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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Conversa blogueira

 
Qualquer semelhança entre o pássaro solitário que avistei da minha janela e esta que insiste em manter a página do Na Mira do Leitor não é coincidência. É preciso estender o olhar para todos os lados e encontrar um bom motivo para levar adiante um ponto interessante à conversa. Dias melhores chegarão, certamente.  Até a próxima!  (arquivo pessoal, 2015)


sexta-feira, 29 de março de 2013

Gosto de Curitiba tanto quanto de Belém, caro leitor!


O céu que eu avisto nos dias ensolarados é assim- Mercês, Curitiba arq. pessoal

Uma cidade é feita pelas pessoas e para elas, também. Hoje? Curitiba, a capital paranaense, completa 320 anos de existência. Eu? Sou migrante do Pará e resido e trabalho aqui desde 1992, meu caro leitor. Tenho grata satisfação em comentar com você sobre o meu histórico de caminhadas e passeios pelos bairros da cidade, exceto o distante Sítio Cercado, programado para visita em breve, pois a acredito que conhecer e manter-se integrada ao convívio urbano requer intensa mobilidade pelas regiões da cidade. Não é por menos que os políticos fazem uma maratona pelos bairros quando estão em campanha eleitoral. Buscam o quê? A integração popular, evidentemente.

Com a receptividade recente oferecida pela população ao jardineiro fiel, tenho certeza de que Curitiba terá muito mais para ser bem lembrada, tanto pelos que aqui residem, quanto pelos seus visitantes circunstanciais, portanto, os cortes, afrouxamentos, reconsiderações, inovações e retiradas estratégicas, entre outras ações em benefício da cidade e da nossa gente, serão apoiadas plenamente, Seu Gustavo. Avante!
 
Diante do temporal e do iminente perigo, não hesito em requistar um serviço público à PMC - Mercês, Curitiba, arq. pessoal

Eu? Gosto muito daqui e declaro o meu amor pela cidade sem constrangimento algum, porque estou integrada à vida curitibana; sou uma cidadã, tal como o leitor poderá depreender. Não basta apenas aplaudir as ações administrativas, mas cuidar e cobrar dos que recebem a outorga popular para administrar a cidade, também.Você concorda comigo, leitor? Caso eu estivesse em Belém, ah... agiria do mesmo modo, nem tenha dúvida alguma. 

Até a próxima!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

"Vai esfriar mais, blá, blá, blá..."


A tira é do Benett ( Gazeta do Povo, hoje) mas a explicação é minha- Reprodução
Não apenas os porteiros do da tira do Benett, mas outros profissionais consomem saliva na conversa sobre o tempo, também. A interferência do clima na vida das pessoas é intensa. Trocar conversa sobre as variações climáticas é manter a chama da vida presente bem acesa. Eu considero fundamental saber dados da previsão da temperatura. Aliás, já viu que teremos uma queda violenta dos números, aqui em Curitiba? O Simepar alerta à friagem no Paraná inteirinho.

Acordar as crianças e levá-las à escola no frio intenso; conviver com o surgimento das doenças respiratórias advindas com o frio ou ainda presenciar as cenas de adversidade social, mesmo aqui nas ruas de Curitiba, são circunstâncias que exigem atenção ilimitada às informações do tempo, meu querido cartunista. Postos de atendimento à saúde pública ficam mais lotados. A vida familiar comezinha enfrenta rigores e obstáculos para manter todos bem aquecidos, suficientemente bem alimentados e protegidos da chuva, do vento, do frio - ou do calor.

Concorda comigo, leitor - ou será que faz a mesma crítica do personagem do Benett?

Até a próxima!

sábado, 26 de maio de 2012

A arborização nacional, segundo o IBGE


A belezura de casa rodeada de árvores fica lá no Água Verde - Curitiba, aq. pessoal
Sempre vivi rodeada de árvores. Desde a infância, lá na pequenina Alenquer paraense e até agora, aqui em Curitiba. Nas minhas passagens residenciais pela amazônica Manaus e a paulista Campinas, as árvores fizeram parte do meu cenário familiar e escolar, mas a pesquisa do IBGE ( Agência Estado via Gazeta do Povo) mostra informações preocupantes.
 
Como não admirar uma rua arborizada em tarde de passeio sob o sol? - bairro do Água Verde, aq. pessoal

Interaja comigo - No seu quintal ou área comum da sua residência é possível avistar alguma árvore? Você já fez algo para modificar o panorama árido de um lugar sem arvoredo?

