sábado, 22 de maio de 2010

Dançando conforme o clima

Nem todos os que leem o que escrevo moram em cidades com predominância das baixas temperaturas. Hoje, por exemplo, a mínima em Curitiba, é de 14º C, segundo a Simepar. A experiência de turista ocasional, portanto, não vale para assegurar conclusões incontestáveis, mas ajuda a entender a mudança do ânimo das pessoas diante das alterações do clima. Quer exemplos? O Marcelo Katsuki, blogueiro e editor de arte da Folha de S. Paulo, em conversa no Twitter afirma:  Totalmente, no frio tenho vontade de sair da cama, mas o calor excessivo também me deixa sem ânimo, enquanto as mudanças da estação e o sobe e desce da temperatura para a psicóloga e corretora de imóveis santista Leila Mestre são indiferentes. Ela reforça declando que:  Não  alteram o meu ânimo, eu gosto de apreciar as estações. O frio nos coloca  mais a pensar e no calor é aquela explosão de alegria",  arrematando o bate-papo comigo no MSN.

A conferir os porquês - Você conhece as regiões brasileiras? Do Norte ao Sul, do Centro-Oeste ao Nordeste e deste ao Sudeste as variações climáticas surpreendem. Quem já saiu da sua cidade de origem e atravessou as nossas regiões será será capaz de avaliar as declarações reunidas na postagem de hoje, mas faço-lhe  um convite maior à reflexão sobre o tema: leia o antigo, mas pertinente artigo  As estações do corpo (Superinteressante, edição 148, 2000)



A boa disposição - A época do Outono é interessante, mas as atuais nuvens escuras, frio contínuo e esse ar cinzento que rodeia todos os lugares são incompatíveis comigo. Gosto dos dias claros, ensolarados e com temperaturas amenas. Sou do Pará e lá pelos idos da década de 90, quando cheguei aqui o contraste climático com a minha região de origem despertava imensa satisfação, mas agora fico melancólica. Novos condicionantes chegando.

O enfrentamento diário -  Na última quinta-feira, quando fiz os registros fotográficos que você avista,  a temperatura marcava mínimo de 8ºC, mas o sol presente diminuiu o meu desconforto. Tudo parecia até mais bonito, quando avistei os efeitos da incidência solar, ali pela Boca Maldita e nas imediações da Praça Osório, locais que costumo transitar para chegar ao meu curso de redação, almoçar e tomar o meu insubstítuível café expresso.

Reações diferentes às variações da temperatura - As novidades advindas com o clima, ao contrário da minha queda de ânimo, alegram a muita gente. Os mais jovens, plenamente ajustados à rotina da variação climática de Curitiba, ora muito fria, confirmam. Exemplo? O jovem vestibulando Edson Villela diante das alterações do termômetro é enfático:  Se altera, altera muito pouco. Prefiro calor, nem que seja aquele de 40ºC. Chuva ou frio não me inibem de sair de casa, nem de fazer outras coisas, o que reforça os condicionantes diante das determinações da idade, dos interesses e da motivação interna  diante desse sobe e desce da temperatura.

Conte aqui - Não sei como o leitor tem encarado as variações do clima no território nacional. Outro dia vi uma reportagem na tevê mostrando os efeitos do frio atípico e repentino na amazônica cidade de Vilhena, lá em Rondônia - e a colega professora Nidiane, uma das seguidoras da página, poderá confirmar a notícia  e compartilhar detalhes sobre a queda brusca da temperatura. Ainda sobre as variações do tempo, em troca de conversas ontem no microblog, o cartunista Benett declarou :  Eu adoooooooooro o frio. Por mim o outono seria a estação predominante durante os 365 dias do ano, hehe..., mas será que você também concorda com ele? O jornalista Alessandro Reis é parecido comigo nesse aspecto. Ele afirma que:  Meu humor varia de acordo com o clima, infelizmente. o ânimo despenca com o tempo ruim, Doralice. Concordo, porque as pessoas têm reações diferentes aos condicionamentos, mesmo com idades diferentes. Ainda bem.

