sexta-feira, 28 de maio de 2010

Referendando o melhor e divulgando o pior

Costumo indicar links ao prezado leitor. É praxe. Espero que você, embora compromissado tenha tempo e interesse em clicar nessas indicações, pois são as minhas preferidas. Estou planejando estabelecer um rodízio na página e você é meu convidado a sugerir novidades; participe!

Recomendo - Hoje, por exemplo, não deixe de acompanhar o link para Fim da fidelidade na marra, da advogada Maria Inês Dolci, sempre atenta aos interesses do consumidor. Excelente notícia, trazida pelo blog, no portal da Folha de SPaulo!

Aqui em Curitiba encontro quase sempre ótimos lugares para comprar produtos e utilizar serviços, embora encontre alguns senões, mas se um dia você também quiser receber tratamento de rei no bairro Mercês, vá até à Papelaria Otoni(não tem ainda um site!) e, quando quiser comer excelentes produtos derivados de trigo, não hesite em ir à espetacular Familia Farinha, no Jardim Social; hoje minhas recomendações locais.


Eu também estou até aqui! - Semelhante a milhares de brasileiros estou, entretanto, com uma queixa que tem me tirado do sério. Pois saiba o prezado leitor que cancelei - exatamente no dia 12 de março!! - o meu contrato de prestação de banda larga pela BTelecom, hoje transformada em Oi, mas ontem ainda recebi uma fatura cobrando o serviço, atualmente reduzido apenas a manutenção do telefone fixo, uma vez que aderi ao sistema móvel de conexão com outra operadora, além de migrar com os celulares para outra operadora. Manter a fidelidade a qualquer vínculo é atitude que envolve reciprocidade, concorda comigo?

Indignada com a má qualidade - O tempo de tolerância para que "o sistema"(é assim que as atendentes nomeiam a empresa má prestadora de serviço)corrija a irregularidade já está abusivo. Hoje, vou ao Procon-PR ver se consigo sair desse verdadeiro inferno, porque a fatura de maio está paga e o serviço não está sendo oferecido completamente, uma vez que o meu telefone fixo apenas recebe. Estou agora, portanto, a caminho do Procon e vou com uma raiva daquelas...(imagem obtida no Quintal Virtual, ótimo blog do Rodrigo Seco e Flávia Neves

Fidelidade na marra, nem...nem...- Estou gostando desse projeto que acabará com a fidelização nos contratos de prestação de serviços. Simpatia, boa qualidade dos produtos e serviços e respeito ao cliente formam um trio difícil de encontrar, mas é com ele que eu retorno a qualquer lugar. Você costuma agir assim, também?

Compartilhe - Você tem alguma queixa com relação à prestação de um serviço? Ficamos sempre muito quietos e deixamos que instituições prestadoras de serviço público ou privado pintem e bordem conosco, mas a paciência neste caso não é boa companheira, porque quando elas decidem interromper o serviço o cliente não encontra quem agilize a solução para o seu problema. É preciso ir em busca dos direitos do consumidor e mostrar quem manda. É preciso divulgar o pior, sempre. 

Eu já decidi: assim que a pendenga for solucionada farei o cancelamento do meu contrato com a prestadora Oi, porque ela não me fará recuperar as perdas que continuo acumulando, enquanto mantém, caramba, o meu telefone fixo bloqueado para efetuar ligações.

Até a próxima! 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O caminho das pedras, leitor

Aqui entre nós - A leitura do conteúdo de um blog depende de muitos fatores. O maior deles, entretanto, é o interesse soberano do leitor. Aqui, infelizmente... -  se depender dos atuais 16 seguidores - este Na Mira do Leitor aponta a iminência de fechar a banca, ahahaha...

Cadê você, leitor? Trabalha, estuda, faz mil coisas ao mesmo tempo? Eu também, mas estou sempre aqui dando as caras. O meu jeito de encarar esse amontoado de desafios é assim. Faço o meu melhor e  não consigo ficar indiferente aos que comigo empreendem qualquer tipo de interação. Os nomes referendados ali, emcimados à direita da página, no canto nobre dos leitores, são de  grande importância para mim, mas ainda há os que ficam em silêncio, na retaguarda do anonimato, da leitura sem compromisso, circunstancial. Entendo, mas tudo o que escrevo e trago é pensando nesse encontro de afins.