Quero colher frutos de um limoeiro, tal como o Nicolla Raggio, lá do Vivendo Com Gosto- Foto reproduzida do site
No momento, estou com umas sementes de limão cravo; quero plantá-las para que germinem. Imaginei toda feliz estender a mão qualquer dia desses para apanhar um limão e com ele temperar a minha salada ou preparar um suco bem geladinho-  ou quem sabe até uma caipirinha, tal como faz o Nicolla?

Orientação - O que um cidadão e os gestores públicos podem fazer sem ferir as restrições urbanísticas e, assim, ajudar, por exemplo, a querida Curitiba a sair bem ligeira do triste 5º lugar na pesquisa entre os municípios arborizados? Perguntarei aos editores de O Lápis Verde, ao Coluna Zero e ao InfoAmbiental; eles certamente têm os parâmetros legais e bem ajustados ao pode ou não plantar aqui e acolá. Qual a diretriz adotada, lá em Goiânia para que o índice de verde na capital goiana seja o melhor do Brasil? Uma reportagem bem contextualizada ajudaria a avistar a prática exemplar. Eu gostaria de saber detalhes. Alguma campanha? Atenção dos gestores? 

Mantenho com muito gosto uma amoreira no meu jardinzinho; é pouco, mas ajuda a aumentar o verde em Curitiba- arq. pessoal

O resultado da pesquisa aponta, caro leitor, uma triste realidade sobre Belém e Manaus; as capitais amazônicas ocupam os dois primeiros lugares nos municípios brasileiros com menor área verde, respectivamente. A ganância imobiliária, as concessões e conluios ao trato desordenado da derrubada das árvores merecem uma pesquisa acadêmica, imediatamente. Há uma contradição enorme e grave diante da localização das cidades em destaque. Afinal, a dupla querida de capitais está na Amazônia, cuja superfície é de 6,5 milhões de Km2. É um mundaréu de densa floresta equatorial. Manter áreas verdes nas cidades é uma obrigação. É medida exemplar, mas vejo na pesquisa apenas o contrário.

Já plantou uma árvore, leitor? Você dispõe de uma foto da espécie? Compartilhe-a comigo e faça uma legenda para a imagem. Ficarei muito feliz em aqui reproduzir a foto.

Até a próxima!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como estão as nossas calçadas, leitor?


Desníveis na calçada da Rua Marcelino Champagnat, esquina com a Cândido Hartmann, expõem os pedestes à insegurança. Já tropecei várias vezes ao passar pelo local. Clique na foto, leitor; veja a extensão do perigo. Bairro Mercês, Curitiba, arq. pessoal
Eu costumo caminhar pelas ruas e a tudo observar. As calçadas, o rebaixamento da guia e a arborização ganham a minha atenção, invariavelmente, porque a beleza das espécies floris, a atenção ao pedestre e conservação das vias de locomoção são pontos que não passam despercebidos do olhar que dirijo às ruas.

Muitas perguntas...-  A quem cabe a responsabilidade pela construção das calçadas urbanas? Quem decide acerca do paisagismo que uma rua, praça ou jardinete exibirá? Quais as ações que um cidadão pode envidar  na modificação da paisagem urbana sem que surjam restrições da administração local? Como contribuir equilibradamente com o paisagismo urbano? Há um documento, um plano diretor urbano, aqui em Curitiba? Não sei, mas descobrirei. Conhece algum aí no seu município, leitor?
Fartamente arborizada, ótima pavimentação asfáltica, mas as calçadas em desníveis acentuados embaçam a beleza da Rua Marcelino Champagnat -  bairro Mercês,Curitiba, arq. pessoal
A foto em destaque é ilustrativa; é registro entristecido, entretanto. Enquanto circulava em caminhada pelos arredores de casa, aqui no bairro Mercês, quase torço o pé, porque os desníveis nas calçadas são constantes.  A Rua Marcelino Champagnat é linda, especialmente pelo conjunto visual oferecido pelo arvoredo existente, a largura e sinuosidade que expõe a rua, mas poderia ser mais bonita e segura, especialmente ao pedestre, concorda comigo, leitor?

Leia mais -Sobre as Calçadas Paulistanas encontrei um link interessante compartilhado pelo Marcelo Lorenzati, do blog O Lápis Verde , assim como um ótimo apoio informativo sobre as calçadas curitibanas, em postagem feita pelo Rogério Galindo, ali no Caixa Zero.