Quer treinar a escrita?  Vou adorar liberar o seu comentário sobre o clima e as influências na variação de ânimo do leitor ou das pessoas que fazem parte do seu cotidiano. Apareça. Trocar ideias sobre o tempo é sempre um bom puxador de conversa, não é mesmo? Diante das baixas temperaturas as roupas quentes, alimentação bem equilibrada e fuga ao sedentarismo formam um trio de combate ao rol de reclamos constantes, mas cada um de nós adota algumas providências para driblar esse frio danado - ou o calor excessivo. Conte aqui o segredo. Até a próxima!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

As histórias de quem coleciona itens

Eu moro nos arredores da Praça da Ucrânia, espaço público curitibano que é uma referência nos bairros do Bigorrilho, Mercês e Champagnat. A praça é de todos, principalmente dos feirantes nas tardes e noites de sexta-feira,  dos artesãos aos sábados e durante todas as manhãs dos que leem jornais, dos estudantes que sentam nos bancos para namorar, dos que  ficam ali a passar o tempo, olhar crianças nos brinquedos, mas nos últimos finais de semana, mesmo com a temperatura despencando, tem sido uma cena comum avistar os grupos de colecionadores das figurinhas da Copa, em torno da banca de revista ou acomodados em volta do monumento comemorativo  que dá nome à praça.

Há inegavelmente uma verdadeira febre entre os colecionadores das figurinhas de futebol. Eu soube que num arroubo  de alma ou  só de maldade alguns têm colado de cabeça para baixo as figurinhas dos jogadores da Argentina. Quer detalhes dessa atitude? Leia a coluna do Marcelo Coelho (FSP, Ilustrada, 19/5/2010). Hilária, repleta de informações de época, mas infelizmente apenas para assinantes. Vou pedir ao Marcelo que reproduza a coluna no blog, assim todos poderão rir com as observações do colunista.

Eu já tive coleções de fichas de telefones, quando ainda dispunhamos de modelos diferenciads para fazer chamadas interurbanas nos orelhões. Férias aproveitadas em vários capitais permitiram que eu reunisse fichas da maioria dos estados, mas a minha irmã mais nova foi, aos poucos, acabando com a minha coleção. Hoje gosto de colecionar sombrinhas, mas tenho que cuidar muito bem do meu acervo, porque aqui em casa tenho alguém que pega os meus exemplares e os esquece na escola ou no cantinho do ônibus. São sempre itens irrecuperáveis, ainda mais nesse tempo de chuva. Gosto também de reunir fotografias de leitores absorvidos na leitura, casas interessantes, flores bem populares e espécies áreas em muros ou jardins.


O SIM ou NÃO de colecionar itens - O hábito de colecionar é muito bom; insignificantes são as desvantagens, concorda comigo, prezado leitor? Crianças devem ser incentivadas a adotá-lo, porque ajuda a aguçar o senso de observação, dinamiza a competitividade e instala a construção gradativa de um determinado material ou item afetivamente importante aos que colecionam.



Exemplos - O cartunista Benett colecionava canetas (sem tinta), mas "com a mudança para o novo apê joguei tudo fora", enquanto o contador Valdir Macenco reunia latinhas antigas e embalagens de medicamentos, tipo Vick e outros desconhecidos dos mais jovens, mas anda "sem tempo para colecionar as figurinhas da Copa", embora tenha iniciado a coleção.


Gosto de acompanhar as histórias que acontecem paralelamente ao hábito de juntar itens, lhes dar um formato e atribuir sentidos. Um dos meus cunhados guarda uma coleção espetacular de filmes antigos. Conversar com ele sobre os itens da coleção é ver um par de olhos brilhantes de alegria e aventuras prazerosamente contadas. São histórias de vida real, detalhes de circunstâncias, peripécias incalculáveis e frustrações muitas vezes hilárias.




Quer treinar a escrita? Você coleciona algum item? Tem alguma história curiosa sobre colecionadores? Que tal compartilhar aqui conosco, hein?