Meu jeito - Mantenho uma grande agenda com telefones, e-mails e novidades sobre todos os meus alunos e conservo bom resultado interativo, graças ao Twitter e MSN, espaços na internet que aproximam até o inimaginável. Com os leitores interativos adoto idêntico procedimento, desde que permitam essa familiaridade que aproxima e estabelece sentidos na leitura de uma página na internet. Alguns consideram esse mirante de pessoas uma bobagem; eu não.

Seu jeito - Somos, ainda bem que somos, pessoas diferentes. Eu sou daquelas que não desistem facilmente de um propósito, embora fique triste, mas não derrotada. Quem me acompanha nessas reviravoltas de intenções na internet e na vida em geral sabe muito bem dessa teimosia calculada. Os obstáculos, aquelas pedras do nosso caminho, devem ser superados, principalmente se mantivermos interesse nesse alcance, caso contrário, o silêncio será plenamente compreensível.

Hoje, independente do seu propósito na visita que faz à página, destaco para você apreciar, rever ou até conhecer a excelente interpretação de My Way, abastecida pelo cativante Robbie Williams.  Eu voltarei amanhã, depois  - e... sempre que for possível interagir. Apareça, se puder. Dê sentido ao que melhor poderemos fazer na rede virtual: aproximar intenções, sob a regência espetacular da leitura e da escrita.

Até a próxima!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tacadas de mestre na redação

Conforme o prometido, sempre às segundas-feiras, este Na Mira do Leitor oferece orientações quanto à elaboração da redação voltada aos vestibulares, mas dois pontos devem ser registrados pelo leitor, caso tenha interesse no tema:

1- Você poderá avistar centenas de postagens com as minhas dicas e comentários sobre o tema de hoje; basta clicar no arquivo do meu antigo blog, mantido na Gazeta do Povo.

2- Identifique-se - caso seja vestibulando, professor de redação ou apenas mais um interessado em aprimorar as suas condições de leitura e expressão das ideias. É imprescindível saber qual é o público que prestigia a orientação aqui presente.

Pontos básicos - Além do conhecimento, emprego e articulação dos recursos textuais (condições de legibilidade, vocabulário, pontuação, recursos coesivos, etc.) observe aos seguintes pontos:


> Qual o objetivo do texto que você pretende escrever - Atente às exigências da proposta para satisfazer aos diversos pontos nela contidos. Exemplos: número limite de linhas, elaboração de um título, aproveitamento dos excertos da coletânea, tipo de linguagem, entre outros requisitos.


> Qual a estrutrura do texto a ser adotada -  A de Resumo? Não desconsidere a objetividade e a menção à fonte, entre outros itens imprescindíveis. Dissertação? Demonstre domínio do tema e exponha as suas ideias com clareza e objetividade, além de articular com lógica as táticas de argumentação necessárias a este tipo de texto.

Vestibular tradicional ou ENEM? Tenho orientado aos meus alunos, independente do tipo de vestibular pretendido, a manutenção do treino constante das diversas tipologias. Sabe o  motivo? Ficar bem afiado na redação de resumos, textos argumentativos, dissertações, análise de charges, redação de cartas, entre outras formas de texto. O treino constante da elaboração de textos manuscritos deixa qualquer candidato seguro aos desafios institucionais encontrados na hora da prova de Compreensão e Produção de Textos, mas também aos que aparecem com o ENEM.


Tacadas de mestre - Aos que objetivam concorrer à seleção das instituições que aderiram inteiramente ao ENEM (a UTFPR é um exemplo) é preciso intensificar a regularidade na elaboração de textos centrados na argumentação e no atendimento das propostas dissertativas.

Fazer duas ou três redações por semana ajuda a ir bem no vestibular, diz diretora da Fuvest (UOL Vestibular) mas, independente dos seus pressupostos objetivos de inscrição, uma redação diária é garantia da segurança  na hora da redação. Foi o que tentou fazer o universitário Rafael(em destaque) no ano passado, quando acompanhava  on-line as minhas orientações.  Quer treinar a escrita? Participe do desafio interativo abaixo :

Proposta 1 - Quais as suas maiores dificuldades para elaborar uma redação, independente do formato exigido?

Proposta 2 - Você conhece os elementos que caracterizam um texto centrado na Narração, Descrição ou Dissertação? Pode indicar, por exemplo, um modelo de redação que privilegie os elementos narrativos? Compreender as características desse trio de matrizes da redação é fundamental para bem escrever.