 Até a próxima!

quarta-feira, 21 de março de 2012

A construção das escolas públicas; ditames e a prática comum

 Ajustes climáticos não podem ser desconsiderados na hora de projetar uma escola. Será que as prefeituras e os governos estaduais colocam a questão sobre a mira técnica e priorizam o menor preço? Lá na Amazônia, por exemplo, as escolas devem considerar os inúmeros corredores de ventilação natural, assim como telhados com material adequado às constantes elevações da temperatura. No Sul e Sudeste do Brasil a atenção não poderá ignorar a variação climática bem marcada.  Não sou da área da construção, mas bem observo o que permite trabalhar e estudar sob condições agradáveis e sei reconhecer as contradições em um projeto, assim como avistar o dano à imagem histórica de um gestor político que desconsidera a importância da qualidade da construção do prédio escolar público.
 
Reprodução da fotomontagem encontrada  no blog Arquitetura Escolar.
 
Com a palavra do especialista -  Acompanhe o que bem explicitou o arquiteto Álvaro Lima Castro sobre o tema, entre outros aspectos extremamente importantes na conversa blogueira travada comigo. A transcrição integral segue abaixo:

 Olá professora Doralice.
Continuando nosso bate-papo agora neste espaço do blog:
Respondi algumas das questões propostas por você. Sobre as outras, ainda estou pensando. Lá vai:

1 - Porque as escolas particulares também o são. E as casas, e os hospitais e os escritórios. Essa discussão foge da questão público/privado. O mercado está cheio de profissionais mal formados.

2 - Aí tem-se que esclarecer um erro comum. Para a construção de uma obra pública há basicamente duas licitações completamente distintas.
A primeira, a licitação de projeto, onde o escritório vencedor será aquele que, atendendo à certos requisitos técnicos, oferecerá o melhor preço.
Como você bem disse, isso é um problema, pois embora os editais exijam dos participantes certa experiência no tipo de projeto em questão, e essa experiência deverá ser comprovada através de documentos emitidos pelo CREA ou CAU (os conselhos que agregam as classes de engenheiros e arquitetos, respectivamente), basta ao escritório "contratar" um profissional que detenha tal acervo de projetos e poderá concorrer. Esse profissional contratado muitas vezes nem mesmo atuará no projeto licitado. Apenas "aluga" seu acervo para atender ao edital.
Resultado: empresas sem a experiência devida ganham a licitação com um preço baixíssimo, prejudicando inclusive a classe, e não conseguem entregar um projeto com a qualidade mínima.
Enfim, esse escritório, bom ou ruim, é que vai elaborar o projeto de arquitetura, os projetos de engenharia, toda a especificação de materiais e a planilha de custos da obra. Não há interesse deste escritório em especificar material de segunda. E os preços que comporão a planilha são fornecidos por índices oficiais baseados no mercado.

A segunda licitação será a licitação da obra, da qual o autor do projeto não poderá participar, evidentemente. A obra deverá tomar por base o projeto feito pela empresa vencedora da primeira licitação, com todas as suas especificações.

Então por que as escolas são tão mal construídas?

Algumas possibilidades:
As prefeituras destinam uma verba muito pequena para a construção da obra, sob o argumento que com a verba de uma escola poderão construir duas ou mais.
A prefeitura pressiona projetista e construtora para fazer o trabalho com pressa exagerada para poder inaugurar obras a tempo de campanha eleitoral.
Os projetos de arquitetura são muito ruins por inexperiência ou incompetência.
As construtoras são muito ruins. Lembre-se que ganhou a de menor preço e que a comprovação de experiência pode ser "comprada".
O projeto tem que especificar os materiais mas não pode citar marcas, então a construtora compra o produto mais barato do mercado.
Parte do dinheiro é desviada e a obra fica incompleta.

O sucesso ou o fracasso de uma obra depende portanto da qualidade do projeto e da qualidade da construção.

4-No estado de São Paulo, há um padrão, ditado pelo FDE.
Digamos que atentar às contingências climáticas é dever de todo arquiteto para qualquer tipo de edifício.
5-Conforme o valor da licitação de projeto, ela será publicada no diário oficial da União e estará aberta a profissionais de qualquer região do país. Assim, uma escola na amazônia poderá vir a ser projetada por um arquiteto gaúcho que irá ao local da obra pela primeira vez na vida para assinar seu contrato. Em teoria não é problema porque um profissional que se propôe a participar da licitação está implicitamente ciente das condições locais e saberá levá-las em conta. Mas... novamente a história do menor preço, etc.

É isso por enquanto. Espero colaborar com a discussão. Passe lá no www.arquiteturaescolar.com.br. Ficarei honrado com sua visita.