Até a próxima!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aviso ao leitor

Desculpas - Ontem não pude editar a postagem com dicas de redação; ficará para a próxima segunda-feira.

Compromissos - Tenho uma tarefa autoral e o prazo, bem apertado, está expirando; o tempo tem sido pouco para os inúmeros afazeres, prezado leitor. Voltarei à noite.

Tenho certeza de que o leitor -  especialmente o que  acompanha com regularidade a edição desta página -   compreenderá as minhas ausências. Aulas, redação de dois livros, a vida doméstica e o rol de exigências que a vida nos joga nas mãos fazem parte do meu cotidiano. São compromissos de primeira ordem.

Até a próxima!

sábado, 15 de maio de 2010

Convite à descontração

Hoje trago algumas direções descontraídas para compartilhar com você neste sábado. Aqui em Curitiba o tempo continua friorento. Os informes técnicos são do Simepar.

O destaque visual na página fica para o francês Claude Debussy, autor de uma das mais belas suites que já ouvi, mas os cliques sugeridos permitirão imediata identificação com as amostras. Não hesite em clicá-las.



 > Cansado de brincar com a comida? A dica é da Luana, em Limões em Papel



> O delicioso Technicolor kitchen, da Patrícia Scarpin



> O vídeo do You Tube que exibe Clair de Lune, de Debussy 




As dicas do leitor - você sugere um link descontraído? Compartilhe conosco direções culturais e curiosidades avistadas por você na internet.


Uma recomendação: procure deixar comentários nos espaços indicados aqui; é um gesto educado e muito simpático prestigiar aos que elaboram informes na grande rede virtual. Costumo oferecer o exemplo, já percebeu?


Até a próxima!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O vai e vem da dengue

Uma história real -  Eu já fui picada pelo mosquito da dengue. Foi em 2000. Saí de Curitiba para uma temporada de férias em Belém - e dentro de três dias amanheci com o nariz entupido, corpo doído, febril e sensação de resfriado. Minha filha era pequena e a família ajudou a cuidar da pirralhinha de 4 anos, enquanto eu só queria cama. Estava literalmente combalida pelo mal-estar.

No dia seguinte eu não conseguia aguentar o formigamento nos pés e mãos, além de incômodos generalizados pelo corpo todo. Conseguia alívio quando ficava embaixo do chuveiro. O corpo estava  sempre quente e com um calor insuportável. Amparada por uma das minhas cunhadas cheguei ao Instituto Evandro Chagas, referência internacional em doenças tropicais. Feito o exame de sangue o diagnóstico foi preciso: eu estava com dengue. Fui picada em Curitiba ou no caminho que empreendi, de avião, até à capital paraense. Sabe como identifiquei esse pormenor? Porque somente depois de três dias o vírus se manifesta no corpo humano. Fica encubado, na moita, esperando a hora do ataque , em alguns casos fulminante.

                   O Brasil registra aumento de 80% nos casos de dengue em 2010; sete estados concentram as ocorrências(UOL Notícias, 9 de maio, 19h)


A imagem do mosquito persegue não apenas os vestibulandos, sempre atentos ao tema nas redações, mas a todos os brasileiros, nas cinco regiões do nosso país. Agora , com o frio intenso e os índices de chuva aumentando o perigo aumenta.


Quem já foi picado pelo mosquito costuma declarar que não deseja" esse mal nem para o imimigo" - eu repeti inúmeras vezes esse comentário.  A dengue é combatida com a prevenção e ajuda de todos.

O combate eficaz - Não deixar a água parada; virar garrafas  a boca das garrafas vazias para baixo e  cuidar dos pneus velhos, pois quando abandonados e jogados ao léu costumam abrigar mosquitos e larvas. O perigo é grande, mas as medidas preventivas são objetivamente claras. Não dá para esquecê-las. Especialistas têm advertido, mas nem todas as pessoas  atinam à importância das medidas preventivas.