Observação - As postagens orientativas seguirão de acordo com as necessidades dos que aparecem na página, uma vez que minhas dicas gerais de redação estão disponíveis no primeiro link indicado acima.

Até a próxima!

sábado, 22 de maio de 2010

Dançando conforme o clima

Nem todos os que leem o que escrevo moram em cidades com predominância das baixas temperaturas. Hoje, por exemplo, a mínima em Curitiba, é de 14º C, segundo a Simepar. A experiência de turista ocasional, portanto, não vale para assegurar conclusões incontestáveis, mas ajuda a entender a mudança do ânimo das pessoas diante das alterações do clima. Quer exemplos? O Marcelo Katsuki, blogueiro e editor de arte da Folha de S. Paulo, em conversa no Twitter afirma:  Totalmente, no frio tenho vontade de sair da cama, mas o calor excessivo também me deixa sem ânimo, enquanto as mudanças da estação e o sobe e desce da temperatura para a psicóloga e corretora de imóveis santista Leila Mestre são indiferentes. Ela reforça declando que:  Não  alteram o meu ânimo, eu gosto de apreciar as estações. O frio nos coloca  mais a pensar e no calor é aquela explosão de alegria",  arrematando o bate-papo comigo no MSN.

A conferir os porquês - Você conhece as regiões brasileiras? Do Norte ao Sul, do Centro-Oeste ao Nordeste e deste ao Sudeste as variações climáticas surpreendem. Quem já saiu da sua cidade de origem e atravessou as nossas regiões será será capaz de avaliar as declarações reunidas na postagem de hoje, mas faço-lhe  um convite maior à reflexão sobre o tema: leia o antigo, mas pertinente artigo  As estações do corpo (Superinteressante, edição 148, 2000)



A boa disposição - A época do Outono é interessante, mas as atuais nuvens escuras, frio contínuo e esse ar cinzento que rodeia todos os lugares são incompatíveis comigo. Gosto dos dias claros, ensolarados e com temperaturas amenas. Sou do Pará e lá pelos idos da década de 90, quando cheguei aqui o contraste climático com a minha região de origem despertava imensa satisfação, mas agora fico melancólica. Novos condicionantes chegando.

O enfrentamento diário -  Na última quinta-feira, quando fiz os registros fotográficos que você avista,  a temperatura marcava mínimo de 8ºC, mas o sol presente diminuiu o meu desconforto. Tudo parecia até mais bonito, quando avistei os efeitos da incidência solar, ali pela Boca Maldita e nas imediações da Praça Osório, locais que costumo transitar para chegar ao meu curso de redação, almoçar e tomar o meu insubstítuível café expresso.

Reações diferentes às variações da temperatura - As novidades advindas com o clima, ao contrário da minha queda de ânimo, alegram a muita gente. Os mais jovens, plenamente ajustados à rotina da variação climática de Curitiba, ora muito fria, confirmam. Exemplo? O jovem vestibulando Edson Villela diante das alterações do termômetro é enfático:  Se altera, altera muito pouco. Prefiro calor, nem que seja aquele de 40ºC. Chuva ou frio não me inibem de sair de casa, nem de fazer outras coisas, o que reforça os condicionantes diante das determinações da idade, dos interesses e da motivação interna  diante desse sobe e desce da temperatura.

Conte aqui - Não sei como o leitor tem encarado as variações do clima no território nacional. Outro dia vi uma reportagem na tevê mostrando os efeitos do frio atípico e repentino na amazônica cidade de Vilhena, lá em Rondônia - e a colega professora Nidiane, uma das seguidoras da página, poderá confirmar a notícia  e compartilhar detalhes sobre a queda brusca da temperatura. Ainda sobre as variações do tempo, em troca de conversas ontem no microblog, o cartunista Benett declarou :  Eu adoooooooooro o frio. Por mim o outono seria a estação predominante durante os 365 dias do ano, hehe..., mas será que você também concorda com ele? O jornalista Alessandro Reis é parecido comigo nesse aspecto. Ele afirma que:  Meu humor varia de acordo com o clima, infelizmente. o ânimo despenca com o tempo ruim, Doralice. Concordo, porque as pessoas têm reações diferentes aos condicionamentos, mesmo com idades diferentes. Ainda bem.

