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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como estão as nossas calçadas, leitor?


Desníveis na calçada da Rua Marcelino Champagnat, esquina com a Cândido Hartmann, expõem os pedestes à insegurança. Já tropecei várias vezes ao passar pelo local. Clique na foto, leitor; veja a extensão do perigo. Bairro Mercês, Curitiba, arq. pessoal
Eu costumo caminhar pelas ruas e a tudo observar. As calçadas, o rebaixamento da guia e a arborização ganham a minha atenção, invariavelmente, porque a beleza das espécies floris, a atenção ao pedestre e conservação das vias de locomoção são pontos que não passam despercebidos do olhar que dirijo às ruas.

Muitas perguntas...-  A quem cabe a responsabilidade pela construção das calçadas urbanas? Quem decide acerca do paisagismo que uma rua, praça ou jardinete exibirá? Quais as ações que um cidadão pode envidar  na modificação da paisagem urbana sem que surjam restrições da administração local? Como contribuir equilibradamente com o paisagismo urbano? Há um documento, um plano diretor urbano, aqui em Curitiba? Não sei, mas descobrirei. Conhece algum aí no seu município, leitor?
Fartamente arborizada, ótima pavimentação asfáltica, mas as calçadas em desníveis acentuados embaçam a beleza da Rua Marcelino Champagnat -  bairro Mercês,Curitiba, arq. pessoal
A foto em destaque é ilustrativa; é registro entristecido, entretanto. Enquanto circulava em caminhada pelos arredores de casa, aqui no bairro Mercês, quase torço o pé, porque os desníveis nas calçadas são constantes.  A Rua Marcelino Champagnat é linda, especialmente pelo conjunto visual oferecido pelo arvoredo existente, a largura e sinuosidade que expõe a rua, mas poderia ser mais bonita e segura, especialmente ao pedestre, concorda comigo, leitor?

Leia mais -Sobre as Calçadas Paulistanas encontrei um link interessante compartilhado pelo Marcelo Lorenzati, do blog O Lápis Verde , assim como um ótimo apoio informativo sobre as calçadas curitibanas, em postagem feita pelo Rogério Galindo, ali no Caixa Zero.

 Até a próxima!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Enchente amazônica, hidrólogos, (des)entendidos e responsabilidade política


Santarém, no Pará. Foto de Mario Souza - Imagem reproduzida do blog Santarém em Conexão
O cenário amazônico paraense abriga, caro leitor, algumas regiões de planícies alagáveis, campos de pastagem e densas florestas. No momento, caracterizada pela intensidade das chuvas, a Natureza exibe o fenômeno anual da "cheia" fluvial, tal como aponta o vídeo que captei do YouTube. Muitos dirão:  é assim mesmo, todo ano é igual, mas será que é racional esperar pela enchente sem nada fazer? Ontem, depois de avistar as imagens fotográficas  recentes que fortalecem a nota preocupante do Emanuel Leite, saí em busca de análises técnicas, assinadas pelo povo que estuda os fenômenos da natureza e as suas implicações no ambiente amazônico. Veja o que encontrei:  Cientistas desconhecem dimensão da cheia no Amazonas( A Crítica, 8 de maio de 2012)
 
O que fazem as prefeituras amazônicas? Quais as medidas preventivas levadas adiante antes do surgimento do ciclo da cheia dos rios? Decretar estado de calamidade não lhe parece simplista demais, caro leitor? O que é feito no tempo de menor impacto das chuvas e enchentes?

Alô?-  Geógrafos, hidrólogos, antropólogos e outros profissionais deveriam ficar sob consulta regular da imprensa; são entendidos na reação simbiótica entre o homem e as ações de impacto que empreende e sofre não apenas na Amazônia paraense, mas na Amazônia Legal, ou seja, nos 6,5 milhões de Km2 que formam a superfície da maior região brasileira. 
Mapa Hidrográfico do Brasil - Reprodução via As Novidades






O conjunto de informes de fontes diversas traduzirá a realidade da região formada pelas bacias hidrográficas que regem o ciclo amazônico. A do rio Amazonas e as sub-bacias dos rios Jari, Paru, Trombetas, Nhamundá, Madeira, Tapajós e Xingu, a do rio Tocantins e as sub-bacias do Tocantins, Araguaia, Pará e Guamá, assim como a Bacia Costeira do Nordeste Ocidental que compreende toda a extensão do rio Gurupi, elucidam as circunstâncias, a necessária prevenção às enchentes e, principalmente, as respostas da Natureza diante da ação humana atenta ou negligente. 

Sou da Amazônia, prezado leitor. Já escrevi, sob um honroso convite editorial, um livro sobre a História do Pará; quero entender mais, muito mais sobre a minha região de origem; você, nativo de outra área brasileira tem interesse no assunto? Questionemos as fontes informativas, portanto; diante de perguntas, surgem as respostas, as pesquisas e o avançar do conhecimento. É fluxo contínuo. 



Até a próxima!


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