sábado, 24 de setembro de 2011

A insuportável descontinuidade informativa

Você costuma esquecer o que lê ou escreve, leitor? Eu não. Uma das minhas queixas , quando leio o jornal do dia seguinte ou a revista na outra semana é a descontinuidade informativa. Fico sempre com vontade de saber detalhes sobre o acontecimento, as soluções encontradas, o que declararam as pessoas não ouvidas anteriormente, entre outros itens informativos que acrescem sentido ao noticiário.

Lamentavelmente apenas as tragédias e notícias sangrentas, picantes ou que exibam escândalos recebem um trato contínuo nos jornais e revistas, talvez pelo fato de aguçarem a opinião pública e, consequentemente, aumentarem as vendas dos impressos ou os cliques nas páginas na internet, associadas ao rol de propagandas que geram dividendos a uns e a outros. Noto que a característica alcança , também, a esfera dos blogs. Fico atenta ao que alertam e advertem os meus colegas blogueiros, mas com tristeza vejo que o tema vira fumaça no dia seguinte e nos seguintes e nos seguintes, também.

Diga lá! - É uma tendência decepcionante. Estabelecer a progressão informativa é uma questão de lógica e de respeito ao leitor atento. Você discorda ou concorda comigo? Talvez (é  apenas uma hipótese), o número de leitores atentos não seja assim tão representativo, daí a pouca importância atribuida à questão da continuidade informativa sobre os fatos coletivos.

Até a próxima!

Vá ao Marajó com a Neide Rigo


A Neide Rigo viaja e mostra o Brasil aos brasileiros- Foto reproduzida
 Eu leio e acompanho muitos blogs, mesmo antes de sair para trabalhar, meu caro leitor. Há um entre eles, entretanto, que simplesmente adoro. É o  COME-SE, da articulada Neide Rigo. Veja a recente postagem que ela fez sobre o Marajó. Fiquei com uma inveja danada da mobilidade que ela tem para ir para um lado e para outro do nosso país, ainda mais quando vai até ao meu saudoso Norte do Brasil.

Depois de ler a postagem em destaque, que tal fazer uma leitura vertical do blog da Neide? Há tanto para ler, aprender e reencontrar; quando ela mostra, por exemplo, os produtos da minha saudosa Amazônia, fico só olhando aquelas gostosuras. Vá olhar, também! Vá, meu querido leitor, não perca tempo; viaje pelas nossas terras com a dedicada blogueira.

Até a próxima!

Lições para o sábado primaveril


Com a Primavera chega o amadurecimento das amoras, também! - arq. pessoal

Olho para o céu de Curitiba e vejo que o Sol até aparece um pouquinho, mas ainda estamos com nuvens escuras, bem ameaçadoras. É o 2º dia da Primavera até no calendário oficial. Na prática,  há a iminência de chuva, mas as flores já têm oferecido botões, tufos e aquele encantamento advindo com os caprichosos detalhes da natureza. Algumas espécies frutíferas, como as amoreiras, estendem seus galhos carregadinhos ao passante nas ruas, ao morador ou visitante dos quintais curitibanos. 

Um dia pleno - O dia de sábado promete muito, caro leitor. Para mim, especialmente, a oferta de trabalho. Logo mais, ajudo a intermediar uma aula de redação. Quer saber o tema a ser trabalhado nela? Como se elabora um RESUMO. 

Fazer sentido -  Muitos vestibulandos ainda não sabem o quanto é fundamental elaborar sínteses informativas; aprender primeiramente a resumir é uma exigência, dentro de uma sequência lógica. Mais adiante, depois de treinos exemplares, chega a vez dos textos argumentativos. Tudo bem planejado com a necessária progressão de sentido à redação de textos escolares. 

Desfrute de úm ótimo dia de sábado, leitor!

Até a próxima!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ótima dica do blog Livros e Afins


Imagem reproduzida do site Little Free Library
Quando você clicar no link a seguir com toda a certeza entenderá a minha vontade súbita de pegar um serrote, madeira, pregos, dobradiças, entre outros apetrechos, mas preferi, diante da falta de habilidade, fazer uma busca profissional: quero um marceneiro para construir uma casinha assim, tal como uma das que aparecem no site Little Free Library . A dica veio em um dos tweets do Livros e Afins, do Alessandro Martins.

Fiquei imaginando os passantes, aqui na frente de casa, a olhar a casinha cheia de livros. Uma tentação, meu caro leitor, uma instigante tentação. Conheço um marceneiro, que expõe os seus trabalhos, ali no Largo da Ordem. Vou ver se ele faz uma casinha assim; depois contarei sobre o andamento da ideia.

