quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A manutenção da leitura e da escrita

Bom dia!

1º - Ainda estou sob a recomendação médica para digitar menos e não sobrecarregar a mão direita.

2º- Estou treinando a escrita digital com a mão esquerda, porque nos tornamos habilidosamente destros pelo costume desde os primeiros anos de idade, mas creio que poderei empregar a mão esquerda para executar as ações costumeiramente feitas com a direita. É hábito; poderá ser aprimorado.

3º- Há uma suspeita  de que eu esteja com uma lesão, diante do esforço repetitivo com a digitação prolongada, mas já estou tomando os devidos cuidados.

Assim, o trio de pontos acima esclarece a diminuição das postagens, mas não a intensidade do meu compromisso com a leitura e  a escrita; uma hora dessas tudo voltará ao normal.

Até a próxima!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Plantar, ensinar, curar, projetar, cuidar, escrever...

Eu adoro encontrar a revista Almanaque Brasil, quando viajo pela TAM. No último dia 10, ao sentar na poltrona, logo avistei a edição de outubro, ali no bolsão localizado no encosto do passageiro da frente. 

Lendo e aprendendo... -  Descobri no almanaque que no próximo dia 29 de outubro será o Dia das Flores; eu não sabia...- e logo eu que adoro as rosas, as azaléas, os jasmins, as dálias, as papoulas, as margaridas, os lírios, os brincos-de-princesa, entre outras lindezas floris presentes nas ruas, praças e jardins domésticos. Foi nessa revista de curiosidades que eu soube do sonho do Elício Fernandes da Silva, um administrador que trabalha em uma loja de carros, em Guarulhos: ele quer melhorar o mundo. Sabe como? Plantando rosas.

A extensão da atitude de plantar e cuidar das rosas, entre outras flores, é incalculavelmente poderosa; mexe com as emoções dos que as avistam e alcança a harmonização da paisagem urbana - Curitiba, arredores do Parque Barigüi, 2010

Ele cuida caprichosamente das rosas e  oferece aos restos de podas e às mudas descartadas por jardineiros um tratamento digno. Ele os leva para o viveiro ou "hospital", montado no fundo da loja. Lá, o cuidador das roseiras "trata dos galhos quebrados" e das " folhas desidratadas" e, assim, as mudam vão crescendo em beleza e em número. Quem ganha com o sonho do paulista interiorano de Castilho?  Ahahah... o horto de Guarulhos, as escolas e as margens do rio Pinheiros, hoje mais alegres com as rosas que ele cuidou, plantou, vê florir e transformar lindamente a paisagem. Faz a diferença, sem dúvida alguma; merece o destaque da revista e na vida.


Eu sonho, você, ele e nós sonhamos - Cada pessoa guarda um sonho social bonito na vida; creio que poucas criaturas não têm um projeto bem sonhado e que envolva os demais na sua existência, mas é preciso ousadia, determinação e constância para levá-lo adiante. O meu é de ajudar a diminuir as dificuldades dos brasileiros com a leitura e a escrita e o leitor da página sabe que eu descubro sempre um modo de compartilhar esse sonho - e você? Guarda consigo um projeto comunitário? Será que pode compartilhá-lo conosco?

Ampliar os horizontes de leitura, refletir sobre o que lê e expressar ideias através da escrita concatenada; é o trio de ações que mais gosto de avistar nos meus alunos - Encontros Marcados com a Redação, out. 2010

Eu não dou ponto sem nó e aproveitei o assunto acima para elaborar uma proposta de redação aos meus alunos; assim eles treinam a redação de texto dissertativo e exploram um tema, talvez presente na famigerada prova de redação do ENEM. Quer vê-la?


                           O sonho do administrador Elício Fernandes da Silva(Almanaque Brasil, out. 2010) "é  encher o mundo de rosas" - e o seu? O que sonha realizar para tornar o mundo "um lugar melhor" e, assim, contribuir socialmente?

Elabore um texto dissertativo sobre a PARTICIPAÇÃO EFETIVA NA SOCIEDADE BRASILEIRA; atribua-lhe um título e limite-se a 30 linhas.


