Jogavam caxangá
Tira, põe, deixa o Zé Pereira, entrar.
Guerreiros com guerreiros
Fazem o zigue-zigue-zá.( bis)
Por mais que expliquem não conseguirão afastar a minha indignação, porque uma decisão de gabinete que estabelece a diminuição da carga horária de Português e de Matemática nas escolas públicas paulistas, é inconcebível. Veja a razão da minha incontida raiva: Governo de São Paulo corta aulas de Português e Matemática......(Folha.com, hoje)
Subtrair o direito das crianças e jovens de melhor preparo às habilidades de ler, de escrever e de articular com êxito as operações matemáticas é estampar, sem dissimulação alguma, uma das intenções da gestão administrativa - é brincar, mexendo aqui e ali as peças do aparato público, para jogar o Jogo do Caxangá às avessas! Quando expressei em tweet a minha indignação, o Castilho, atento leitor logo arrematou com crítica objetiva: "(...) gostei, pra mim não cortou, priorizou." Ele tem razão.
![]() |
| O remédio: o (e)leitor retirar as velhas raposas da política.no Brasil- arq. pessoal |
Tomara que o exemplo não alcance as secretarias de educação pelo Brasil afora; se todos os governos apreciarem o exemplo paulista, pobres crianças e jovens brasileiros. Depois, aparecem aquelas manchetes óbvias na imprensa acerca do insucesso dos matriculados na escolas públicas.
A minha experiência com egressos, tanto da rede pública, quando da particular, me autoriza a temer a medida de gabinete explicitada acima. Pouco estudantes conseguem ler um texto em Língua Portuguesa e dele fazer um resumo satisfatório. Sem a consolidação das habilidades com a leitura e a escrita, além da necessária articulação das operações matemáticas, a sociedade terá diante de si uma geração de crianças e jovens em coro a dizer sei lá, não tô nem aí, peraí..., vou pega a calculadora meu.., ôloco... não entendi nada profe, tô maus, mermão! Concorda comigo, leitor?
Enquanto a coisa acontece na oralidade, menos mal, uma vez que a língua oral é assim, cheia de modismos, expressividades e concessões às circunstâncias entre interlocutores contextualizados, mas quando o resultado da medonha subtração dos conteúdos encontrar exemplos nos cadernos escolares e situações comumente presentes na seleção ao mercado de trabalho, nem sei se escreverei um ah...eu disse ou o famoso lamento interjeitivo ai, ai, ai, ai, meu Brasil brasileiro.
Diga lá! - Talvez, o leitor não queira saber, mas eu escrevo, porque o blog é meu: é preciso tirar as raposas da política e intermediar a oportunidade a quem deseja fazer mudanças efetivas na educação pública, mas sem tirar nada de quem já não tem nem o mínimo. Professores, pais de alunos na escola pública e egressos do ensino médio têm a palavra para confirmar ou contestar tudo o que escrevi acima.
Até a próxima!

