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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Vá conhecer e desfrutar do Parque Gutierrez, também!

 
Ontem à tarde, eu e a minha família fomos conhecer o Parque Gutierrez. A agradável área de espaço público fica no curitibano bairro do Bom Retiro. Na próxima vez que lá retornarmos não esquecerei de levar a câmera, pois a foto feita com o celular não consegue mostrar a intensidade da beleza do recanto. Gostei muito do pequeno parque e além da vista panorâmica, encontrar um lago e uma fonte com água cristalina foram duas agradáveis surpresas. Após o passeio pelo parque, encontramos com uma família que trazia vários garrafões para enchê-los com a água da surpreendente fonte. Observei, também, que as escadas que acompanham o relevo do terreno precisam de um restauro, pois alguns degraus de madeira estão corroídos pela ação do tempo e envolvidos com muito limo, certamente em consequência da enorme quantidade de folhas que caem sobre a área, mas farei hoje mesmo um lembrete à prefeitura através do nº 156. Até a próxima! - arquivo pessoal, 5 de abril de 2015

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Casarões e praias na ilha de Mosqueiro


A manutenção do casario antigo é um modo de preservar a memória arquitetônica - ilha de Mosqueio, Belém, Pa- arq. pessoal 2012
Na semana passada estive na ilha de Mosqueiro, ilha fluvial que dista 65 Km de Belém. A visão de encanto e saudade de quem está distante dos lugares queridos sofreu, entretanto, impactos e constatações alvos da reflexão costumeira. A surpresa com a manutenção é rara e os maltratos às praias, por exemplo, a que vi na praia Grande serão temas de oportunas postagens, meu caro leitor.

Cadê aquele paredão natural de pedras que funcionava como um quebra da correnteza, ali na praia Gande? Quem autorizou a retirada da proteção e manutenção da praia? Mosqueiro, arq. pessoal 2012

Um dos meus irmãos fez conosco um minucioso tour pela Av. Beira-Mar. Eu e minhas irmãs, residentes agora em outras cidades brasileiras, sonhávamos com o momento de rever a grande avenida e diminuir a saudade. Queríamos avivar as lembranças que dela conservávamos na memória. Assim feito, todas as fotos dos casarões  e praias, mesmo sob os limites da câmera do celular serão compartilhadas, tal como fiz nas postagens anteriores. As imagens ajudarão a dimensionar a gravidade da situação, a beleza da ilha e as peculiaridades da região, ora tão perto dos meus olhos.
Detalhes na arquitetura antiga não interessam nem aos estudantes da área? Lambrequins saltam aos olhos nos antigos casarões - ilha de Mosqueiro, Belém,Pa, arq. pessoal 2012
A invasiva especulação imobiliária e as dificuldades financeiras dos proprietários de alguns dos casarões fotografados são evidentes; elas certamente traçarão o destino dos belos prédios, outrora residências praianas das famílias proprietárias. Ao ver o estado no qual se encontram as edificações lamento pela iminente perda da memória arquitetônica mosqueirense. 

Já esteve aqui em Belém e na ilha de Mosqueiro, meu caro leitor? Que tal conversarmos sobre o tema, mesmo que esteja distanciado geograficamente da região?

Até a próxima!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quintais e jardins urbanos?

 
Uma casa com pequena área para um jardim e quintalzinho? Um sonho para muita gente- Curitiba, arq. pessoal
Tenho um amigo que procura uma casa para comprar, aqui em Curitiba, mas que "tenha, ao menos, uma nesga de terra livre para que eu faça dela um quintalzinho"- é o que ele sempre diz.

Morar em uma cidade grande e encontrar um quintal cheio de árvores frutíferas ou de adorno paisagístico com um pinheiro ou uma espécie bem florida é um sonho para muitas pessoas. Quando criança eu morei em uma casa assim; ela ficava no centro do terreno que ocupava um quarteirão inteirinho. Era lá em Alenquer, no Pará. Era uma propriedade da minha mãe, que foi vendida para custear a nossa ida para Belém


O cuidado com o roseiral doméstico é uma herança materna-  arq. pessoal

Não tenho registros fotográficos do quintal e nem do jardim que minha mãe cuidava com esmero, mas tenho lembranças muito vivas na memória. Espécies de árvores, tais como pés de café, cuieira, mangueira, cacaueiro, bananeira, entre outras, estão registradas na minha cabeça. Lá estavam antes mesmo que eu nascesse. As roseiras na frente da casa eram cuidadosamente podadas e formavam círculos e quadrados na grande área da frente; havia uma pequena horta e um pomar amazônico. Meus irmãos mais velhos têm pormenores mais incisivos. Qualquer hora os recolherei como as preciosidades da memória familiar.

