sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Plante uma árvore, leitor!

                                        Que delícia ouvir o canto dos pássaros logo de manhã! Pois então! Plante uma árvore perto da sua casa e veja o resultado! ( Wiliam Aquino, hoje, no Twitter)

Um pé de amoreira? Tão fácil de plantar, leitor! - arq. pessoal
No ano de 2005 saí do bairro Cristo Rei e vim morar aqui no Mercês; encontrei, logo à entrada de casa, um pequeno gramado, em área considerada hoje por nós como jardim. Naqueles dias de maio eu ficava pensando: vou plantar uma árvore aqui! Quero um dia colher frutas, sentar sob a sombra dos galhos e acordar todos os dias com o canto da passarinhada local. Com a ajuda do Seu Zezinho, o jardineiro daquela época, na primeira ocasião oportuna, plantamos um pé de amoreira.

A realidade - Hoje, caro leitor, tenho todos desejos acima atendidos. Imagine que até agora, enquanto digito a postagem, a passarinhada está na maior cantoria, não apenas nos galhos da amoreira, mas no arvoredo que forma uma verdadeira alameda, aqui na rua. Aliás, o Mercês é repleto de ruas arborizadas; há de tudo. Um dia mostrarei as espécies que fazem sombra costumeira nas ruas do bairro.  

Diga lá! - Já plantou uma árvore, meu caro leitor? Ela cresceu, floresceu e frutificou? Gostaria muito de reproduzir imagens das árvores plantadas pelos leitores. Que tal interagir com a postagem e enviar uma foto com legenda, lá para a minha caixa de mensagens? Eu faria uma postagem exclusiva com as contribuições. Que tal? 

Veja:  o site da revista Vida Simples oferece aqui 10 dicas que transformam o seu quintal numa festa...

Até a próxima!

Um bela história de vitória

Já acompanhei  muitos alunos no processo de aprimoramento da escrita; tenho a maioria dos nomes bem guardados na memória. Uns pela capacidade de superação das dificuldades, assim como pela determinação em apreender, sem hesitar, as minhas recomendações quanto à necessidade de ler, ler e ler com regularidade para melhor redigir textos concatenados.

Ricardo (à esquerda)ao lado da Paula, hoje na UFPR, faz pose para festejar a visita do Benett  no meu curso - arq. pessoal




                                                Oi, Professora.
                                          Terminei a minha primeira prova do curso. Volto a agradecer pelo que me ajudou. Fui a  2ª melhor  nota em redação.
                                        Hoje fiz prova de anatomia....muitos termos novos e pura decoreba..Meu Deus!
                                       Grande abraço.
                                      Ricardo Possagno

O Ricardo Possagno, em destaque na foto que fiz no dia da visita do cartunista Benett ao meu curso de redação, é um caso excepcional em todos os sentidos. Sabe, por quê? Ele é professor de Física.

No ano passado o colega professor chegou ao meu curso para "aprimorar a escrita" e participou exemplarmente de 25 aulas. Escreveu muitos, inúmeros textos em atendimento às minhas propostas. O resultado? Foi aprovado ao curso de Medicina, lá na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Vibrei com a notícia, caro leitor! O texto acima em itálico é a reprodução autorizada do e-mail que recebi na última quarta-feira.

Aprendi com o Ricardo o seguinte: nada é impossível, quando se está determinado a obter um resultado. É preciso um esforço calculado, centrado na disciplina e na confiança pessoal. Exemplar história estudantil, concorda comigo, leitor?

Até a próxima!

Ação estudantil exemplar em Porto Alegre

Eu leio costumeiramente o jornal Zero Hora, matutino gaúcho com interessantes informes do Sul brasileiro. Veja o que eu trouxe de lá para compartilhar com você, meu caro leitor: a ótima reportagem Estudantes criam painel em tapume para refletir sobre problemas de Porto Alegre, assinada pela  Juliana Jaeger. Não é para ficar bem admirado(a) com a natureza do envolvimento estudantil?

Ação estudantil em Porto Alegre; imagem de Mauro Vieira (Zero Hora, hoje)
Gosto muito de avistar o envolvimento dos jovens nas causas sociais; crianças e jovens, quando inseridos desde cedo nas questões coletivas oferecem amostra esperançosa de cidadania consciente. Mantê-los distanciados das contradições da sociedade, entretanto, é forjar a insensibilidade aos problemas gerais.