Quer treinar a escrita?  Vou adorar liberar o seu comentário sobre o clima e as influências na variação de ânimo do leitor ou das pessoas que fazem parte do seu cotidiano. Apareça. Trocar ideias sobre o tempo é sempre um bom puxador de conversa, não é mesmo? Diante das baixas temperaturas as roupas quentes, alimentação bem equilibrada e fuga ao sedentarismo formam um trio de combate ao rol de reclamos constantes, mas cada um de nós adota algumas providências para driblar esse frio danado - ou o calor excessivo. Conte aqui o segredo. Até a próxima!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

As histórias de quem coleciona itens

Eu moro nos arredores da Praça da Ucrânia, espaço público curitibano que é uma referência nos bairros do Bigorrilho, Mercês e Champagnat. A praça é de todos, principalmente dos feirantes nas tardes e noites de sexta-feira,  dos artesãos aos sábados e durante todas as manhãs dos que leem jornais, dos estudantes que sentam nos bancos para namorar, dos que  ficam ali a passar o tempo, olhar crianças nos brinquedos, mas nos últimos finais de semana, mesmo com a temperatura despencando, tem sido uma cena comum avistar os grupos de colecionadores das figurinhas da Copa, em torno da banca de revista ou acomodados em volta do monumento comemorativo  que dá nome à praça.

Há inegavelmente uma verdadeira febre entre os colecionadores das figurinhas de futebol. Eu soube que num arroubo  de alma ou  só de maldade alguns têm colado de cabeça para baixo as figurinhas dos jogadores da Argentina. Quer detalhes dessa atitude? Leia a coluna do Marcelo Coelho (FSP, Ilustrada, 19/5/2010). Hilária, repleta de informações de época, mas infelizmente apenas para assinantes. Vou pedir ao Marcelo que reproduza a coluna no blog, assim todos poderão rir com as observações do colunista.

Eu já tive coleções de fichas de telefones, quando ainda dispunhamos de modelos diferenciads para fazer chamadas interurbanas nos orelhões. Férias aproveitadas em vários capitais permitiram que eu reunisse fichas da maioria dos estados, mas a minha irmã mais nova foi, aos poucos, acabando com a minha coleção. Hoje gosto de colecionar sombrinhas, mas tenho que cuidar muito bem do meu acervo, porque aqui em casa tenho alguém que pega os meus exemplares e os esquece na escola ou no cantinho do ônibus. São sempre itens irrecuperáveis, ainda mais nesse tempo de chuva. Gosto também de reunir fotografias de leitores absorvidos na leitura, casas interessantes, flores bem populares e espécies áreas em muros ou jardins.


O SIM ou NÃO de colecionar itens - O hábito de colecionar é muito bom; insignificantes são as desvantagens, concorda comigo, prezado leitor? Crianças devem ser incentivadas a adotá-lo, porque ajuda a aguçar o senso de observação, dinamiza a competitividade e instala a construção gradativa de um determinado material ou item afetivamente importante aos que colecionam.



Exemplos - O cartunista Benett colecionava canetas (sem tinta), mas "com a mudança para o novo apê joguei tudo fora", enquanto o contador Valdir Macenco reunia latinhas antigas e embalagens de medicamentos, tipo Vick e outros desconhecidos dos mais jovens, mas anda "sem tempo para colecionar as figurinhas da Copa", embora tenha iniciado a coleção.


Gosto de acompanhar as histórias que acontecem paralelamente ao hábito de juntar itens, lhes dar um formato e atribuir sentidos. Um dos meus cunhados guarda uma coleção espetacular de filmes antigos. Conversar com ele sobre os itens da coleção é ver um par de olhos brilhantes de alegria e aventuras prazerosamente contadas. São histórias de vida real, detalhes de circunstâncias, peripécias incalculáveis e frustrações muitas vezes hilárias.




Quer treinar a escrita? Você coleciona algum item? Tem alguma história curiosa sobre colecionadores? Que tal compartilhar aqui conosco, hein?


Até a próxima!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aviso ao leitor

Desculpas - Ontem não pude editar a postagem com dicas de redação; ficará para a próxima segunda-feira.

Compromissos - Tenho uma tarefa autoral e o prazo, bem apertado, está expirando; o tempo tem sido pouco para os inúmeros afazeres, prezado leitor. Voltarei à noite.