Uma laçada, duas laçadas e ... - Tenho absoluta certeza, prezado leitor, de que o tema e a proposta acima ajudarão ao jovem vestibulando a rever as suas perspectivas sociais - e muito mais do que um exercício de redação, ele desencadeará a necessária reflexão à condição participativa do brasileiro na busca das soluções de pequeno ou grande envolvimento social. 

Até a próxima!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Parada obrigatória

Bom dia!

Ficarei durante o dia de hoje com o braço direito em repouso -  e longe do teclado do computador. A razão? Um formigamento estranho que dificulta a utilização ágil da mão destra para digitar. Portanto, o leitor não estranhe a diminuição das postagens e dos habituais arremates feitos aos eventuais comentários que você deixa no blog.


Incluirei uma ida ao médico, afinal, um impedimento à escrita, sobretudo para quem faz dela uma divulgadora de intenções, torna o simples e sem  aparente importância um sinal de atenção e cuidados, concorda comigo? Em ocasião anterior, após um trabalho de correção e atualização ortográfica exaustiva, desenvolvi uma bursite  no ombro direito - e, agora, esse formigamento deve indiciar outro mal de quem repete os movimento com o punho e toda a espetacular engrenagem do braço humano.

Por favor - Peço-lhe a gentileza de bem acompanhar as postagens dos blogueiros em destaque, porque a convergência elaborada com a diversidade dos temas e a atenção ao leitor merecem a devida e mútua retribuição.

Caso eu não retorne nos próximos dias, por favor, considere que o descanso de hoje ganhou mais espaço na semana.

Até a próxima!

domingo, 24 de outubro de 2010

Convite irrecusável: reunamos familiares em torno da boa mesa

Preparar um frango bem temperado com arroz e jambu e ver todos da família satisfeitos é uma recompensa; vale muito repetir as providências e consumir o tempo nessa tradição - Antes que seja tarde demais, 2010


As crianças brasileiras ouvem desde bem cedinho a  conhecida cantoria de : " Comer, comer, comer, comer... é o melhor para fazer crescer..." - e eu, você e todos um dia criança, mãe, pai ou professora já cantarolamos o versinho musical anteriormente lembrado.

Comer? Um verbo bem alegre - Eu adoro a boa comida; na minha região amazônica a comida é em muitos lares o centro da atenção - e a cozinha o lugar de conversa e de encontros bons e difíceis, especialmente quando há pouco dinheiro. Os pais trabalham para "colocar a comida na mesa" e o esforço se distribuirá certamente em outros setores da vida familiar. É comum a frase e a distribuição desses esforços em prol da satisfação com o estômago e com a responsabilidade administrativa doméstica, você concorda comigo?

Gostosuras à disposição - Aqui em casa, infelizmente, nos últimos tempos o preparo dos alimentos tem sido mais reduzido - e as minhas idas à cozinha estejam bem ligeiras, embora eu tenha ali no congelador: postas de carne assada, porções de carne moída, ensopadinho de frango, bacalhau refogado, feijoada e até amostras do exótico rol de iguarias do meu saudoso Pará, como maniçoba e pato no tucupi. Todos esses alimentos foram preparados por mim, exceto os amazônicos, trazidos no kit paraense,fraternalmente bem preparado no dia do meu retorno à capital paranaense.

Novas contingências - O motivo da pouca circulação em torno da mesa? Minha filha agora precisa ficar mais horas na escola e argumentou ser mais produtivo e menos cansativo ficar " por lá mesmo e comer alguma coisa, ali perto da..."; eu fiz objeções, mas os filhos, quando chegam aos 15 anos têm nos lábios uma verdade incontestável. Já estive com 15 anos e sei condescender diante da nova contingência. É uma questão diplomática  atemporal dos pais; tento acertar o passo, sempre - e você? Faria o mesmo? Tem alguma boa sugestão?



Desfrutar de um delicioso vatapá assim (com bônus em camarão!!) é alegria apenas concedida, quando se está em família - Antes que seja tarde demais, 2010

O quadro atual - O resultado disso tudo é que temos almoçado menos vezes em casa, exceto nas raras ocasiões domingueiras ou quando alego a saudade da nossa conversa demorada, lá na mesa da cozinha. Com você também acontece assim, prezado leitor? Estive em Belém recentemente e ainda vi meus sobrinhos voltando para almoçar a maioria das vezes durante a semana. Será que os apelos saborosos da mesa paraense são mais tentatores? Será que o movimento rotineiro de escola e trabalho obedecem ditames especiais, bem diferentes daqui da capital paranaense? Um bom tema para pesquisar lá e aqui. 