Até a próxima!

A escola, a professora e o menino armado

Ontem, no finalzinho da tarde, eu soube da triste ocorrência na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, lá na Grande São Paulo. Sinceramente, caro leitor, ainda estou desnorteada. Se o pai mantinha ou não a arma escondida dos filhos, não será possível (des) acreditar. É a palavra dele contra o fato desolador. Segundo a reportagem de Ricardo Gallo, na Folha.com, o garoto era doce e bom.

Imagine o sofrimento e a precupação da família da professora atingida pelo tiro, assim como as aflições vividas pelos pais, irmão e colegas de sala do menino, um suicida, de 10 anos de idade?

Uma ideia - Detectores de metal à entrada das escolas? Sim. Penso que, infelizmente, elas não são mais aqueles espaços apenas de ensinar e aprender, mas sim uma das alternativas de ser educado com as trocas diversas, inclusive de comportamento estranho. Se os espaços escolares não se adaptarem às novas demandas de um público que requer tratamento especial, infelizmente, outras situações idênticas ou piores surgirão no noticiário. Você concorda comigo? Tem alguma ideia sobre o fato desnorteador em destaque específico na reportagem?

Até a próxima!

Começa hoje a Primavera 2011


O curitibano precisou do guarda-chuva no 1º dia de Primavera- arq. pessoal
É hoje, dia 23 de setembro, o marco inicial da Primavera 2011. Lamento compartilhar, mas aqui em Curitiba o dia amanheceu nublado, meu caro leitor; um pouco antes do almoço até choveu - e,  a querida cidade e as suas ruas levaram um verdadeiro banho primaveril. Quem saiu sem sombrinha ou guarda-chuva molhou os pés e correu para debaixo das marquises, felizmente ainda existentes nas lojas antigas do Centro, sempre atentas ao bem-estar dos clientes.

Há aqui uma ideia perene e esperançosa de que o tempo vá mudar em Curitiba; muitas vezes acontece - e, de repente,  lá vem o Sol, a ventania, o frio ou o calor, todos no mesmo dia. Quem sabe muda de nublado para ensolarado? Se mudar, voltarei para um novo texto sobre um dos temas que aprendi a respeitar: o clima. Aqui, meu querido leitor, nenhuma estação é permanente; elas vem e vão e vem e vão durante o ano todinho. Aprenda comigo.

Até a próxima!

Um crime imobiliário em frente ao Theatro da Paz


Veja o prédio que vai fazer "sombra" ao Theatro da Paz- Belém- arq. pessoal 2010

O leitor conhece a cidade de Belém, capital do Pará, lá na Amazônia? Então, certamente já passou em frente ao Theatro da Paz, marco arquitetônico e herança cultural para ser visto por todos, mas uma dessas desastrosas autorizações à ganância imobiliária não deixará, se não fizermos algo urgentemente. O monstrengo de concreto, segundo a Franssinete Florenzano, vem crescendo, crescendo e crescendo. Em fevereiro de 2010 fiz uma postagem sobre o tema. O texto de socorro mereceu o apoio do ilustrador Sérgio Bastos. O registro fotográfico que fiz, quando passei por Belém é a prova do crime. Naquela altura a minha preocupação já era grande. Agora, que o prédio já alcançou o sexto andar, é preciso deter a construção criminosa, antes que ela cause maior estrago.

Um SOS, leitor! - Faço uma convocação para um SOS THEATRO DA PAZ, não apenas aos blogueiros paraenses, mas a todos que conhecem o belo teatro. Quer ajudar, leitor? Então repasse a notícia a todos! Reproduza a foto, a minha postagem, a  informação atualizada da Franssinete, um retuite no Twitter, o que você puder fazer, porque a ganância não poderá ser maior do que o direito que todos temos de avistar o belo teatro sem que um monstrengo esteja na nossa frente.

Por favor!- Posso contar com a sua ajuda, leitor? Diante da vergonhosa atitude de quem assina um documento autorizando um crime, é inadmissível não fazermos nada. Contemos ao Brasil e ao mundo todo o crime que está sendo imposto aos olhos da população em Belém, cidade linda, embora maltrada pela gerência desastrosa das autoridades locais.

Até a próxima!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A árvore de Geir de Campos

Árvores, muitas árvores nos parques, sempre! Parque Barigüi, Curitiba, arq. pessoal
              
        Árvore

Ó árvore, quantos séculos levaste
a aprender a lição que hoje me dizes:
o equilíbrio, das flores às raízes, sugerindo harmonia onde há contraste?

