quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os times entram em campo

Tenho quase certeza absoluta de que o prezado leitor faz a maior festa durante os jogos da Copa; acertei? Ligou a tevê, reuniu a família e os amigos, abasteceu a geladeira e pegou a sua vuvuzela e ajudou a fazer o barulhaço na tarde de ontem? Sim ou Não? Estava bem animado? A dupla em destaque na foto, ali na Praça da Ucrânia, um pouco antes do jogo de estreia do Brasil na disputa, não escondia o prazer de vuvuzelar.

O time dos solitários - De todas as pessoas conhecidas raramente encontrei as que não se agitam diante dos jogos de futebol, quando a seleção de futebol entra em campo para representar o Brasil. Minoria.

Diga lá  - Você conhece alguém que não larga tudo para ficar na frente da tevê, enquanto a alegria ou a tristeza de um país é entregue aos pés da Seleção Brasileira?

Sugestão bem humorada: acompanhe a dupla muito educada e habilidosamente ajustada diante da euforia que toma conta da maioria dos brasileiros; os textos são ótimos. 

                                 Está bem, confesso: nunca gostei muito de esporte. O que me tornou mais sozinho do que o normal. Se você sabe ao menos jogar bola, não precisa nem ser muito bom, já tem alguma diversão, uma ou outra possibilidade de lazer e de amizade.
(em  O que aprendi com o futebol, de Miguel Sanches Neto)


                               Nunca soube como agir em Copas do Mundo. Não entendo nem gosto de futebol e, para mim, está tudo bem. Para os outros, não.

Acontece que, nestas épocas, o fenômeno social toma conta da vida das pessoas de um jeito que se, nas datas dos jogos do Brasil, você não passar o dia de amarelo, vai parecer alguém muito estranho. A pressão é enorme e muitos se sentem inseguros em não corresponder à expectativa geral. Já vivi isso algumas vezes, sei bem do que estou falando.

(em  Como se comportar nos jogos do Brasil ,  da Roberta Malta)

O time dos animados - Esse grupo já entra ganhando o placar. Veja as imagens que eu fiz ontem à tarde, um pouco antes de voltar para casa. No Restaurante Saanga Grill a decoração não fugiu do verde e amarelo; enquanto almoçava vi que todos, ali no Shopping Estação, pareciam seduzidos pelo jogo. Maioria.


A corrente apressada - Na rua era visível a pressa dos torcedores para chegar em casa. Enfrentei uma pequena fila nas Lojas Americanas e de uma vendedora saiu a informação de que todos não viam " a hora do shopping fechar para assistir o jogo" - e, mesmo em cima da hora ainda fotografei algumas pessoas comprando vuvuzelas e pequenas cornetas para intensificar a torcida.

                        Ufa e Que golaço

( no Twitter do Valdir Macenco,
leitor e participante aqui do Na Mira)


                                                    Ah a Gopa to Munto... atoro isto minha xente! Mesmo um berna te bau como eu, que tesde bequeninho nunca me tei pem num gampinho te fusspall (espero que com isso nom tufidem ta minha masgulinitade!), atoro assistir aos xógos ta Gopa.



É glaro que sempre fico pem tivitido(...)

(em  A Gopa.., assinado pela dupla Kátia e Barbara Horn , em  Hans und Helmut, em destaque da semana, aqui no blog)
 
 
Ai... que sono -  Na hora do jogo eu estava literalmente sonolenta, depois do excelente almoço de aniversário -  e embarquei num cochilozinho, ao chegar em casa - , mas os latidos de um cachorro da vizinhança e o gol do time coreano acabaram com o meu sossego. No finalzinho do jogo acabei fazendo companhia à minha filha que dividia o olhar entre a tela da tevê e a do computador. 
 
O país na frente da tevê -  Não é novidade. O país parou para assistir o Brasil no campo de futebol. Aulas suspensas nas escolas, o setor de produção e comércio de portas fechadas e a vida brasileira centrada na  movimentação da bola correndo entre os pés dos jogadores. Não sei se conseguirei cochilar nos próximos jogos. Talvez siga a boa sugestão da Roberta Malta, porque da vida o melhor de tudo são as alegrias.  
 
Aguardarei o seu comentário, caro leitor.

Até a próxima!

5 comentários:

  1. Olá, esportes, principalmente o futebol, paixão nacional, reune todas as torcidas em casa, nos bares, nas ruas, clubes etc. Aqui em SP o transito ficou infernal e muita gente perdeu parte do jogo. Eu reuni e continuarei a reuniar a família para assistir aos jogos. Pão e Circo era o que pregava Julio Cesar imperador romano, uma forma de afastar as preocupações do povo para com políticas.

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  2. Boa diversão nos próximos jogos, Valdir; o bom da liberdade é poder escolher, concorda comigo? Receba o meu abraço e a alegria pela visita, bem rara nos últimos tempos.

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  3. Confesso Doralice,que ja passei Copas mais animada,minha cidade é muito,muito,muito,pacata.Mais eu e minha filha(Ju),torcemos,xingamos,reclamamos,a pasme...até cochilamos em alguns momentos.Enfim...eu paro tudo,adianto minhas coisas de casa pra estar tranquila na hora do jogo,e nada,nada ,nen a minha cachorra"Zouk"que não gosta do fogos insistindo em entrar me tiram do lugar.E agora me praparo pra secar os "irmanos"ahahahah.Até breve!

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  4. Coloca-se que o brasileiro só se mostra patriota em raras ocasiões e não se mantém mobilizado para interferir em situações cotidianas que, verdadeiramente, interferem em sua vida real.
    Do outro lado estão os péssimos exemplos dos homens públicos, retroalimentando a cultura nacional que prega que realmente há poucos motivos para orgulho, excetuando-se eventos esportivos e alguns bons resultados de empreendedores ou empresas brasileiras.
    Há que se aproveitar a capacidade de mobilização para fazer com que as instituições públicas, que nos devem resultados, funcionem melhor, pois cidadania não deve ser um conceito estático para qualificar uma condição e sim uma atitude voltada para estabelecer ciclos virtuosos, que para sair da inércia só precisam de impulso, nem que seja para "pegar no tranco".

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  5. Obrigada pelos comentários, Doris e Adhemar.

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