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quinta-feira, 26 de abril de 2012

A chuva é um pretexto à redação


A chuva aproxima mais as pessoas; a carona sob a sombrinha ajuda. A moça de casaquinho vermelho estava muito aflita. Tinha uma entrevista; precisava muito de um emprego, mas só dispunha do dinheiro do ônibus e já estava atrasada. Pediu uma carona e a senhora de casaquinho branco aquiesceu. Vamos lá, eu levo você até lá! Vamos, vá me guiando. - foi o que ouvi, ali sob a marquise de uma das lojas da Boca Maldita. Para registrar a cena de solidariedade incomum fiz a foto.  Você faria o mesmo pela jovem desconhecida?  Curitiba, arquivo pessoal
Chove com intermitência em Curitiba desde ontem à noite; quem está em casa bem protegido a "chuva parece uma doce canção", mas aos que enfrentam as ruas diante do vai-e-vem de casa à escola ou ao trabalho, ui, a alegria sofre uma queda. A exceção é certamente a que sente o vendedor, pois ver alguém comprar uma sombrinha ou guarda-chuva sob a pressão do momento é o que mais ele deseja.

A moça da sombrinha florida, visitante em Curitiba, marcou um encontro de amizade, graças a um tuite; ela era de Campina Grande, lá na Paraíba. O rapaz marcara em frente, bem em frente da Galeria Tijucas, ali pertinho do ponto do ônibus Turismo; ela não queria perder a oportunidade de reencontrar aquele curitibano. Vê-lo fora da tela do computador deveria ser outra coisa, imaginava. Sabe o que continha a sacola marrom? Uma porção generosa de castanha de caju; elas estavam ainda bem torradinhas, pois tinham sido cuidadosamente assadas na véspera. Sob a chuva, a jovem parecia pensar:  Será que ele me enganou? Disse que vinha..., ah.. cabra safado, filha da mãe.. .- Curitiba, arquivo pessoal
Reúno duas imagens que fiz enquanto andava sob a chuva ou aguardava que ela passasse para finalmente voltar para casa. São imagens do meu arquivo chuvoso, caro leitor; a cada registro, uma boa história para imaginar se bem observarmos os detalhes na composição da paisagem urbana, geográfica e sobretudo humana. 
 
Faça um bom proveito das pequenas histórias que criei para as minhas fotos; sorria, ao menos. Ficarei alegre de ter desencadeado a surpresa e a comoção, talvez. É uma sugestão de escrita; meus colegas professores de redação bem podem aproveitá-la. Com imaginação e a ajuda dos recursos textuais muitas narrativas poderão surgir. Basta bem intermediar a atividade.
 
 Até a próxima!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Férias escolares de hoje e de outrora; quanta diferença...

 
Abundância de sol,areia, banhos na praia e tempo livre para brincar à vontade nas férias de outrora - Ilha de Mosqueiro, PA - arq. pessoal

Vamos conversar sobre as férias escolares de outrora, aquelas da época de meninas e meninos estudantes? As que eu vivi após a temporada de fim de ano eram longas; prosseguiam até o começo do mês de março. Eram deliciosas em tudo, mesmo com o tempo mais chuvoso, o que caracteriza até hoje o clima na Amazônia paraense.

Lá em casa? Ah... o roteiro já estava traçado antes mesmo das aulas encerrarem; iríamos para Mosqueiro, ilha fluvial que dista mais ou menos 1h20m de Belém.

Tenho muita saudade dessa época, meu caro leitor. Nada se compara hoje ao que dispunhámos, nem mesmo a companhia dinâmica do computador, adereço indispensável aos que saem em passeios com os filhos ainda crianças ou adolescentes. Outros tempos e outras contingências, eu sei, mas fiquei com saudade e vontade de conversar nostalgicamente sobre os dias de criança escolar em férias. Está disposto a trocar informações?

Até a próxima!


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