A charge do Tiago Recchia( GP,11/3/2010 ) é uma das que mais gosto, quando o assunto é a dengue. O traço, as cores, as informações e a crítica, assim reunidos, sob o talento do cartunista. Sensacional. Nos próximos dias trarei outras, porque a cruzada contra a dengue não pode esmorecer.


Ações sanitárias são envidadas certamente pelos órgãos governamentais, mas ainda não são suficientes para exterminar o mosquito da dengue no território nacional.


Você faz o quê? -  Foi o que perguntei aos que me seguem , lá no Twitter; assim que encerrar o meu período de aulas vou conferir se apareceu algum depoimento. Por favor, acompanhe as respostas ali, no cantinho superior direito da página, espaço que reproduz os meus tweets, em tempo real.


Quer treinar a escrita? Relate brevemente a sua experiência, caso tenha sido vítima ou conheça alguém que sofreu com o resultado da ação do mosquito da dengue. Quanto mais informes tivermos sobre o assunto, menores as oportunidades da dengue atravessar a vida das pessoas.


Leia mais sobre o assunto; clique no link  O Paraná contra a dengue


Até a próxima!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Encontros Marcados com a Redação

Encontro marcado com você - O leitor já foi avisado, mas vale  a lembrança: a partir desta segunda-feira -  o dia escolhido durante a semana -  o blog trará orientações de escrita. O interlocutor específico será o leitor, circunstancialmente vestibulando, porém as dicas servem para todos, porque escrever bem é um diferencial poderoso em qualquer situação. Atendo, lá no meu curso de redação, pequenos grupos de vestibulandos, candidatos aos diversos concursos públicos, universitários em processo da redação das monografias e dissertações, além de colegas professores que trocam ideias ligadas à correção de textos. Escrever bem é marca diferenciadora. Não duvide.


O pacotinho básico  - Para melhor acompanhar a postagem de segunda-feira será conveniente contar com um caderno, pasta ou fichário para acomodar as orientações indicadas aqui e impressas, além de lápis, caneta, cola para papel, borracha e um marcador de texto colorido.  Não deixe de lado o dicionário da língua portuguesa e  corretor ortográfico. A organização e método para bem ler e escrever são coadjuvantes do sucesso. Vá por mim.


A prova da vitória - Na foto a seguir você avista dois dos meus ex-alunos, ambos hoje universitários na UTFPR e UTFPR; eles passaram com bravura pelos 15 Encontros Marcados  com a Redação que ofereço aos vestibulandos. Farei aqui uma extensão da série de aulas.








O cardápio oferecido -  Para obter e consolidar resultados lembrarei de alguns aspectos primordiais na elaboração das redações. Veja se quer encarar:

> A diversidade dos textos e a matriz descritiva, narrativa e dissertativa

> A organização do texto e seus elementos de encadeamento e articulação

> As partes do texto

> As diversas tipologias

> As dificuldades mais comuns na redação

> Exercícios

Âncoras imprescindíveis: Você encontrará aqui as referências habituais aos títulos de livros, revistas, reportagens, charges, tirinhas, fotografias, filmes, receitas e menções ao abundante material existente na internet. Examine tudo e leia cada vez mais.


A troca exigida - A caixa de comentários de um blog, assim como a coluna de leitores de um jornal ou revista, é o coração pulsante desse espaço pressupostamente interativo. Para levar adiante a programação acima a sua participação é imprescindível. Apareça. Indique suas dúvidas. Sugira. Reconsidere. Aponte, inclusive, os meus cochilos de edição (uma letra trocada, uma palavra mal entendida), porque cometer equívocos involuntários ou decorrentes da pressa na digitação ou mesmo pela ignorância é um fato circunstancial. Agradeço a advertência do leitor atento. acredite. Comente; não hesite em expressar as suas observações. É dando que se recebe, não é mesmo?

O teste - Já mantive idêntica proposta em outros espaços, hoje desativados, mas quem trabalha com educação sempre está bem disposto a recomeçar, a oferecer um voto de confiança ao interessados e a compartilhar com os demais o que já domina. Uma mistura bem temperada de altruísmo , perseverança e domínio de conteúdo. Gosto dessa imagem, mas aprecio também de reciprocidade, interação. Cobro e espero resultados.