Tenho certeza de que o leitor -  especialmente o que  acompanha com regularidade a edição desta página -   compreenderá as minhas ausências. Aulas, redação de dois livros, a vida doméstica e o rol de exigências que a vida nos joga nas mãos fazem parte do meu cotidiano. São compromissos de primeira ordem.

Até a próxima!

sábado, 15 de maio de 2010

Convite à descontração

Hoje trago algumas direções descontraídas para compartilhar com você neste sábado. Aqui em Curitiba o tempo continua friorento. Os informes técnicos são do Simepar.

O destaque visual na página fica para o francês Claude Debussy, autor de uma das mais belas suites que já ouvi, mas os cliques sugeridos permitirão imediata identificação com as amostras. Não hesite em clicá-las.



 > Cansado de brincar com a comida? A dica é da Luana, em Limões em Papel



> O delicioso Technicolor kitchen, da Patrícia Scarpin



> O vídeo do You Tube que exibe Clair de Lune, de Debussy 




As dicas do leitor - você sugere um link descontraído? Compartilhe conosco direções culturais e curiosidades avistadas por você na internet.


Uma recomendação: procure deixar comentários nos espaços indicados aqui; é um gesto educado e muito simpático prestigiar aos que elaboram informes na grande rede virtual. Costumo oferecer o exemplo, já percebeu?


Até a próxima!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O vai e vem da dengue

Uma história real -  Eu já fui picada pelo mosquito da dengue. Foi em 2000. Saí de Curitiba para uma temporada de férias em Belém - e dentro de três dias amanheci com o nariz entupido, corpo doído, febril e sensação de resfriado. Minha filha era pequena e a família ajudou a cuidar da pirralhinha de 4 anos, enquanto eu só queria cama. Estava literalmente combalida pelo mal-estar.

No dia seguinte eu não conseguia aguentar o formigamento nos pés e mãos, além de incômodos generalizados pelo corpo todo. Conseguia alívio quando ficava embaixo do chuveiro. O corpo estava  sempre quente e com um calor insuportável. Amparada por uma das minhas cunhadas cheguei ao Instituto Evandro Chagas, referência internacional em doenças tropicais. Feito o exame de sangue o diagnóstico foi preciso: eu estava com dengue. Fui picada em Curitiba ou no caminho que empreendi, de avião, até à capital paraense. Sabe como identifiquei esse pormenor? Porque somente depois de três dias o vírus se manifesta no corpo humano. Fica encubado, na moita, esperando a hora do ataque , em alguns casos fulminante.

                   O Brasil registra aumento de 80% nos casos de dengue em 2010; sete estados concentram as ocorrências(UOL Notícias, 9 de maio, 19h)


A imagem do mosquito persegue não apenas os vestibulandos, sempre atentos ao tema nas redações, mas a todos os brasileiros, nas cinco regiões do nosso país. Agora , com o frio intenso e os índices de chuva aumentando o perigo aumenta.


Quem já foi picado pelo mosquito costuma declarar que não deseja" esse mal nem para o imimigo" - eu repeti inúmeras vezes esse comentário.  A dengue é combatida com a prevenção e ajuda de todos.

O combate eficaz - Não deixar a água parada; virar garrafas  a boca das garrafas vazias para baixo e  cuidar dos pneus velhos, pois quando abandonados e jogados ao léu costumam abrigar mosquitos e larvas. O perigo é grande, mas as medidas preventivas são objetivamente claras. Não dá para esquecê-las. Especialistas têm advertido, mas nem todas as pessoas  atinam à importância das medidas preventivas.



A charge do Tiago Recchia( GP,11/3/2010 ) é uma das que mais gosto, quando o assunto é a dengue. O traço, as cores, as informações e a crítica, assim reunidos, sob o talento do cartunista. Sensacional. Nos próximos dias trarei outras, porque a cruzada contra a dengue não pode esmorecer.


Ações sanitárias são envidadas certamente pelos órgãos governamentais, mas ainda não são suficientes para exterminar o mosquito da dengue no território nacional.


Você faz o quê? -  Foi o que perguntei aos que me seguem , lá no Twitter; assim que encerrar o meu período de aulas vou conferir se apareceu algum depoimento. Por favor, acompanhe as respostas ali, no cantinho superior direito da página, espaço que reproduz os meus tweets, em tempo real.