Será que o leitor, residente em outros municípios brasileiros, reúne uma boa história de participação estudantil na vida da cidade? Efeitos positivos desse envolvimento serão sempre contabilizados na história da vida coletiva. Merecem compartilhamento e destaque.

Até a próxima!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ótima tirinha, Benett


Tirinha publicada hoje na Gazeta do Povo

Uma das qualidades do trabalho do Benett e dos talentosos com o traço é a capacidade de reunir temas do cotidiano com inteligência. Eu tenho escrito repetidamente a constatação diária dessas crônicas - e, quando surge a oportunidade de saudar cartunistas, chargistas e ilustradores, não economizo as palavras e a emoção de leitora atenta.

Atenção, meus colegas professores de redação e os empenhados vestibulandos, fiquem atentos à tirinha em destaque. O que observam tematicamente? Coloquem a cabeça para funcionar a mil por hora, já e já, porque se eu estivesse na banca que organiza as propostas de redação nos vestibulares e no ( hum..humm...) Enem, ah...eu pegaria a tirinha e lhe ampliaria a importância merecida.

Até a próxima!

Aprimorar a redação; quem deseja?

Tenho um público variado de alunos e separo as intenções objetivas dos meus Encontros Marcados com a Redação, oferecidos em Curitiba desde 2001, quando decidi ser professora autônoma. Há, por exemplo, o encontro que agrupa vestibulandos, a maioria estudantes do 3º ano do Ensino Médio, mas acolho com alegria incontida os universitários, bem naquela fase de organizar o projeto monográfico ou redigir resenhas ou trabalhos acadêmicos de maior extensão como dissertações ou teses. Aparecem, também, os inscritos em concurso público, os adolescentes sem rumo à escrita e os  livres de compromisso seletivo e examinatório, mas dispostos a aprimorar a redação.


Meu contato para aulas: araujodoralice@hotmail.com

Escrever com capricho - Informa o minidicionário do Silveira Bueno, aqui do meu lado, que aprimorar é: fazer com primor; aperfeiçoar; tornar primoroso; acompanhar de atenções; aperfeiçoa-se, esmerar-se. Eu adoro intermediar a melhoria da redação de quem chega com tal propósito, caro leitor.

Passos certeiros e objetivos - Uma pequena amostra de texto redigida na minha frente oferecerá um mapeamento da qualidade da escrita, assim como as suas vulnerabilidades quanto às exigências da comunicação eficiente. Marco aulas particulares, porque, assim, o meu assessoramento é integral, atento e exigente na medida certa. Ao final de cinco encontros, ou seja, 10 horas de atividades, o aprimoramento na redação é visível. Eu garanto a satisfação mútua, porque valer-se com autonomia dos recursos textuais para  orientar e redigir caprichosamente é um espetáculo.

Interessados em Curitiba? Meu endereço eletrônico encimado no cabeçalho do blog é a direção certa. O leitor poderá divulgar a minha prestação de serviço? Fico muito grata pela confiança compartilhada. 

Até a próxima!

Surtir efeito medicamentoso


Na 2ª colherada o xarope Notuss surtiu o efeito esperado-arq. pessoal
 Sábado à tarde fui buscar ajuda médica, ali na Unidade de Saúde Campo Comprido. O motivo? As crises renitentes de tosse que sobrevinham nos últimos dias. É desse encontro entre a paciente aqui e a médica, lá do atendimento de emergência, que componho o diálogo abaixo. Quer acompanhar, leitor? Obrigada.


                              -  Então, Doralice, tome o xarope e esses 2 tipos de antibióticos, disse a jovem médica, esticando a mão para entregar as folhas com o receituário impresso.
                            - Obrigada, espero que as suas indicações surtam efeito. Já não estou mais suportando tanta tosse, eu disse, ao pegar as 2 folhas do receituário.
                             - Ah...vai surtar sim, pode confiar.


Surtir- v.t - ter como resultado; originar, produzir efeito; ter consequência; verbo defectivo. Conjuga-se somente na 3ª pessoa do singular, na 3ª pessoa do plural e nas formas nominais (Bueno, Silveira, Minidicionário da Língua Portuguesa, FTD, p. 738)

Saiba o leitor: eu raramente faço piada ou destaco incorreções, mas não pude conter o riso mal dissimulado ao ouvir a flexão verbal acima, meu caro. Creio que o registro no blog, além do humor natural, vale como dica certeira. Aprende-se com erros, independente do contexto, concorda comigo?

Até a próxima!