Como consegues evitar que uma haste
e outra se batam, pondo cicratizes
inúteis sobre os membros infelizes?
Quando as folhas e os frutos comungaste?

Quantos séculos, árvore, de estudos
e experiências - que o vigor consomem
entre vigílias e cismares mudos -

demoraste aprendendo o teu exemplo,
no sossego da selva armada em templo?
E dize-me: há esperança para o homem?

( Campos, Geir, in Antologia de Poemas Para a Juventude, Ediouro, p. 12)

Quer saber um pouco mais sobre o poeta em destaque? Clique aqui em A militância poética de Geir de Campos ; há fartura informativa aos interessados.

Até a próxima!

Rogério Galindo NaMiradoLeitor


Repr.do avatar do RGalindo no Twitter
 Saiba o leitor de uma informação básica: jamais encontrei, fora da internet, ou fui apresentada ao jornalista Rogério Galindo; aliás, eu o vi apenas passar uma vez, ali no barracão da redação da Gazeta do Povo, quando fui buscar a minha filha,  na alegre fase de repórter-mirim do suplemento Gazetinha, ainda comandado pelo entusiasta Cristiano de Freitas. Gosto muito do trabalho de apoio crítico que o editor do blog Caixa Zero faz; merece o meu respeito pela preocupação temática nas reportagens e postagens e, assim, aufere a divulgação ampla e incontinenti do que escreve. Quer um exemplo?

Leia a reportagem que ele fez; clique em Catorze paranaenses aderem ao voto aberto...(Caixa Zero, hoje). Tenho certeza de que acolherá a oportuna advertência feita pelo atento jornalista. A transparência no voto do parlamentar oferece ao (e)leitor a diminuição, manutenção ou, diante da sua ausência, a eliminação da confiança naqueles que receberam a outorga popular. Eu quero acompanhar os passos dos parlamentares, não como uma sombra do contra ou com dardos afiados nos dedos, mas sim como eleitora atenta. Sou responsável pelo que fazem ou deixam de realizar enquanto usufruem do poder temporário que lhes ofereci. Você, também pensa assim, leitor?

Até a próxima!

Você faz a diferença, leitor?

Uma das tarefas da família e da escola é estimular o senso de observação das crianças e dos jovens. É preciso, entretanto, oferecer o exemplo. Manter-se desatento aos problemas vividos pela família, pela escola, nas ruas ou no bairro é uma bomba. Uma hora qualquer ela explodirá. Sabe como, leitor? Com a indiferença.

Participar é necessário - Não sou a favor de manter as crianças e jovens alheios às situações conflitantes; eles não têm, na maioria das vezes, o poder decisório na resolução dos problemas, porém podem participar da busca pelas soluções.  Quer saber como? Sendo bem informadas (in)diretamente.

Lixo nas ruas e desatenção à velhice; a quem interessa tais temas? - arq. pessoal


Por que subtrair? - Há quem escamoteie as informações, mas ser  bem informado é vital à manutenção de atitude atenta a tudo e a todos. Tudo na sua devida proporcionalidade cognitiva, evidentemente. O leitor adulto e esclarecido entenderá as minhas considerações sobre maturidade nas crianças e jovens.

O grande poder da escola - A escola é teoricamente um reservatório de novidades; os novos conteúdos, quando assim apresentados fazem os olhos das crianças e dos jovens ganharem um brilho inesquecível. Lamentável é saber que os conteúdos são apresentados sem a satisfação que chega com a novidade, mais exatamente com o caráter funcional das novidades. O meu colega professor, talvez cansado do tratamento vip que vem recebendo dos seus empregadores, está perdendo o encargo e o terreno funcional. É ledor de apostilas e perdeu a voz na sala de aula; é um repetidor do material fornecido pelas redes de ensino particular, admitidas na escola pública. Muito triste, aliás, tristíssima é a situação do professor sem voz ou autonomia. Hoje, ao contrário de intermediar as informações, ele até apanha de aluno (Cleber Arruda, Agora, hoje), mal orientado pela família, talvez inexistente, omissa ou indiferente às soluções que dependem da observação atenta de todos na sociedade.

Na prática, meu caro leitor, a indiferença é a falta de atenção, a inobservância aos direitos e aos deveres. Começa pela família, avança pelas ruas e alcança a escola, o bairro, a cidade e cai no colo dos que têm tudo para intermediar as soluções, mas preferem a omissão, o conluio e a jogatina com os bens públicos. A solução? Ai, ai, ai, não vejo em outro lugar: nas urnas. O assunto rende, ah...se rende, meu caro (e)leitor.

Até a próxima!
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