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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Formigueiro da política nacional


As notícias da política nacional mais parecem o formigueiro existente no Parque da Barreirinha: exibem tamanho e o perigo iminente- arq. pessoal
Fiz uma leitura ligeira das notícias sobre política nacional e a vontade que eu tenho é a de não ler mais nada sobre o tema. Desvio de verba, mau emprego da máquina pública e  de assanhamentos de candidaturas absurdas formam um trio desanimador. A segunda-feira começou assim, quase intolerável, meu caro  leitor. Reconsidero, entretanto, da decisão. Acompanhar bem de perto as notícias, inclusive as desagradáveis, ajuda a fortalecer a desconfiança e a entender a movimentação do formigueiro político nacional.

Sugiro quatro ótimas fontes informativas sobre o tema:  Vera Magalhães, Rogério Galindo, André Gonçalves  e Josias de Souza, um quarteto de ótimos jornalistas; são minhas referências habituais. 

Alguma sugestão local? Ajude-me a ampliar a leitura sobre o tema. Aponte um jornalista especializado em política, aí na sua cidade. As regiões Norte e Nordeste certamente têm ótimas referências; o leitor poderá ajudar bastante em divulgá-las. O NaMira conta agora com 121 leitores; não é possível que ninguém possa contribuir com uma informação precisa. Aguardarei a dica.

Até a próxima!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cale a boca, Sarney!


Tiago Recchia, na Gazeta do Povo, hoje
 As declarações de José Sarney são nos últimos tempos desnorteantes, inapropriadas e desnecessárias, embora ainda recebam guarida, em razão da função exercida, lá no planalto central do Brasil. Já está mais do que na hora desse político sair de cena e deixar os brasileiros livres das suas interferências pouco assertivas na vida política, lá em Brasília. Do jeito como conduz o seu bastão deixará, não há dúvida, uma péssima lembrança e exemplos de conluio e apadrinhamento danosos.

Aliás, você consegue lembrar de um feito assertivo de ele tenha executado? Se há um histórico positivo, infelizmente, ficará obliterado pelas declarações de péssimo conteúdo verbal e proximidade com a concessão escandalosa, sempre tonificada pelo aparato público do qual dispõe para falar o que deseja, você concorda comigo?

Sou uma criatura de muita paz, mas sempre que ouço as declarações do político com mais tempo na cena nacional penso que algo está errado. No ocaso da existência a criatura precisa usufruir da herança positiva acumulada. As declarações desnorteantes de Sarney conseguem intensificar a intolerância entre os brasileiros. A saída? Transformá-las em gozação. 

Ainda bem que o Tiago Recchia não deixou passar em branco o infeliz comentário. O ótimo cartunista, exímio cronista da vida brasileira, reúne belo traço, poucas palavras, conjunção de cores elegantes e crítica sagaz, ou seja, componentes exemplares nas mãos dos cartunistas e chagistas que registram os fatos do Brasil e do mundo afora com talento incontestável.

Até a próxima!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O jogo do Caxangá nas escolas públicas

                                                                          Escravos de Jó
                                              Jogavam caxangá
                                                                 Tira, põe, deixa o Zé Pereira, entrar.
                                 Guerreiros com guerreiros
                                                                 Fazem o zigue-zigue-zá.( bis)
                         
Por mais que expliquem não conseguirão afastar a minha indignação, porque uma decisão de gabinete que estabelece a diminuição da carga horária de Português e de Matemática nas escolas públicas paulistas, é inconcebível. Veja a razão da minha incontida raiva: Governo de São Paulo corta aulas de Português e Matemática......(Folha.com, hoje)

Subtrair o direito das crianças e jovens de melhor preparo às habilidades de ler, de escrever e  de articular com êxito as operações matemáticas é estampar, sem dissimulação alguma, uma das intenções da gestão administrativa - é brincar, mexendo aqui e ali as peças do aparato público, para jogar o Jogo do Caxangá às avessas! Quando expressei em tweet a minha indignação, o Castilho, atento leitor logo arrematou com crítica objetiva: "(...) gostei, pra mim não cortou, priorizou." Ele tem razão.

O remédio: o (e)leitor retirar as velhas raposas da política.no Brasil- arq. pessoal


Tomara que o exemplo não alcance as secretarias de educação pelo Brasil afora; se todos os governos apreciarem o exemplo paulista, pobres crianças e jovens brasileiros. Depois, aparecem aquelas manchetes óbvias na imprensa acerca do insucesso dos matriculados na escolas públicas.

A minha experiência com egressos, tanto da rede pública, quando da particular, me autoriza a temer a medida de gabinete explicitada acima. Pouco estudantes conseguem ler um texto em Língua Portuguesa e dele fazer um resumo satisfatório.  Sem a consolidação das habilidades com a leitura e a escrita, além da necessária articulação das operações matemáticas, a sociedade terá diante de si uma geração de crianças e jovens em coro a dizer sei lá, não tô nem aí, peraí..., vou pega a calculadora meu.., ôloco... não entendi nada profe, tô maus, mermão! Concorda comigo, leitor?

Enquanto a coisa acontece na oralidade, menos mal, uma vez que a língua oral é assim, cheia de modismos, expressividades e concessões às circunstâncias entre interlocutores contextualizados, mas quando o resultado da medonha subtração dos conteúdos encontrar exemplos nos cadernos escolares e situações comumente presentes na seleção ao mercado de trabalho, nem sei se escreverei um ah...eu disse ou o famoso lamento interjeitivo ai, ai, ai, ai, meu Brasil brasileiro

Diga lá! - Talvez, o leitor não queira saber, mas eu escrevo, porque o blog é meu: é preciso tirar as raposas da política e intermediar a oportunidade a quem deseja fazer mudanças efetivas na educação pública, mas sem tirar nada de quem já  não tem nem o mínimo. Professores, pais de alunos na escola pública e egressos do ensino médio têm a palavra para confirmar ou contestar tudo o que escrevi acima.

Até a próxima!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rogério Galindo NaMiradoLeitor


Repr.do avatar do RGalindo no Twitter
 Saiba o leitor de uma informação básica: jamais encontrei, fora da internet, ou fui apresentada ao jornalista Rogério Galindo; aliás, eu o vi apenas passar uma vez, ali no barracão da redação da Gazeta do Povo, quando fui buscar a minha filha,  na alegre fase de repórter-mirim do suplemento Gazetinha, ainda comandado pelo entusiasta Cristiano de Freitas. Gosto muito do trabalho de apoio crítico que o editor do blog Caixa Zero faz; merece o meu respeito pela preocupação temática nas reportagens e postagens e, assim, aufere a divulgação ampla e incontinenti do que escreve. Quer um exemplo?

Leia a reportagem que ele fez; clique em Catorze paranaenses aderem ao voto aberto...(Caixa Zero, hoje). Tenho certeza de que acolherá a oportuna advertência feita pelo atento jornalista. A transparência no voto do parlamentar oferece ao (e)leitor a diminuição, manutenção ou, diante da sua ausência, a eliminação da confiança naqueles que receberam a outorga popular. Eu quero acompanhar os passos dos parlamentares, não como uma sombra do contra ou com dardos afiados nos dedos, mas sim como eleitora atenta. Sou responsável pelo que fazem ou deixam de realizar enquanto usufruem do poder temporário que lhes ofereci. Você, também pensa assim, leitor?

Até a próxima!
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