Ei! Quero saber se você  está disposto a aproveitar a oferta deste blog -  Demonstre o seu interesse interagindo desde hoje. Apareça . Mostre que acredita no propósito. Recomende a página. Adicione um link no seu blog, do jeito como a  Nidiane, a Rita Vaz e outros leitores já fizeram. Quem escreve quer ser lido, apreciado, aplaudido ou criticado; o resto é conversa  fiada. 


Até a próxima!

domingo, 9 de maio de 2010

O que tem de almoço, mãe?

Minha mãe não vai mais à cozinha como antes. A dona Maria Luiza está com 91 anos e suas mãos, embora toquem lindas canções no teclado do piano, ficam trêmulas para preparar aquele delicioso filé acebolado que tanto nos encanta. A sorte é que aprendi a fazer essa comidinha de mãe e minha filha certamente saberá prepará-la, quando necessário.

Sem poder resistir - Sempre fugi do apelo comercial e da comemoração piegas que a maioria das datas festivas assinala, mas gosto do Dia das Mães, talvez porque agora sou uma delas. Na foto em destaque compartilho com você um registro daquela que me educou verdadeiramente para a vida de ais, ufas e pouquissimos obas. Na fotografia, feita recentemente quando estive em Belém, minha mãe aparece ao lado de uma das minhas irmãs, o anjo guardião da família e exemplo de invejável fraternidade.

Qual a comida de mãe que você mais gosta/va?  As respostas vieram dos meus interlocutores, lá no Twitter, mas você também poderá responder, caso deseje interagir comigo neste domingo, dedicado às mães. Confira algumas respostas que recebi:

  "Ah! A lasanha que a minha mãe faz é imbatível. O bolo de fubá também..."
                                               (Alessandro Reis, jornalista)

"O inevitável feijão com arroz, bife, ovo frito e batatinhas fritas."
                                      (Nereu Augusto Ganter, advogado )

"Carne de panela derretendo na boca."
          ( Cilmara Castilho, banqueteira)

" Bife a milanesa."
(Marcelo katsuki, jornalista e blogueiro de comes e bebes)


São da poetisa paranaense Helena Kolody os versos que você lê em destaque abaixo; as mães parecem sempre elevar suas vozes para rogar ao Criador diariamente em:

Prece
Concede-me, senhor, a graça de ser boa,

De ser o coração singelo que perdoa,

A solícita mão que espalha, sem medidas,

Estrêlas pela noite escura de outras vidas

E tira dalma alheia o espinho que magoa.

Corra para o abraço - Espero que o leitor possa ainda abraçar a sua mãe e se não dispõe mais dessa possibilidade imperdível possa cumprimentar as mães mais próximas. Há muito a considerar e a prestigiar na abençoada função materna, concorda comigo?     
 
Quer treinar a escrita? Broncas, advertências e carinhosas atitudes são durante anos seguidos enviados pelas nossas mães. Quando o tempo passa e nos tornamos adultos  sobressaí o carinho, muitas vezes expresso naquela comidinha "de mãe", não é mesmo? Que tal aumentar aqui a lista ?  
   
A receita do filé acebolado segue aqui, caso deseje alguma dica de preparo é só perguntar. Não sou aquela perfeição na cozinha, mas os que já comeram esse filé  não têm queixas. Infelizmente não disponho de uma fotografia no arquivo pessoal para ilustrá-lo, mas prometo tomar as devidas providências.
 
Ingredientes:
>  1 kg de filé bovino
> 1 cebola grande cortada em fatias bem fininhas 
> 3 dentes de alho bem picados
> 1 pimentão médio em tiras bem grossas
> 2 tomates médios (cortados em tiras apenas na hora da fritada do filé)
> sal, pimenta e cominho, duas colheres de sopa de vinagre e manteiga para dourar a carne
 
Modo de preparo - Na véspera prepare a vinha d'alhos(a mistura de alho, pimenta, sal, cebola e vinagre) e envolva a porção de carne. Guarde na geladeira em vasilhame bem fechadinho.
 
