmente ao eleitor o reconhecimento da outorga bem refletida, além de oferecer ao escolar o usufruto de espaço agradável e seguro para aprender, consolidar e conservar pela vida afora a gratidão pela educação pública recebida. A maioria dos gestores, entretanto, esquece da lição do Prático. O vento, a chuva e o Lobo fazem a maior festança com as construções vagabundas, cheias de furos e sempre  pratos cheios às críticas dos que olham e radiografam as ações destituídas de atenção a um item fundamental na educação pública: as construções escolares.
Até a próxima!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Arquitetura escolar pública no Pará

Com alegria, querido leitor, destaco o belo o trabalho do ilustrador Sérgio Bastos. O motivo do contentamento é ainda mais vigoroso em razão da minha afinidade com o antigo Grupo Escolar Barão do Rio Branco, local que abrigou a estudante que eu fui nos dois primeiros anos.

Grupo Escolar Barão do Rio Branco, situado no bairro de Nazaré, Belém, Pará, Brasil
O Barão  é um exemplo primoroso das preocupações dos gestores  de outrora com os espaços escolares públicos, concorda comigo, leitor? Tão diferente das edificações atuais, não apenas no Pará, mas pelo Brasil afora.

SOS leitor  - Caso você saiba de uma escola pública recentemente construída e que exiba a arrojada ideia de aprimoramento arquitetônico escolar, por favor, avise-me! Quero parabenizar o gestor público.  Aliás, é tão raro ler notícias sobre construções escolares na rede pública. Será que inexiste dado novo?

Meu projeto -  Farei uma busca nos sites das secretarias de educação pelo Brasil afora; se descobrir algo que fuja dos padrões feiosos, enjambrados e com material de quinta categoria pode estar ciente de que trarei a boa notícia. Começarei, por razões óbvias, pelo Pará e depois pelo Paraná. Aos poucos, farei um mapeamento de todas as secretarias; o leitor pode ajudar, também, o que seria muito bom.

O tema da arquitetura escolar é uma das minhas leituras preferidas. Gosta dele, também? Faça uma busca, aqui mesmo no blog; tenho ínúmeras postagens sobre o tema.

Até a próxima!
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