História de saudade familiar - Tenho, entretanto, caro leitor, muita saudade do tempo familiar em volta da grande mesa. Meu pai e minha mãe, lá nas nas cabeceiras e a filharada distribuida nos dois bancos corridos de madeira. Está na memória inapagável desta professora, mas a minha filha não conheceu esse quadro - e, quando a gente não conhece algo é preciso mostrar, relembrar e apontar as vantagens nele presentes. É uma regra. Vale para tudo nesta vida.

Aceite-0, por favor! - Faço-lhe um convite, caro leitor: tente reunir mais vezes os familiares em torno da mesa doméstica. Não importam os que sejam contra; eleja, ao menos um dia na semana para que essa tradição espetacular não desapareça. Aqui em casa somos, quando nos reunimos, apenas três pessoas, mas na minha memória de menina e adolescente, éramos mais do que um time de futebol; isto sem contar com os primos e os visitantes do interior que chegavam até Belém diante de inúmeros motivos -  e em casa ficavam abrigados. O esforço em manter a tradição das reuniões familiares em torno da mesa certamente será recompensado. Seus filhos e netos serão os beneficiados. Pode acreditar.

Até a próxima!

Saem os blogs da semana

Hoje, aos pouquinhos, farei a troca dos blogs indicados à leitura. O interlocutor habitual já conhece o esquema semanal da indicação, mas o que aparece aqui, assim, de repente precisa entender o motivo da renovação.

Requisitos imprescindíveis - Temas pertinentes, atualização constante, estilo, atenção respeitosa ao leitor e distinção na escrita são requisitos para que alguns permaneçam ou/e retornem à página.

Agradeço ao grupo que permaneceu durante as últimas postagens; as suas páginas  continuarão no horizonte visual do Na Mira.

Sugira um blog - Alguma sugestão, prezado leitor? Indique-a; prometo examiná-la com simpatia, afinal será afiançada por você! 

Até a próxima!

Horizonte virtual ilimitado

Bom dia !


Pelo visto e revisto o amigo leitor não esteve interessado nas duas postagens anteriores. É fato. A visibilidade da página caiu. Eu reparei.

Clicou? Eu saberei - De duas a uma: poucos apreciam ler sobre fatos tristes ou que nos pegam, assim pelo gogó, tal como a questão do compromisso ou da transparência das intenções, mas percebi que alguns blogueiros direta ou indiretamente continuam a ler este Na Mira. Sabe como? O sistema do Blogger faz um rastreamento e mostra os blogs e sites que acessaram este bloguinho - e todos que se utilizam do mesmo programa, igualmente, saberão das minhas andanças aqui e lá nos seus espaços. Ficamos empatados. Agradeço o olhar de simpatia.

Assim, portanto, caminha a humanidade...- e, quando os passos são bem cadenciados e os caminhos apontados são do interesse imediato, há sempre gente disposta a parar, dar uma espiada, puxar uma conversa, assuntar e oportunamente voltar, enquanto outros seguem a via rápida do clique certeiro em direção ao horizonte virtual ilimitado. É justo.

Até a próxima!

sábado, 23 de outubro de 2010

O aprendizado das descrições fiéis

Bom dia, querido leitor! Como está? A madrugada chuvosa e a baixa temperatura ajudaram a transformar as minhas horas de sono em um descanso real. Acordei bem disposta e intensamente propensa a muitas atividades. A primeira delas foi a de reunir imagens fotográficas que registram as variadas expressões da Natureza, aqui em Curitiba. O leitor poderá avistá-las, por favor, com a bonomia habitual? Nem sempre a minha máquina fotográfica capta com nitidez a cena, mas a intenção está visível, não é mesmo?


Sob a intensa neblina e obedecendo a vigência do horário de verão é assim que a população enfrenta as ruas, nas primeiras horas da manhã, Curitiba,  Rua Marcelino Champagnat, Mercês,out. 2010


Eu planejei para a manhã de sábado uma limpeza geral em casa, mais especialmente na lavanderia -  espaço repleto de quinquilharias e a exigir uma limpa regular, porque o arvoredo aqui do bairro solta muitas folhas e essas chegam aos mais variados lugares de casa !- no entanto, com o ar chuvoso e frio de hoje deixarei para outro dia, porque se há de ajustar tudo nesta vida, não é mesmo?

