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terça-feira, 24 de julho de 2012

As férias escolares de antigamente

 
Ah...que saudades daquelas férias escolares que os anos não trarão mais, nunca mais - Ilha do Mosqueiro, Pará, arq. pessoal, 2010
 Hoje, ainda no começo da manhã, fiquei surpresa quando uma amiga ao telefone comentou que passaria em casa, depois que deixasse os filhos na escola. Surpresa, muito surpresa, perguntei: 

-  Mas as férias já acabaram? A resposta que ouvi? Sim

Que tristeza! - foi o que eu disse sem tentar contenção emocional alguma. O mês de julho nem acabou e a estudantada já retornou à escola; o pior é que não há calendário único. Que liberdade fajuta...

No meu tempo de estudante na escola  básica - não sei se no seu tempo foi assim, meu caro leitor -  aprendi a ler, a escrever e a efetuar as operações matemáticas, entre outras delas decorrentes. Não tive professor particular para nadinha e jamais frequentei curso de redação. Dispunha daquele desfrute de um mês de julho inteirinho de férias, além da temporada longa que começava em dezembro e encerrava apenas no último dia de fevereiro do ano seguinte. Eu  passava tais períodos, na maioria dos dias, aí na ilha em destaque acima. Outros tempos, outras cabeças, outras invenções. E, agora, ministro Mercadante?

É raro o estudante que consegue ler um texto e reproduzir, em redação manuscrita, com fidelidade, objetividade e clareza as ideias nele contidas. Encontros Marcados com a Redação, arq. pessoal
Lamento confirmar que as alterações curriculares que aumentaram a carga horária, injetaram novas disciplinas e desarrumaram o calendário escolar subtrairam o tempo dedicado às férias. O de antes parecia acompanhar o fluxo das estações climáticas e a rotina das famílias brasileiras. O de hoje? Não ajudou a desenvolver as habilidades básicas de leitura e escrita, ao contrário. A prova incontestável? Meus alunos de redação, egressos do novissimo pacote de modificações curriculares, continuam nas duas últimas décadas a requerer a intermediação para interpretar textos e traduzi-los em português claro e objetivo.

Interaja-  Convite: que tal o leitor contar como foram as suas experiências com o período de férias escolares. Vamos fazer inveja aos que hoje têm tão poucos dias ao desfrute revigorante das férias? Quem começa?

Até a próxima!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Fazer legendas para fotos das férias escolares, sempre!



A minha família, residente em Belém, mantinha uma casinha de madeira, lá na Praia Grande ( Ilha de Mosqueiro, PA) e não precisava de mais nada para que a vida fosse apenas um recesso escolar com data definida para encerrar. Lamento não contar aqui com foto daquela época, mas farei uma busca nos arquivos dos meus irmãos. Aguarde.


Ir à praia? Uma diversão permanente nas minhas férias de outrora - Ilha de Mosqueiro, PA, arq. pessoal
O que fazíamos? No meu caso, além da leitura de gibis, banhos na praia, comidas frescas (ai, ai, aqueles dourados e filhotes ali pescados na ilha!), apanhar goiabas, araçás, jambos e ajurús na redondeza, chupar manga caída no pé da mangueira, ali em frente do Bar e Restaurante Guiomar, brincadeiras de roda, pular corda e à noite ouvir histórias e causos de assombração e, finalmente, dormir na rede, nada mais. Que saudade desse tempo de despreocupações. Ele não voltará mais, nem que eu deseje ardentemente. Daí a necessidade de deixá-lo registrado, querido leitor.

Sugestão  -  Será que as lembranças das férias das crianças atuais são intensas tanto quanto eram as das crianças de outrora? Veja, portanto, a necessidade de dimensionar as temporadas de férias, seja na redação descontraída em casa ou na escola - ou vídeos ou fotografias que entram para o arquivo familiar. São registros importantes. Não os desperdice ou deles faça pouco caso, por favor! Até mesmo fazer legendas para as fotos em arquivo ajudará a bem registrar as temporadas das férias escolares de ontem e de hoje.



Até a próxima!

Férias escolares de hoje e de outrora; quanta diferença...

 
Abundância de sol,areia, banhos na praia e tempo livre para brincar à vontade nas férias de outrora - Ilha de Mosqueiro, PA - arq. pessoal

Vamos conversar sobre as férias escolares de outrora, aquelas da época de meninas e meninos estudantes? As que eu vivi após a temporada de fim de ano eram longas; prosseguiam até o começo do mês de março. Eram deliciosas em tudo, mesmo com o tempo mais chuvoso, o que caracteriza até hoje o clima na Amazônia paraense.

Lá em casa? Ah... o roteiro já estava traçado antes mesmo das aulas encerrarem; iríamos para Mosqueiro, ilha fluvial que dista mais ou menos 1h20m de Belém.

Tenho muita saudade dessa época, meu caro leitor. Nada se compara hoje ao que dispunhámos, nem mesmo a companhia dinâmica do computador, adereço indispensável aos que saem em passeios com os filhos ainda crianças ou adolescentes. Outros tempos e outras contingências, eu sei, mas fiquei com saudade e vontade de conversar nostalgicamente sobre os dias de criança escolar em férias. Está disposto a trocar informações?

Até a próxima!


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