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quarta-feira, 10 de julho de 2013

As sedutoras feirinhas gastronômicas

 
Na Barraca da Pamonha? Encontro várias tentações feitas com milho verde- Praça da Ucrânia, arq. pessoal 2013

Moro aqui no bairro Mercês desde 2003 e a sexta-feira não reúne a mesma satisfação habitual quando não consigo ir à Praça da Ucrânia, seja no meio da tarde ou na boquinha da noite. O motivo? A feirinha gastronômica que já faz parte da rotina dos moradores no entorno. Na semana passada, além do queijo coalho e provolone, manteiga fresca, bolinho de bacalhau, pamonha e pão de milho bem acomodados nas sacolas, eu e a minha filha saímos satisfeitas com os empanados de camarão servidos em espetinhos deliciosos.
 
Queijos, manteiga e embutidos para todos os gostos-  Praça da Ucrânia- Curitiba,  arquivo pessoal 2013

As feiras urbanas aqui em Curitiba, especialmente as que oferecem produtos gastronômicos, são espaços públicos que atraem a gente boa da cidade e traduzem o modo de agir dos seus moradores. 
 
Instalada na Praça Osório, o cardápio da Barraca da Amazônia faz a diplomacia nortista avançar- Curitiba, arq. pessoal 2013

Na Praça Osório, localizada em área central, atualmente a Feira de Inverno reúne um grande público. Já esteve por lá, meu caro leitor? 
 
Farinhas, castanhas-do-pará, entre outros produtos amazônicos? Encontrei na Praça Osório,  Curitiba,arq. pessoal 2013

Então, caso passe pela Barraca da Amazônia, aproveite para comprar farinha de mandioca ou saborear um tacacá, entre outras atrações feitas com ingredientes nortistas; a oportunidade é rara. Sábado passado, passei por lá e trouxe, além das farinhas, uma porção generosa de tucupi.

Até a próxima!

sábado, 24 de novembro de 2012

Pausa para um chocolate cremoso

No destaque, meu caro leitor,  um registro daquela pausa deliciosa que fiz com a filha e amigas comuns para um chocolate cremoso, ali na Paniciello- Gostosuras -  em Santa Felicidade, Curitiba, arq. pessoal


Até a próxima!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Personagens, a vida real e as saudades aplacadas

Você conhece o texto abaixo, leitor?
        Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerrei.
( Memorial de Aires, Machado de Assis, Obras Completas, Volume1, Ed. Nova Aguilla, 1979, p. 1097)

No interessante excerto o Conselheiro, um diplomata de carreira no roteiro realista do querido escritor, destaca alguns aspectos da experiência vivida - e, aqui entre nós, ela conserva uma semelhança extrema com o que eu sinto diante da escolha para morar em Curitiba. Há, no entanto, uma diferença entre o desejo do personagem e o meu: se puder decidir, ah...quero morrer entre os meus familiares, lá em Belém. Não é exagero dizer também que morro de saudades por muitas razões: as comidas, os passeios e a proximidade real com os familiares e locais queridos. Uma leitura vertical do NaMira alinharia textos e imagens gostosíssimos, a começar com aquele tacacá. Experimente rolar a barra, à sua direita, leitor. Depois? Continue a leitura, afinal, quero conversar com você.

A bela visão da Praça Batista Campos mora na  minha saudade de Belém- Foto: Sérgio Bastos- reprodução autorizada
Duas diferenças entre as conclusões do personagem machadiano e as minhas, aqui compartilho com você: as possibilidades de visitar Belém são grandes (ainda mais quando surge uma boa promoção aérea) e a de que santa internet aproxima as conversas e carrega as notícias familiares e regionais com uma rapidez do virar a página. Quer um exemplo bacana de força visual e de detalhamento?

Você não vê, mas pinguei um pouco de molho de pimenta com tucupi no delicioso camarão empanado acima, ahahahah...- Aplacando a saudade do Pará, arq. pessoal
SOS- Uma meia dezena de tuiteiros não economiza notícias da terra querida. Veja a minha página; sempre busco as notícias recentes sobre o clima, os problemas, as soluções e opiniões acerca das temáticas preferidas. Além de tudo, estou viva; poderei, se estiver consciente (e contar com a ajuda dos familiares daqui) voltar para Belém e lá suspirar pela última vez, sob os olhos dos meus queridos de lá.

Entre um personagem da literatura e a vida real percebemos muitas semelhanças, mas a poderosa vida que há nos que têm um coração pulsante e voz ativa, ela não deixará que aquele, morador das páginas submissas, vença a parada. Nós podemos mais, sempre mais, não é mesmo, leitor?
Interaja- Tem saudades da sua cidadezinha natal, meu caro interlocutor? Poderia descrevê-la para mim? Uma frase ou pequeno parágrafo já me deixariam feliz.

Até a próxima!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pastel marinho? É muito bom...



Pastel marinho, lá no Mercado Municpal de São Paulo- reprodução de foto do Marcelo Katsuki
Leio todas as postagens do Marcelo Katsuki. Não faltam os motivos, caro leitor. Veja; eu até os enumero:

1-Ele escreve muito bem; a redação é descontraída e extremamente interativa.
2- As fotos de comidas e ambientes são tentadoras; ele capricha na hora de fazê-las. Já presenciei a técnica cheia de detalhada atenção aos pormenores de tudo.
3- A diversidade de iguarias, lugares visitados e referências nominais ligadas à enogastronomia são espetaculares.
4- O Kats é um amigo muito querido; ele sempre me oferece atenção gentil - e, jamais me deixa tuitando sozinha. É um lorde nipônico. Retribuo as gentilezas com carinhosa atenção blogueira.

Veja o que li agorinha, lá no Comes e Bebes, o blog que ele assina no portal da Folha. A foto em destaque, ali em cima é apenas um pouco do que ele mostra na página. Se eu fosse você, leitor, eu não hesitaria em fazer uma leitura vertical de tudo. Algumas postagens são hilárias, além de intensamente invejáveis sob todos os pontos de vista. 

Amanhã? Juro: farei um pastel com recheio de camarão; a vontade de preparar algo que se aprecia é surpreendente. Ela mata a preguiça, realinha atitudes e nos leva até à cozinha. Já fez algo parecido, leitor? 

Até a próxima!
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