Roupas quentes, Woody Allen, durabilidade


Roupas adequadas são de importância vital no frio curitibano- arq. pessoal
Hoje fiz uma associação imediata do tempo e das roupas quentes, que trajamos obrigatoriamente em Curitiba, com a descrição de Eric Lax, no livro que estou lendo sobre o polêmico e famoso Woody Allen. Quer saber qual é o título? Eu explico tudo no parágrafo seguinte.

Excelente leitura - Ontem, eu estava na Biblioteca Pública do Paraná e encontrei em uma das estantes, que serve de mostruário aos livros apenas para a consulta local, o excelente livro Conversa com Woody Allen, tradução do José Rubens Siqueira, da Cosac Naif, edição de 2008. O texto prendeu a  minha atenção, imediatamente. Confesso, caro leitor, que preciso voltar o quanto antes à Sala de Referências, que fica à esquerda da entrada principal, para avançar na leitura e chegar à última página, porque a sucessão de conversas do escritor com o ator é envolvente. Veja o trechinho que anotei e transcrevo agora para você, leitor:

Foto de Woody Allen retirada do Colherada Cultural
                                                        Wood e eu estamos a caminho de Tarrytour, em Nova York, a cerca de uma hora ao norte de Manhattan, onde ele vai falar no fim de semana organizado pela crítica Judith Crist, do New York Magazine. Ele está vestindo calça de veludo cotelê, suéter de cashemere e casaco verde oliva(...)

Olhares oblíquos - Enquanto lia e olhava para os arredores da minha mesa percebi: todos ali, sentados e absorvidos em leitura, estavam bem abrigados. Casaco de lã, suéter, cachecol, gorro, luvas, calças de tecido grosso, inclusive alguns com calças de veludo cotelê, seguiam à risca a ajustada recomendação para aplacar o frio, quando estamos em Curitiba.

Interessado no texto acima? -  Trarei outros excertos futuramente, mas pedirei que a BPP libere um exemplar desse livro para empréstimo. Do jeito como ele está disponível é quase impossível lê-lo inteiramente, do mesmo modo como comprar uma nova calça de veludo cotelê ou um suéter de cashmere verde- oliva. Aliás, você tem alguma calça de veludo cotelê e um suéter de cashmere, leitor? Eu tenho as duas peças, mas são aquisições bem antigas (ah...não ria!!) que fiz em 1992, quando cheguei para morar em Curitiba. São peças muito duráveis e confortáveis, embora com preço relativamente salgado.

Quer saber mais sobre o livro? O blog da lisboeta Livraria Pó dos Livros ajuda.

Até a próxima!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A preferência do leitor do NaMira


Mingau de milho verde? É uma delícia-arq. pessoal
 O leitor é soberano; escolhe o que deseja ler, permanece na página ou sai imediatamente, a buscar novos envolvimentos, mas eu que produzo a maioria do conteúdo do NaMira tenho opções para escrever textos curtos, médios e longos. Dependendo do tema, é claro, eles ganham os devidos tamanhos.

O texto mais visualizado- Ontem eu dei muita risada quando examinei os gráficos do blog. Sabe por quê? Descobri que o leitor gosta muito de milho. A prova? São 1.038 visualizações na postagem que fiz, quando troquei o meu café matinal pelo mingau de milho verde, feito com apenas 2 espigas. Compartilhei a minha receita e os passinhos que empreendo costumeiramente para desfrutar daquela delícia. Quer conferir o texto mais lido no blog? Clique aqui.

Ainda bem que o leitor aprecia as variações do tamanho que ofereço aos textos. Agradeço a receptividade ao que escrevo,  assim como renovo os cumprimentos pela companhia que estimula e prestigia, embora em silêncio, as minhas postagens curtas, médias e longas.

Até a próxima!

Tempo escolar estendido

                          MEC quer acrescentar 20 dias ao ano escolar - aumento, que depende do Congresso, também pode se dar na carga horária diária
                                        (Manchete e sub-manchete da FSP, hoje)

Ainda bem que o ministro Hadadd enfatiza a necessidade de estender a carga horária de permanência dos alunos na escola. Crianças e jovens mais tempo na escola pública bem equipada é medida acertadíssima. A premência dessa deliberação aviva, entretanto, outras necessidades. Já pensou nelas, leitor? Acompanhe a minha reflexão:

Providências estruturais -  Não basta apenas estender a carga horária com o aumento de 20 dias ao calendário escolar, ora vigente em 200 dias - ou esticar a carga horária diária na escola, atualmente em 4 horas. A escola pública, municipal ou estadual, requer providências estruturais imediatas.