Na hora de preparar o filé -  Retire a carne da vinha d'alhos e deixe que todo líquido seja escorrido(suas mãos podem ajudar nessa tarefa). Passe uma camada de manteiga no filé para deixá-lo protegido. Com o fogo brando coloque dentro da frigideira a carne para que forme uma capinha. Vire o filé com a ajuda de um garfo. Repita a providência até a carne que esteja "no ponto desejado"( mal/bem passada). depois dessa etapa retire o filé da frigideira e reserve. Coloque um pouco de óleo na frigideira; deixe esquentar e aos poucos distribua os temperos da vinha d'alho acrescentando também os tomates. Misture bem. Tampe a frigideira para que os temperos refoguem inteiramente. Quando perceber que  o refogado está do seu gosto é a hora de colocar a carne no meio da fritada.  Em três minutos o filé acebolado está pronto para ser servido. A quantidade satisfaz quatro pessoas.

 
Acompanhamentos  - Na minha família, quando mamãe fazia esse filé, tínhamos na mesa: uma travessa de arroz, farofa feita na manteiga, uma saladinha básica e purê de batata inglesa; na sobremesa porções generosas de açaí ou uma torta fria de cupuaçu ajudavam a tornar aqueles almoços em família inesquecíveis.  Até a próxima!
 

sábado, 8 de maio de 2010

Flanar, criticar e bem informar



Gosto de tomar para mim os verbos e revirá-los em intensa reflexão. Neste sábado chuvoso com direito assegurado a flanar selecionei algumas expressões verbais para o deleite do prezado leitor, mas como não dou ponto sem nó, também trouxe links para espaços com abundância de informações . É preciso comprovar tudo o que se recomenda e generalizar não é uma atitude coerente. As dicas servem tanto para a leitura , quanto para a escrita. Vamos nessa, leitor?



Flanar -  É sair por ai despreocupadamente, mas atentando a tudo e a todos. O leitor já sabe que costumo caminhar nas manhãs  não apenas ensolaradas, mas sempre que é possível. A câmera fotográfica, um bloquinho de notas e uma caneta são as ferramentas de blogueira atenta.




Criticar - Estabelecer censura, advertir, ajuizar; muita gente faz crítica, mas sem fundamentos. É preciso contar com argumentos, provas incontestes de que algo é suspeito e não corresponde ao eticamente esperado. Cartunistas e especialistas em diversos assuntos fazem críticas diárias. É preciso estabelecer nexos, sentidos, caso contrário é fofoca, inveja e desinformação. Evitar. Confira as críticas do Leonardo Sakamoto.


Informar - Quem sabe informa e acrescenta. É preciso ir às fontes das notícias. Aprendi que é preciso confiar e desconfiar, sempre, mas alguém precisa merecer a confiança. O Luis Nassif Online e os apoios informativos que aparecem no blog merecem amplo crédito. As reproduções testemunham o fato.


Quer treinar a escrita? Que tal sugerir espaços virtuais de ótima conversa, boa música, imagens encantadoras ou ainda que mostrem um blogueiro, colunista, professor ou jornalista com cara de gente com o pé no chão. Sem pose, apenas gente que não teme mostrar o que pensa, o que sente e que não se vende por nada, exceto a rendição voluntária diante da interação com o leitor? Quem começa?


Agradecimentos: ao Sérgio Bastos pela mulher de vestido verde e sombrinha azul que ilusta a postagem de hoje. Aqui em Curitiba, além da sombrinha, ela estaria de moleton e tênis para enfrentar o sábado frio e chuvoso. Obrigada também à  advogada  e colunista Maria Inês Dolci  pela advertência quanto ao envolvimento preocupante das pessoas que ora experimentam as amostras grátis , sem a devida atenção ao rol de contra-indicações.


A chuva parou um pouco, mas está frrriio... e o tempo em Curitiba, segundo a Simepar ...