Quer treinar a escrita? Relate brevemente a sua experiência, caso tenha sido vítima ou conheça alguém que sofreu com o resultado da ação do mosquito da dengue. Quanto mais informes tivermos sobre o assunto, menores as oportunidades da dengue atravessar a vida das pessoas.


Leia mais sobre o assunto; clique no link  O Paraná contra a dengue


Até a próxima!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Encontros Marcados com a Redação

Encontro marcado com você - O leitor já foi avisado, mas vale  a lembrança: a partir desta segunda-feira -  o dia escolhido durante a semana -  o blog trará orientações de escrita. O interlocutor específico será o leitor, circunstancialmente vestibulando, porém as dicas servem para todos, porque escrever bem é um diferencial poderoso em qualquer situação. Atendo, lá no meu curso de redação, pequenos grupos de vestibulandos, candidatos aos diversos concursos públicos, universitários em processo da redação das monografias e dissertações, além de colegas professores que trocam ideias ligadas à correção de textos. Escrever bem é marca diferenciadora. Não duvide.


O pacotinho básico  - Para melhor acompanhar a postagem de segunda-feira será conveniente contar com um caderno, pasta ou fichário para acomodar as orientações indicadas aqui e impressas, além de lápis, caneta, cola para papel, borracha e um marcador de texto colorido.  Não deixe de lado o dicionário da língua portuguesa e  corretor ortográfico. A organização e método para bem ler e escrever são coadjuvantes do sucesso. Vá por mim.


A prova da vitória - Na foto a seguir você avista dois dos meus ex-alunos, ambos hoje universitários na UTFPR e UTFPR; eles passaram com bravura pelos 15 Encontros Marcados  com a Redação que ofereço aos vestibulandos. Farei aqui uma extensão da série de aulas.








O cardápio oferecido -  Para obter e consolidar resultados lembrarei de alguns aspectos primordiais na elaboração das redações. Veja se quer encarar:

> A diversidade dos textos e a matriz descritiva, narrativa e dissertativa

> A organização do texto e seus elementos de encadeamento e articulação

> As partes do texto

> As diversas tipologias

> As dificuldades mais comuns na redação

> Exercícios

Âncoras imprescindíveis: Você encontrará aqui as referências habituais aos títulos de livros, revistas, reportagens, charges, tirinhas, fotografias, filmes, receitas e menções ao abundante material existente na internet. Examine tudo e leia cada vez mais.


A troca exigida - A caixa de comentários de um blog, assim como a coluna de leitores de um jornal ou revista, é o coração pulsante desse espaço pressupostamente interativo. Para levar adiante a programação acima a sua participação é imprescindível. Apareça. Indique suas dúvidas. Sugira. Reconsidere. Aponte, inclusive, os meus cochilos de edição (uma letra trocada, uma palavra mal entendida), porque cometer equívocos involuntários ou decorrentes da pressa na digitação ou mesmo pela ignorância é um fato circunstancial. Agradeço a advertência do leitor atento. acredite. Comente; não hesite em expressar as suas observações. É dando que se recebe, não é mesmo?

O teste - Já mantive idêntica proposta em outros espaços, hoje desativados, mas quem trabalha com educação sempre está bem disposto a recomeçar, a oferecer um voto de confiança ao interessados e a compartilhar com os demais o que já domina. Uma mistura bem temperada de altruísmo , perseverança e domínio de conteúdo. Gosto dessa imagem, mas aprecio também de reciprocidade, interação. Cobro e espero resultados.

Ei! Quero saber se você  está disposto a aproveitar a oferta deste blog -  Demonstre o seu interesse interagindo desde hoje. Apareça . Mostre que acredita no propósito. Recomende a página. Adicione um link no seu blog, do jeito como a  Nidiane, a Rita Vaz e outros leitores já fizeram. Quem escreve quer ser lido, apreciado, aplaudido ou criticado; o resto é conversa  fiada. 


Até a próxima!

domingo, 9 de maio de 2010

O que tem de almoço, mãe?

Minha mãe não vai mais à cozinha como antes. A dona Maria Luiza está com 91 anos e suas mãos, embora toquem lindas canções no teclado do piano, ficam trêmulas para preparar aquele delicioso filé acebolado que tanto nos encanta. A sorte é que aprendi a fazer essa comidinha de mãe e minha filha certamente saberá prepará-la, quando necessário.