Ao refinado leitor -  O dia está frio e úmido e devo às queridas professoras dos primeiros anos da escola e e aos livros que li, ainda menina, essa preocupação em descrever o que vejo e sinto, mas quero combinar algo com você: caso esteja interessado nesse conversê blogueiro continue, caso contrário, apenas olhe as fotografias, salte os parágrafos e leia apenas as legendas, uma vez que elas traduzem com detalhes o que escrevo, porém se quiser prestigiar a postagem integralmente prossiga. Ficarei alegre com a sua receptividade ao longo texto, cheio de muitas intenções, ahahahah...


Um verdadeira tromba d'água, toró ou aguaceiro. A nomeação pouco importa, mas quando chove assim a rotina fica alterada - Curitba, Bigorrilho, Rua Padre Anchieta


Um treino espetacular- As redações que eu e meus colegas fazíamos na escola não tinham nada de chatas, ao contrário, elas ajudavam a despertar na criança e no jovem a necessidade da observação, porque apresentar a caracterização de algo exige olhar demorado e um sentir atento, reflexivo. Recordo-me de que a leitura de " Emilia no Pais da Gramática e Aritmética da Emília, do contribuitivo Monteiro Lobato foi decisiva na minha formação escolar, não apenas descritiva. Tenho comigo um exemplar da 2ª edição, de 1950, enriquecido visualmente com as ilustrações de André Le Blanc e sob a chancela da Brasiliense. Um verdadeiro primor orientativo à redação detalhada, afeita aos pormenores. Poucos estudantes, ora vestibulandos ou universitários, inclusive de Letras e Pedagogia, tiveram a oportunidade de ler essa preciosa obra de referência à construção da escrita e à contagem matemática. Uma pena, talvez seus professores não a conheçam efetivamente. Aprecie o trechinho abaixo. Veja quanto ensina...


                            "Gosto dos adverbios, foi dizendo Emília enquanto Ser a levava para a casa das Preposições. Eles prestam enormes serviços a quem fala. Impossível a gente dizer uma coisa do modo exatinho como é preciso  sem usar qualquer advérbio."(cap. de As preposições, p. 63)


A população curitibana acorre aos parques, especialmente nos dias ensolarados; é um fato incontestável - Parque Barigüi, 2010





Na mesma trilha do Lobato estão as descrições de Júlio Verne, em  "A volta ao mundo em 80 dias", traduzido pela Heloisa Jahn e ilustrado por Getúlio Dephin; o meu exemplar  doméstico é mais novinho; é de 2004. O antigo deve ter sido emprestado de casa e sumiu. O que disponho agora é da Ática  e já passou pelas mãos de muitos alunos mais jovens. Ainda bem que as bibliotecas públicas e escolares sabem da importância dessa obra ao imaginário juvenil. Viajar com o autor é fácil; veja como:


                                            " Naquela mesma noite o trem retomava sua rota sem obstáculos, deixava para trás o forte Sauders, transpunha o Cheyenne Pass e chegava ao Evans Pass. Nesse trecho a ferrovia atingia o ponto mais elevado do percurso, ou seja, 2450 metros acima do nível do mar. Dali para a frente os viajantes não tinham mais que descer até o Atlãntico por aquelas planícies sem limites, niveladas pela natureza."(Cap. XXIX, p. 189)



Devo e não nego -  Eu sou uma aprendiz permanente e devo à minha filha a oportunidade de conhecer o texto espetacular de Roal Dahl. A minha garota, hoje com 15 anos, chegou certa vez  em casa com um exemplar de Matilda, tradução de Cecília Camargo Bartalotti, com ilustrações de Quentin Brake e ficou a rir do que lia. Pedi para ler o livro, emprestado na biblioteca escolar -  e hoje sou fã desse ótimo texto. Dê uma olhada no jeito como  o autor descreve:


                           "A diretora estava no meio do pátio, esfregando as mãos com ar satisfeito.
- Nada mal, considerando-se que não estou cumprindo um programa sério de treinamento. Nada mal mesmo - ela disse, e foi embora.
- Ela é louca - Hortência disse.
- Mas os pais não reclamam? Matilda perguntou.
- Os seus reclamariam? Os meus não. Ela trata as mães e os pais do mesmo jeito que trata as crianças, e todos morrem de medo dela. Bem, qualquer hora a gente se fala de novo. Tchau. -E Hortência se foi."
( Cap. Arremesso do martelo, p. 119)


A florada espetacular dos ipês ofereceu aos visitantes de Curitiba um encantador motivo para sair às ruas e passear; eu fiz muitas, muitas e muitas fotos da floração primaveril - Centro Cívico, setembro, 2010




Será que... - Não sei se o leitor treinou o poder descritivo com a mesma alegria e prazer que esta professora. Tomara que sim. Eu faço votos para que a leva de promessas eleitoreiras alcance também ações determinantes, lá no MEC, porque os professores das primeiras quatro séries escolares precisam aprender a ler e a escrever bem, a partir das matrizes descritivas, narrativas e dissertativas. Nossas crianças e jovens merecem melhor orientação, caso contrário serão vestibulandos com temores das propostas, tal e qual aconteceu no ano passado, aqui no vestibular da UFPR: o candidato precisava escrever uma narrativa. Foi um deus nos acuda.


Mais adiante  - Voltarei em outro momento a conversar sobre experiências descritivas, mas agora preciso imediatamente ir lá no funde de casa, na lavanderia. Penso, ao menos, em varrer e recolher as folhas, espalhadas sob o comando do vento da madrugada. Meu pequeno cômodo doméstico não poderá ficar entregue às variações do tempo. 

Até a próxima!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um tributo à Páscoa Costa e Silva

Ontem, com um atraso de dois anos, depois de passar a noite da véspera fortemente preocupada pela lembrança recorrente da amiga Páscoa Costa e Silva, eu soube que a minha contemporânea do movimento jovem cristão - o Mojuvena - e da época universitária, em Belém, desencarnou no dia 20 de outubro de 2008. Foi graças ao Google e aos que escrevem objetivamente na internet. Clique no link e dimensionará tudo.

Finalmente encontrei as informações - Sempre que voltava à capital paraense tentava encontrar notícias dessa inesquecível amiga;  a lista telefônica e as conversas aproximadas não adicionavam nada ao rol de curiosidades que eu mantinha sobre a querida Pascoalitta. Ontem, muito intranquila com a  intensidade da lembrança, pedi aos céus que me iluminassem com uma notícia, uma ideia. Eu já estava deitada, quando pensei: vou ao Google! Levantei da cama, liguei o computador e digitei no busca o seguinte: Pascoa Costa e Silva sociologa. Foi quando eu soube de tudo. A esclerose múltipla fez mais uma vítima. Fiquei comovida e chorei sentidamente.

Nascer, viver e... -Não sei se você, querido leitor, já viu um amigo ou amiga adoecer, assim, de repente e ir definhando velozmente. A última vez  que encontrei com a Páscoa ela já não enxergava mais, precisava de fraldas descartáveis e estava presa à cama literalmente, mas ainda assim ajudava aos que necessitavam.  O telefone era o seu contato com o mundo solidário. Tão vibrante que era a minha amiga querida...


Sempre alegre e expansiva a Páscoa, mesmo com o diagnóstico da EM, ainda nos veio visitar; visivelmente emocionada ela fez questão de carregar a minha filha- Belém, 1996




Estou  hoje entristecida com a certificada separação física que faz emergir as lições da vida com o nascer, vivermorrer, mas que aponta generosamente ao aproveitamento da companhia querida das boas lembranças dos que nos honraram com a amizade. Lembrar e reverenciar; um alento indiscutível.

Um tributo à amiga - Fiz uma busca na minha caixa de fotos impressas para encontrar um registro da imagem feliz que tenho da Páscoa, amiga querida. A foto é escaneada(incluída posteriormente); ajudará a estabelecer uma referência concreta dessa vibrante criatura, mistura de soldado da pátria e defensora dos sem voz. Recordo-me do momento da foto, quando ela ainda conseguia andar com a ajuda da bengala. Estávamos em Belém; no ano de 1996. Depois, quando retornei para visitá-la não encontrei ninguém, lá na casa da família, no antigo bairro da Cidade Velha. Perdi o contato, agora retomado, graças ao Google e aos que registram o movimento da vida e da morte na internet.

