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quarta-feira, 13 de junho de 2012

A greveEDU e o nosso (des)compromisso


À entrada do Centro Politécnico da UFPR o cartaz não deixa dúvida: os docentes estão em greve- Jardim das Américas, arq. pessoal
Você estuda ou estudou em escola pública, leitor? Mantém ou manteve filhos em creche, escola básica ou universitária? Pretende que seus filhos sejam aprovados às vagas universitárias oferecidas pelas instituições de ensino, tanto estaduais, quanto federais? A greveEDU dos docentes e funcionários de apoio é de seu interesse, também. É preciso ser coerente para merecer o respeito dos demais; informe-se, reflita e, se puder, vá até à Boca Maldita amanhã de manhã ( Gazeta do Povo, hoje) ou nos lugares demarcados aí na sua cidade. A educação tem pressa e muitas necessidades, mas os gestores públicos desconsideram o valor da educação e o papel determinante que ela tem na vida da população.

A responsabilidade pela manutenção do orgulho discente com relação ao universo dos locais de estudo e aprimoramento humano exige participação consciente - A greve EDU exige posicionamento crítico, inclusive das familias dos estudantes e professores - Pça Santos Andrade e o emblemático prédio da UFPR - arq. pessoal

Quando um educador reclama das condições da escola, da merenda escolar, da baixa remuneração e desprestígio na comunidade, caro leitor, é porque a coisa já está ultrapassando os limites do suportável.  Educadores têm muuuuita paciência, mas chega a hora de olhar de frente e fazer as exigências cabíveis, necessárias. Do jeito como a educação pública e os sujeitos com ela envolvidos são desconsiderados pelo poder público, qualquer hora não teremos mais nem professores. Educadores começam como professores de qualquer saber; eles são aprimoradores de ações centradas no conhecimento.São figuras em extinção...

Sugestão: empreste a sua força à greveEDU. Sabe como? Informe-se mais sobre as queixas. Ajude a buscar as causas da insatisfação docente e dos técnicos de apoio. Não reeleja a quem ignora a desarticulação da escola brasileira, pelo amor que você dedica ao seu filho, aspirante ou detentor de uma vaga no ensino público municipal, estadual ou federal. Participe conscientemente.

Até a próxima!

terça-feira, 5 de junho de 2012

A prova de compreensão e produção de textos


Ler e escrever é a dupla de ações altamente disciplinadas nos meus Encontros Marcados com a Redação; ex-alunos vitoriosos têm excelentes depoimentos a oferecer, sempre-  arq. pessoal
Uma das provas da seleção às vagas oferecidas anualmente pela Universidade Federal do Paraná é intitulada Compreensão e Produção de Textos; sem dúvida, é a denominação ajustada à comprovação das habilidades básicas à comunicação eficiente, tanto na oralidade, quanto na escrita. Estudantes que concluem os estudos básicos são avaliados em teste de leitura e escrita. Alguns não estarão habilitados; será fato a merecer análise das causas, cujos determinantes estão na negligência da programação escolar, na subtração das oportunidades de usufruto da orientação docente centrada na competência profissional e nas exigências da disciplina nos estudos, além do descaso familiar. Ler é fundamental para bem escrever; é hábito consolidado mediante a constância, variações de impressos, formas de leitura e nenhum preconceito linguístico.

2+2= 4 - Compreeender, entender e interpretar são ações correlatas ao que se tem por LER. A produção do texto eficiente é alimentada pela leitura, domínio das regras da escrita e atenção ao interlocutor do que se escreve. ESCREVER é atribuir sentido às palavras, sob sintaxe e propósito bem definidos.

Triste constatação - Se alguns candidatos do ENEM não conseguem entender os propósitos das propostas, segundo a reportagem Candidatos ainda têm dificuldade para entender... UOLEducação, 4 de junho de 2012), resta envidar, enquanto ainda há tempo hábil, na direção dos treinos de leitura e exercícios com resumos. Mais adiante, com os poderosos treinos da escrita caracterizados pelas variações da linguagem e ajustes às modalidades diversas.

Atente ao fato, caro leitor!  -  O modelo dissertativo, proposta textual já consolidada no Enem, exige aprofundamento de um tema; a maioria dos estudantes não sabe refletir tematicamente e nem sustentar seu posicionamento em argumentação consistente - e, muito menos apontar uma solução viável a um problema qualquer. É fato a exigir a análise da contradição entre a cobrança necessariamente rigorosa e a oferta estudantil anêmica e capenga.

Sugestão metodológica - Textos curtos para um pontapé inicial na incomprensão; textos de dimensão mediana para estabelecer etapas mais complexas e textos longos com o objetivo claro de testar as competências inerentes ao leitor e produtor de texto amadurecido na atividade. Meus alunos, a maioria concluinte do ensino médio convencional, aprendem primeiramente a resumir o que leem. É o modo eficaz de expressar o entendimento do que têm sob a análise compreensiva das informações.