Na revista Seleções- Minha mãe contava de que uma vez um repórter da revista Seleções pediu para fotografar o roseiral doméstico, o que ela consentiu. Lamentável, entretanto, que não ter enviado para minha mãe nenhum exemplar da revista. Eu adoraria reproduzir a foto aqui. Seria uma prova viva das minhas lembranças, não é mesmo? Nos passeios que faço pelos bairros de Curitiba o meu olhar vai adentro; muitas vezes avisto pequenos e grandes quintais. O destaque é para mostrar que eles ainda estão presentes em algumas regiões da cidade.

A manutenção e criação de espaços públicos ao ar livre é uma necessidade diante das contingências das moradias urbanas- Curitiba, Parque Tingui, arq. pessoal
Exemplos vivos - Na nossa longa temporada familiar - todos reunidos na mesma casa, em grande composição familiar! - as lembranças incluem sempre a presença de quintais. Nos últimos tempos, entretanto, apenas um dos meus irmãos, residente em Belém, mora em casa com quintal. Lá, há uma mangueira a oferecer frutos durante boa parte do ano. O quintal, ali no bairro de S. Braz, é ponto de encontro da família, pois lá no fundo há uma churrasqueira e área descoberta para estender roupas no varal.

Mora em casa com quintal, leitor? Poderia fazer uma foto para mostrá-lo parcialmente aqui? Eu adoraria reproduzir imagens desse prazer que é poder dizer que vai lá fora no quintal. Se estiver disposto, por gentileza, encaminhe as imagens para o meu e-mail, indicado lá no cabeçalho da página.

Até a próxima!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma reverência diária ao arvoredo local


Antigos cinamomos formam agradável sombra, aqui no Mercês - Curitiba, arq. pessoal

Quando eu ainda era criança ou ainda estudante adolescente era lembrada, a todo momento, do quanto as árvores são importantes à vida de todos. A minha escola nem precisava recorrer ao Dia da Árvore para festejá-las no dia 21 de setembro - ou mesmo reverênciá-las costumeiramente. Sabe por quê? Eu morava em Belém. Lá, a maioria das ruas antigas abriga as mangueiras gigantescas, reservatórios naturais dos benefícios climáticos ao morador ou visitante acalorado na cidade.


Mangueiras circundavam o meu saudoso GE "Barão do Rio Branco"- Belém, arq. pessoal
 Uma constatação entristecedora -  As novas administrações da capital paraense parecem, entretanto, não oferecer ao arvoredo amazônico o mesmo tratamento dos seus antessores. O conluio com a derrubada da floresta começa pela ausência de atenção ao paisagismo embelezador advindo com o arvoredo nas praças, ruas e lugares públicos. Praças antigas são exemplos incontestáveis. Uma volta, por exemplo, no entorno do Teatro da Paz dimensionará a minha saudade. Na Praça Batista campos o visitante ou o morador de Belém rende graças aos antigos administradores, sempre atentos à presença do arvoredo nas áreas públicas. Não tenho dúvida alguma de que os altos índices de desmatamento no meu saudoso Pará, assim como as bondades legais oferecidas aos desmatadores são explicados pela insensibilidade aos pequenos pontos da questão.

Uma agradável surpresa encontrei com as jovens mangueiras, aqui pelo Mercês- arq. pessoal
Farto arvoredo curitibano - Quanto visitei Curitiba pela primeira vez, lá pela década de 1980, fiquei encantada - hoje, em 2011, a cidade continua muito arborizada. Raramente vejo uma rua sem o encanto de uma espécie de árvore. Quando chega, por exemplo, a temporada das flores e dos frutos, há um olhar de reverência do morador local, sempre orgulhoso da cidade bem florida. As amoreiras carregadinhas de amoras são agora a grande sensação, não tenha dúvida alguma. Basta olhar, observar, colher e saboreá-las.

Hoje, meu caro, leitor, é comemorado o Dia da Árvore. Penso que nem é preciso um dia especial. Tenho impressão de que para muita gente, também, mas será que você está incluído no rol de amigos da árvore e, consequentemente, amigo das praças e jardinetes arborizadas, assim como fica sempre atento ao noticiário ligado à vida, manutenção, manejo e destruição das florestas, aqui no Paraná ou nas demais regiões do Brasil?

A temporada das  deliciosas amoras está em alta nas praças e quintais de Curitiba - arq. pessoal


Uma proposta com fins interativos - Que tal, caro leitor?

> Descrever a árvore mais próxima do seu campo de visão?
> Fotografá-la, mesmo com a câmera do celular?
> Que tal enviar a fotografia ao meu endereço eletrônico( olhe lá no cabeçalho do NaMira)? Prometo trazê-la aqui para cima e indicar, evidentemente, a autoria e a legenda do autor da foto.

Nossas crianças e jovens passarão, diante do exemplo dos adultos, a reverenciar a existência das árvores, mas se de nós observarem apenas a insensibilidade, o que esperar dessa geração que prefere ficar dentro de casa, ao contrário de desfrutar dos espaços livres nos parques arborizados com as mais variadas espécies florais ou frutíferas? Façamos a diferença, leitor. Está interessado?

Até a próxima!
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