Até a próxima!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ler: vício bendito

Um grande prazer - Quem lê com prazer geralmente não fica entediado. Encontrar satisfação no tempo dedicado à  leitura é resultado de exemplo, especialmente no interior da família. Preciso sempre fazer muito esforço para abandonar o vício bendito do exame matinal não apenas dos impressos, mas também do que costumo ler no computador. O rol diário é grande. Na outra ponta está a escrita. Parceiras infalíveis, concorda comigo, leitor?


Um dia é da caça, outro do caçador - O registro fotográfico ao lado é da minha fílha. No ano passado, assim que o Jornalismo Diário, da Ana Estela Sousa Pinto ficou disponível fui à livraria para comprar o meu exemplar - e, enquanto examinava a capa do livro a câmera do celular entrou em cena. Ótima leitura não apenas para quem faz jornalismo, mas também aos que gostam dos bastidores dos jornais. Com o livro da Ana Estela nas mãos ajudo a ilustrar a postagem de hoje.



Aprofunde - Compartilho duas ótimas dicas para ler, caso deseje manter o vício bendito. Avante.


> Quando o autor emociona a gente,  no Livros e Afins


 > Você gosta de tomar 'tomara umazinha'? Dê um olhada antes aqui. ; a dica é do João Hamid, fotógrafo e blogueiro. Se tiver tempo clique nesses dois últimos links.




Você conhece alguém que precisa treinar a escrita? A partir da próxima segunda-feira incluirei dicas de redação aqui no Na Mira do Leitor. Atenderei não apenas ao simpático pedido da  Marcellita , uma vestibulanda que mora em Bauru(SP), mas também aos que clicam na internet a procura de orientação para bem escrever.



Obrigada - Ficarei agradecida se o leitor puder divulgar o aviso acima; elaborar resumos, textos de opinião e dissertações, entre outras tipologias textuais, exige do estudante não apenas a manutenção de leitura constante, mas sobretudo da compreensão das articulações estruturais necessárias, do emprego objetivo dos recursos textuais e a mira certeira no interlocutor.


Até a próxima, mas não deixe de olhar ali para o canto superior direito da página, porque nela aparecem os meus tweets mais recentes.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ficha Limpa ou desonestidade premiada?

As novidades da esfera política não cessam  e o JBosco, meu  talentoso conterrâneo não deixa passar nada. O projeto Ficha Limpa merece a atenção dos brasileiros, especialmente os eleitores, porque se há algo que os profissionais da política sabem fazer muito bem é protelar votações, quando não lhes interessa aprovar um item que beneficiará a coletividade, mas quando lhes trará vantagens costumam agilizar os trâmites e a votação acontece rapidamente. Quer limpar o congresso? O dia é hoje(Congresso em Foco, texto de Rodolfo Torres)



Justiça para todos - Um cidadão comum quando comete uma  inconveniência logo uma punição corretiva, mas os políticos podem intermediar, comandar e incentivar falcatruas sem que sejam impedidos legalmente, inclusive pelos seus pares no Congresso. A lei não pode isentar criminosos e ainda lhes acenar com a manutenção da desonestidade premiada.


Participe do Ficha Limpa - Não sei se o leitor já teve a curiosidade de clicar no site do Ficha Limpa, abrigado no Twitter; clique e participe agora. Não deixe que a manobra orquestrada pelas excelências ganhe vantagem. Assine e vete a continuidade desse conchavo prejudicial à ordem e ao progresso no país. O  Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral traça intenções de limpeza. Sabão, balde e vassoura são simbólicos, mas a sua assinatura pode fazer a diferença e interceptar as más intenções dos políticos.

Quer treinar a escrita? Você já assistiu Intrigas de Estado? Ótimo filme; alugue o dvd na locadora e acompanhe o excelente roteiro e interpretação vigorosa de Russel Crowe. Gostei muito. Você indica um filme que trate de política, desonestidade ou movimentação popular em busca da ética? Compartilhe sugestões e comentários.

Até a próxima!
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