Bom dia! Obrigada aos 14 seguidores que têm prestigiado o Na Mira do Leitor; a certeza da leitura e a caixinha de comentários bem frequentada fortalecem qualquer página na internet.
Quem escreve deseja ser lido, apreciado - e até mesmo criticado! - afinal, a exposição realizada envolve a pressuposta interação discursiva. Nada que traduza desequilíbrio, tal como vi dia desses em um dos episódios da série House, quando uma das personagens mantinha um blog e dependia dos leitores para tomar decisões. Doentio.
Uma das alegrias que eu tenho ao sair é fotografar para compartilhar no blog as imagens recolhidas, mas sou leiga do assunto, nada sei de ajuste técnico e apenas aproveito as possibilidades oferecidas pela câmera digital ou da função atualmente comum no celular.
Não tenho dúvida de que a fotografia, assim como a pintura, a escultura e a arquitetura são apoios poderosos para estimular uma série de habilidades: o apuro na observação, a descrição objetiva, as articulações temáticas, o senso estético, o material utilizado, além das intenções de quem mira a cena e aperta o clique para registrar ou concertar hamoniosamente os traços, os materiais e as cores.
Quer treinar a escrita ? Crianças e jovens com dificuldade para escrever ficam muito à vontade quando lhes entrego, por exemplo, algumas reproduções fotográficas; a intenção de descrever e atentar aos detalhes desses registos exercita o senso de observação, agiliza a precisão vocabular e alterna expressões de adjetivações objetivas. Experimente.
Proposta 1 - Relatos urbanos - Fiz um registro recente, ali na Rua das Flores, localizada no centro de Curitiba. Você conhece, viveu ou ouviu uma situação curiosa que tenha ocorrido no local? Compartilhe uma pequena narrativa conosco. Não é por menos que o trecho evidenciado pela foto é conhecido popularmente como Boca Maldita. Eu tenho várias pequenas histórias, porque além de passar quase diariamente pelo local ainda costumo tomar um espresso nas caferias, ali em funcionamento. Ouço cada história...
Proposta 2 - A confiança abalada - As cartas manuscritas, depositadas nas caixas de coleta e entregues aos seus destinatários pelos Correios, tendem a diminuir com a profiferação dos computadores, internet nas casas e, principalmente, se estiverem assim, tal como se encontra a caixa acima, localizada em frente ao tubo Bruno Filgueiras, Rua Padre Anchieta, no Bigorrilho.
Você confiaria em deixar uma correspondência dentro de uma caixa de coleta com as condições evidenciadas na foto? Eu não; procuro logo a franquia dos Correios que fica perto da minha casa, mas durante muito tempo colei o selo , lacrei o envelope e enfiei a correspondência na caixa de coleta. Agora não confio mais.
Uma foto, um desenho, uma exposição, uma edificação qualquer sempre contam histórias; ao bom leitor há sempre muito a observar, não é mesmo?
Já estive hoje pelo Twitter; até a próxima!
E partiu o Oil Man
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Ontem, bem no dia do aniversário de 332 anos de Curitiba, a cidade perdeu
um personagem bastante conhecido, que por muitos anos era visto pelas ruas ...
Há 5 dias
Os correios ainda terão muito trabalho, pelo menos até inventarem sistemas de teletransporte como os da "enterprise".As cartas escritas, estas estão fadadas a virarem lembranças de um passado remoto.Diante do "admirável mundo novo", sentiremos saudades dos "dias que não voltam mais".Mas não me entrego fácil, restaurei sozinho um telefone de discar que estava em meu porão, ficou lindo e, quando toca, remete à década de 80.
ResponderExcluirSemana passada vi uma garota de 12 anos exclamar:"nossa, olha o tamanho daquele mp3!" quando viu um "walkman" em um filme.Não há de ser nada, os mp3 se já não "passaram" também "passarão, nós...passarinhos!"Já viu a série "Life on Mars", Profa?
Tenho um colega que se queixou de dificuldades em se expressar, mormente em relação à expressão oral.Vou indicar o "na mira", quem sabe ele possa aproveitar as oportunas dicas para um obrigatório desenvolvimento nessa área.
ResponderExcluirEu também guardo saudades de artefatos e equipamentos antigos, mas lamento pelo descarte que os modernos alcançam, Junior. Exemplo? Já perdi a conta de quantos fones de ouvido comprei para a minha filha. Novas linhas de produtos substituem os anteriores eletroeletrônicos, mas quem conheceu outros tempos sabe a razão da durabilidade das antigas panelas, dos liquidificadores, dos aparelhos de som (o 3 em 1, lembra?), entre outros itens hoje comumente descartados, em razão das "novidades" no mercado consumista.
ResponderExcluirNão conheço a série "Life and Mars"; o que há de interessante nela?
Outra informação: ainda escrevo cartas manuscritas, pois minha mãe, com 91 anos, não se acostumou aos modernos meios de comunicação oferecidos pela internet. Alguns amigos também cultivam o hábito e ainda trocamos cartas, mas deixá-las na caixa de coleta de rua, nem, nem.
Pouco a pouco o átomo está sendo substituído pelo byte como meio de transporte. Nossas mensagens já não trafegam mais pelos objetos chamados cartas mas sim pelos impulsos elétricos dos bits e bytes. Ainda vai chegar o dia em que não precisaremos mais das estações tubos para nos locomovermos, seremos reduzidos a partículas e impulsionados pelo éter até nosso destino.
ResponderExcluirTente, Castilho, traduzir as expressões substantivas aos que nos ensinaram a ler; eles certamente ficarão surpresos, embora desconfiados. Aos que nos precederam e aos que ainda chegarão ofereço a palavra vivida. obrigada pela visita filosófica. Abraço cúmplice pelo olhar que examina e decodifica sentidos.
ResponderExcluirOfftopic
ResponderExcluirDoralice
Obg pelo apoio a causa do Cara Nova no Congresso, alem do agradecimento venho informar que estou lincando seu blog.
Vc esta de parabens pelo seu trabalho.
grato
O protagonista da série sofre um acidente e acorda em 1973.O figurino, carros, objetos, enfim ,a ambientação da década de 70 é muito bem feita.Interessante!
ResponderExcluirA série parece interessante, Junior; indique qual o canal que exibe "Life on Mars". Na década de 70 eu estava saindo do curso de magistério e entrando na universidade. Calças boca de sino, túnicas, minissaia, entre outros ícones e lembranças vividas na minha saudosa Belém.
ResponderExcluirObrigada pela visita gentil, Lord; ideais coletivos, indignações justificadas, expressão das ideias e atitude interativa aproximam blogueiros e leitores com tino e tento. Abraço.
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