Interaja - Trocar informes com entendidos no assunto faz enorme diferença, concorda comigo, leitor? Sobre arquitetura e sustentabilidade, temas que muito aprecio, veja o que o arquiteto em destaque exibe no Arquitetura Escolar.

Até a próxima!


terça-feira, 20 de março de 2012

Conversa blogueira com arquitetos

 
Gosto muito da conversa blogueira com especialistas nos temas-arq. pessoal

 
O meu interesse pela arquitetura escolar tem atraído uma boa conversa com especialistas no assunto. Abaixo transcrevo o que comentou o arquiteto Marcelo Lorenzati, editor do blog O Lápis Verde quando questionei a transparência no processo licitatório das construções das escolas públicas. Acompanhe o excerto abaixo, caro leitor:

Certamente é um assunto interessante e pouco explorado. As licitações públicas pelo critério de 'menor preço' é caso de polícia! O público recebe o que há de pior e paga um preço elevado por isso. Me atendo ao assunto, creio que posso citar como uma referência arquitetônica em educação pública no Brasil as escolas modulares do FDE [http://www.fde.sp.gov.br/pagespublic/Home.aspx], pois exibem uma relação custo/benefício teoricamente boa, onde alguns escritórios de arquitetura se aventuraram em seus módulos pré-concebidos e conseguem resultados satisfatórios na busca de uma arquitetura mais harmônica e humana. Recentemente publiquei n'O Lápis Verde uma proposta arquitetônica escolar sueca [http://olapisverde.blogspot.com/2012/02/escola-como-deveria-ser.html] muito interessante, onde as escolas são 'abertas' e propiciam o exercício do raciocínio. Existe também um bom trabalho numa tese de doutorado da ufrj [http://www.fau.ufrj.br/prolugar/arq_pdf/teses/g_arteiro.pdf] ( cont.)

Escolas, independente do seu mantenedor, são espaços de convivência humana. Sob o abrigo do edifício escolar estão as crianças e jovens, além dos que trabalham para expandir as noções básicas de civilidade, reflexão sobre conhecimentos diversos e conduta exemplar na sociedade. Um gestor público não poderá deixá-los debaixo de uma construção desqualificada, insegura e que desatenda aos reclamos climáticos. Será que confiaria deixar um familiar seu lá embaixo? Será que trabalharia e levaria os seus assessores para um dia de ação sob o abrigo de uma escola pública? Governadores costumam exibir ações itinerantes, especialmente durante as crises de credibilidade nos redutos eleitorais. A experiência, entretanto, revela intenções e resultados nem sempre conhecidos do grande público.

Na próxima postagem destacarei a continuação da conversa mantida com o arquiteto Alvaro de Lima Castro, uma vez que diante do longo e precioso comentário considerei melhor dividir a transcrição da conversa com o especialista em arquitetura.  Interessa-lhe o tema, caro leitor?

Até a próxima!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O lixo, as sacolinhas, o ambiente e o cidadão

O depósito aberto e o lixo fora dele; indicam o quê? Rua Fernando Moreira, Bigorrilho, Curitiba,  arq. pessoal
A maioria dos paulistanos aprova o fim da sacolinha de plástico; foi o que li na Folha de hoje, em resultado de pesquisa DataFolha. Há muito tempo adotei a sacola de pano, quando vou ao supermercado, mas enfrento alguns problemas quanto ao acondicionamento do lixo na hora de deixá-lo, lá fora, para a coleta seletiva, aqui no bairro Mercês. Você enfrenta o dilema idêntico, leitor? Será que está imune à série de implicações ligadas ao lixo, a extinção ou uso consciente das sacolinhas, aos problemas e soluções ambientais? São questões que envolvem a vida do cidadão, seja ele um dono de casa ou hóspede de um hotel, por exemplo.

O lixo revirado e exposto na porta de algumas casas é raro, mas é um exemplo entristecedor. -  Bigorrilho, sábado à tarde, Curitiba, arq. pessoal
O assunto rende muita conversa; depois que encerrar a minha programação com as aulas de redação, voltarei à postagem, leitor. Vamos trocar conversa sincera sobre o quarteto bem substantivo enfatizado lá em cima, no título da postagem? Lixo, sacolinhas, ambiente e cidadão são temas muito robustos; rendem uma conversa blogueira ilimitada.
 
Observe as fotos que fiz na última tarde de sábado, quando caminhava com a minha filha, ali nos arredores da Rua Fernando Moreira, quase esquina com a Brigadeiro Franco e, depois, em outras ruas do agradável bairro do Bigorrilho. Diga lá se as  cenas não exigem a nossa reflexão? 

Até a próxima!

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