Caso alguém em Belém disponha de convivência com os familiares da Páscoa, por favor, abrace-os por mim - e compartilhe comigo o endereço da família. Ficarei grata; gostaria de revê-la e saber detalhes sobre os últimos dias físicos da minha saudosa amiga. 

Até a próxima!

Pessoas ou borboletas sem brilho próprio?

Bom dia, prezado leitor! Ai, ai, ai...

Arroubos excessivos - Estou bem incomodada com o que leio e vejo acerca do movimento político eleitoral na pátria querida. Há quem se disponha a brigar e a comprometer relações estabelecidas em troca de um servilismo bem tolo. Como é que não percebem o funcionamento do jogo e as peças que são trocadas sem a menor cerimônia?  A História mostra o vai-e-vem das peças no tabuleiro. Não vale a pena comprometer as amizades feitas fora do frisson eleitoral. Logo que soprar uma oportunidade partidária o candidato dará as mãos ao primeiro que lhe oferecer vantagens. Trocará de time, venderá o passe e negociará a sua crença ao diabo travestido de santo de pau ôco.


O encosto oferecido pelo partido, time ou credo sofrerá mutações; nem a mais linda borboleta esverdeada escapará, porque um dia... alçará voo rasante em busca de mais alimento e brilho.

Quadro bem ou mal desenhado da vida- Gosto de ideias e de pessoas de bem, não de partidos ou de filiações; nem de corporativismo, servilismo ou atitude do gênero - e você, reza pela cartilha de algum partido, crê cegamente em doutrinas políticas ou religiosas, é inflexivelmente torcedor de um time e jamais está disposto a reconsiderar e a observar que a banda toca e que nem sempre alguns dançam a mesma melodia? 


Ofuscada pela irradiação das luzes a borboleta, assim como o político, apenas diante da iluminação natural e na solidão da espécie, reconhecerá  o seu brilho próprio.

Salve, querido leitor! - Hoje, ainda bem cedinho, visitei algumas páginas dos que seguem o Na Mira; gostaria de poder trocar ideias com todos, afinal, esses 56 seguidores diante de um impulso ou confiança estão aí afiançando a minha escrita e manutenção na página. Pois bem, veja o que encontrei no Então, da Tuka Scalett. Diga lá se também não considera o texto de Guerra Junqueiro bem apropriado ao momento que ora atravessamos? À blogueira refinada e ciosa o meu obrigada pela contribuição indireta.

Gosto de avistar as criaturas mobilizando as suas melhores capacidades e, sobretudo, quando são pessoas de Bem - e você? Prefere seguir as borboletas, apenas quando estão em bando? 

Até a próxima!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A charge e a rendição do leitor

Eu adoro as tirinhas, charges e cartuns, mas as charges ganham disparadamente a minha atenção, admiração e o riso.




Hoje elas serão o assunto central da minha aula da manhã; são excelentes instrumentos para avaliar o grau de informação do aluno, assim  como a sua capacidade de interpretar e traduzir o que lê.


Essa tipologia funciona como uma crônica dos fatos que foram notícia, sobretudo na véspera da publicação do trabalho do chargista - e o estudante desinformado sofre um bocado, caso não tenha referência alguma sobre o que avista.






Hoje dois talentosos conterrâneos  animam a página.  O que o Waldez e o JBosco desenham e escrevem, quando escrevem, diz tudo - e o leitor certamente declara a sua rendição ao humor e à crítica  articulados pelos chargistas. Há muita gente talentosa pelo Brasil afora; muitos desconhecidos, inclusive, mas adoro, quando a comissão que elabora as questões de prova vai lá no rol dos desconhecidos do grande público e lhe dá enorme visibilidade junto ao público estudantil. É assim que precisa ser, pois há os mestres do cartunismo, mas os discípulos têm se desincumbido muito bem do recado.

Participe -Você viu hoje alguma charge interessante; que tal indicar o link? Assim que aparecer uma brechinha no tempo eu virei aqui - e, se você tiver contribuido, libero o comentário participativo.

Até mais...
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