O lindo e mal preservado Instituto de Educação- Curitiba, arq. pessoal

Penso que o ministro, os deputados e os vereadores dos municípios brasileiros deveriam visitar as escolas primeiramente, mas as visitas não poderiam constituir atitude panfletária com vistas à próxima eleição às prefeituras e câmaras municipais pelo Brasil afora. Infelizmente, as visitas políticas são agendadas com antecedência. Suponho que as dificuldades estruturais escolares recebam certa maquiagem, afinal, há um séquito de assessores que trabalha no antes e no depois da visita, ainda mais quando a imprensa registra a ida de qualquer político nas aparições públicas. Nenhuma excelência quer ficar mal vista ou mostrar contradições nas fotos ou vídeos.
 
Eu, por exemplo, cidadã, ex-aluna e mãe de estudante matriculada em escola pública, quando entro em uma escola, seja pública ou particular, atento aos seguintes aspectos gerais:

1- O prédio reúne boa aparência; está bem conservado ou exige consertos pontuais?
2- Como age a recepção escolar?
3- Pais e visitantes ocasionais saem da escola com boa impressão da acolhida? Percebem boas condições de segurança aos que estão nela trabalhando ou estudando?
4- A escola reúne salas especiais, por exemplo, de informática, laboratório de língua estrangeira, atividades artisticas, etc? A biblioteca apresenta-se bem equipada e com pessoal de apoio pronto ao atendimento dos alunos e da comunidade vizinha?
5- A área de convívio aberto é agradável? Há, por exemplo, um espaço coberto para que o recreio possa ser usufruido sem descontinuidade, em caso de chuva ou mudança repentina do tempo?
6- Os professores parecem satisfeitos com a remuneração que recebem? O pessoal de apoio administrativo, também?
7- Há um tempo destinado aos professores para que planejem as suas atividades?
8- Há um refeitório? Ele comporta a movimentação dos estudantes? Está em seguras condições? Há suprimento suficiente de merenda escolar? 
9- As crianças e os jovens parecem felizes e integrados ao espaço escolar? Qualquer criança poderia mostrar o interior da escola a qualquer visitante?
10- Eu deixaria a minha filha na escola diante das condições acima analisadas?

Veja  o local da biblioteca da EEBarão do Rio Branco- Belém(PA), arq. pessoal
A última questão, se me permite o leitor adjetivá-la, é crucial e incisiva. Queria ouvir o que responderia o ministro Hadadd, assim como os governadoresprefeitossenadoresdeputados e vereadores, se indagados à saída da escola visitada.

Diga lá! - A imprensa bem que poderia acolher e produzir a minha pergunta de nº 10, não é mesmo, leitor? Não valeria, no entanto, perguntar se a visita fosse feita às escolas técnicas, mantidas com verbas do governo federal e nem à saida de um Colégio Militar, tradicionalmente escolas em melhores condições, se comparadas com as públicas tradicionais. O resultado no Enem 2010 é evidência incontestável.

Suporte financeiro necessário - O ministro da Educação afirmou, segundo a reportagem da Folha, que os recursos necessários às mudanças cogitadas poderiam vir com a destinação de 7% do PIB para a educação. Bom. O que será preciso fazer para que a verba aumente mais 2%, uma vez que apenas 5% é destinado atualmente à esfera educacional? Eu quero saber.

Ouvir o corpo docente e  pessoal administrativo - Acrescentar 20 dias ao calendário ou aumentar a carga horária de permanência diária é um bom começo, mas desde que não sobrecarregue o profissional do ensino, sem a devida contrapartida, assim como não sejam impostas quaisquer mudanças sem que as condições estruturais viabilizem o bom atendimento das necessidades dos que trabalham e estudam na escola pública. Você pensa assim também ou não está interessado no assunto, leitor?

Até a próxima!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Paul Verlaine e céu azul em Curitiba

Céu azul e flores são inspiradores- Curitiba, arq.pessoal
            Canção

O céu azul sobre o telhado
repousa em calma.
Uma árvore sobre o telhado
balança a palma.

A voz de um sino mansamente
põe-se a cantar.

Meu Deus, meu Deus, esta é que é a vida,
simples, tranquila,
como o rumor suave de vida
que vem da vila.

- Tu que aí choras, que é que fizeste,
dize, em verdade,
tu que aí choras, que é que fizeste da mocidade?

(Paul Marie Verlaine, tradução de Onestaldo de Penarfort, in Antologia de Poemas para a juventude, Ediouro, p. 102)

Até a próxima!
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