Amostra textual de exercício de ex-aluno, hoje universitário- Encontros Marcados com a Redação, arq. pessoal


Agradeço a fiança -  Caso o leitor conheça algum estudante, aqui em Curitiba, com dificuldades no quesito leitura & escrita, por gentileza, indique a minha direção profissional. Os dados de contato estão em destaque abaixo:

Aulas individuais de redação para vestibulares e Enem
Contatos e agendamento: (41) 85148553  ou araujodoralice@hotmail.com


Até a próxima!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

As cidades são feitas para os carros?



Veículos automotores propiciam a economia do tempo no deslocamento das pessoas e agilizam as demandas de uma cidade de pequeno, médio e grande porte. É fato incontestável. A capital curitibana não mostra exemplo contrário. Ao sairmos às ruas? Ônibus, caminhões, carros de passeio, motos, ciclistas, pedestres e carrinheiros - e até carroças, traçam rotas curtas ou longas em conjunções nem sempre conexas. A quantidade de veículos automotores é visivelmente maior do que a de ciclistas. É fato.
Rua Silva Jardim, em tarde de domingo- Curitiba, Rebouças, arq. pessoal
Percebo, apesar dos esforços da administração, as diferenças de atenção no trato aos sujeitos avistados na engenharia de tráfego. Canaleta, ônibus expresso, via rápida, pontilhões, rotatórias, viadutos, ciclovias ( mesmo interrompidas) entre outras providências compõem um quadro visível de facilitação ao fluxo do trânsito de uma cidade grande, tal como Curitiba. Não sou especialista, mas sim uma observadora atenta, caro leitor. Vejo o esforço, mas é desigual o tratamento. Os carros parecem receber o tratamento vip da administração municipal.

O Renato Castilho fez a foto e tuitou com ela; o trânsito parado permitiu - Na hora do sufoco, Curitiba, reprodução autorizada pelo autor

Duas provas -  O jornalista Alessandro Martins em tuite recente afirmou que: Curitiba virou a cidade dos carros - e você, que conhece a capital paranaense, circula pelos bairros e enfrenta longa espera nos cruzamentos tem a mesma impressão ou conserva parecer diferente? Na terça-feira passada, diante do trânsito parado, o Renato Castilho tuitou: Tão parado que dá até pra tuitar. Fiz uma reprodução da imagem compartilhada e contextualizada na rua, tal como um corredor de espera da vez. Os motoristas? Reclamam do congestiomento, especialmente no centro da cidade. É fato, também. Na foto em destaque, feita na tarde de domingo, observe como o trânsito é calmo; é quando os ciclistas saem em passeio mais despreocupado e a maioria dos carros parece ficar nas suas garagens.

Agradeço os comentários; eles poderão estabelecer uma ótima composição da realidade, pois reunir dados da observação do cidadão no seu movimento diário pela cidade, tanto na poltrona de um ônibus, carro de passeio, na sua moto, montado na bicicleta ou simplesmente circulando em caminhada pelas ruas de Curitiba, será muito interessante. Terei, assim, elementos de apoio para uma proposta de redação argumentativa com os meus alunos de redação, afinal, os temas estão aí.  O meu propósito é trazê-los à reflexão e, se possível, com dados posteriores em análise de escrita.

Até a próxima!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nossas ruas e os problemas que enfrentam com a chuva

Nas ruas do centro da cidade e bairros mais próximos a chuva não faz emergir tantos problemas - Boca Maldita, Curitiba, arq. pessoal
A capital paranaense amanheceu molhada; chove desde ontem à noite. Não sei se você já reparou, mas a temporada de chuvas intensas deflagra situações bem curiosas. Quero concentrar a sua atenção aos problemas de saneamento e escoamento da água nas ruas das nossas cidades. Eu não sou especialista na área, mas sim observadora atenta. Bueiros entupidos de lixo, inclusive com acúmulo de folhas, causam impedimentos ao escoamento ligeiro da água pluvial. Ruas não pavimentadas e ausência de calçadas em boas condições ao trânsito das pessoas costumam evidenciar a inoperância dos encarregados oficiais para manter a cidade em ordem.


Aqui no bairro Mercês, pelo menos nas ruas centrais, não vejo ocorrências preocupantes, mas não poderei descrever a situação nos bairros periféricos. Como seria positivo se as pessoas residentes nos diversos bairros das cidades bem utilizassem dos recursos da internet para notificar, reclamar, sugerir e apontar as soluções aos problemas com as suas ruas. Você considera a ideia inapropriada, caro leitor?


O vendedor acima é um dos mais felizes com a temporada das chuvas de verão - Na Boca Maldita, Curitiba, arq. pessoal

Tenho algumas experiências positivas de contato com a Prefeitura de Curitiba, responsável pela administração da capital paranaense. Os problemas que ela têm para bem solucionar devem ser variados e intensos, mas se o cidadão ficar em estado de alerta e interagir, muitas soluções assomarão à agenda de resultados positivos, ou seja, exemplo inconteste da prática efetiva de cidadania, caso contrário será apenas "conversa pra boi dormir", o que merece um desconfiômetro imediato.

Não acredito em propaganda governamental; quero ver sempre tudo na prática. Você pensa assim, também - ou é daqueles que acredita piamente no discurso político? 
 
Até a próxima!

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