Sem poder resistir - Sempre fugi do apelo comercial e da comemoração piegas que a maioria das datas festivas assinala, mas gosto do Dia das Mães, talvez porque agora sou uma delas. Na foto em destaque compartilho com você um registro daquela que me educou verdadeiramente para a vida de ais, ufas e pouquissimos obas. Na fotografia, feita recentemente quando estive em Belém, minha mãe aparece ao lado de uma das minhas irmãs, o anjo guardião da família e exemplo de invejável fraternidade.

Qual a comida de mãe que você mais gosta/va?  As respostas vieram dos meus interlocutores, lá no Twitter, mas você também poderá responder, caso deseje interagir comigo neste domingo, dedicado às mães. Confira algumas respostas que recebi:

  "Ah! A lasanha que a minha mãe faz é imbatível. O bolo de fubá também..."
                                               (Alessandro Reis, jornalista)

"O inevitável feijão com arroz, bife, ovo frito e batatinhas fritas."
                                      (Nereu Augusto Ganter, advogado )

"Carne de panela derretendo na boca."
          ( Cilmara Castilho, banqueteira)

" Bife a milanesa."
(Marcelo katsuki, jornalista e blogueiro de comes e bebes)


São da poetisa paranaense Helena Kolody os versos que você lê em destaque abaixo; as mães parecem sempre elevar suas vozes para rogar ao Criador diariamente em:

Prece
Concede-me, senhor, a graça de ser boa,

De ser o coração singelo que perdoa,

A solícita mão que espalha, sem medidas,

Estrêlas pela noite escura de outras vidas

E tira dalma alheia o espinho que magoa.

Corra para o abraço - Espero que o leitor possa ainda abraçar a sua mãe e se não dispõe mais dessa possibilidade imperdível possa cumprimentar as mães mais próximas. Há muito a considerar e a prestigiar na abençoada função materna, concorda comigo?     
 
Quer treinar a escrita? Broncas, advertências e carinhosas atitudes são durante anos seguidos enviados pelas nossas mães. Quando o tempo passa e nos tornamos adultos  sobressaí o carinho, muitas vezes expresso naquela comidinha "de mãe", não é mesmo? Que tal aumentar aqui a lista ?  
   
A receita do filé acebolado segue aqui, caso deseje alguma dica de preparo é só perguntar. Não sou aquela perfeição na cozinha, mas os que já comeram esse filé  não têm queixas. Infelizmente não disponho de uma fotografia no arquivo pessoal para ilustrá-lo, mas prometo tomar as devidas providências.
 
Ingredientes:
>  1 kg de filé bovino
> 1 cebola grande cortada em fatias bem fininhas 
> 3 dentes de alho bem picados
> 1 pimentão médio em tiras bem grossas
> 2 tomates médios (cortados em tiras apenas na hora da fritada do filé)
> sal, pimenta e cominho, duas colheres de sopa de vinagre e manteiga para dourar a carne
 
Modo de preparo - Na véspera prepare a vinha d'alhos(a mistura de alho, pimenta, sal, cebola e vinagre) e envolva a porção de carne. Guarde na geladeira em vasilhame bem fechadinho.
 
Na hora de preparar o filé -  Retire a carne da vinha d'alhos e deixe que todo líquido seja escorrido(suas mãos podem ajudar nessa tarefa). Passe uma camada de manteiga no filé para deixá-lo protegido. Com o fogo brando coloque dentro da frigideira a carne para que forme uma capinha. Vire o filé com a ajuda de um garfo. Repita a providência até a carne que esteja "no ponto desejado"( mal/bem passada). depois dessa etapa retire o filé da frigideira e reserve. Coloque um pouco de óleo na frigideira; deixe esquentar e aos poucos distribua os temperos da vinha d'alho acrescentando também os tomates. Misture bem. Tampe a frigideira para que os temperos refoguem inteiramente. Quando perceber que  o refogado está do seu gosto é a hora de colocar a carne no meio da fritada.  Em três minutos o filé acebolado está pronto para ser servido. A quantidade satisfaz quatro pessoas.

 
Acompanhamentos  - Na minha família, quando mamãe fazia esse filé, tínhamos na mesa: uma travessa de arroz, farofa feita na manteiga, uma saladinha básica e purê de batata inglesa; na sobremesa porções generosas de açaí ou uma torta fria de cupuaçu ajudavam a tornar aqueles almoços em família inesquecíveis.  Até a próxima!
 
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