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sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Nossas frutas", poema de Ducarmo Souza

 
Pupunhas fazem excelente companhia ao café- arquivo pessoal



Conheci algumas pessoas, mesmo sem jamais tê-las encontrado pessoalmente. A Ducarmo é uma delas; o nosso contato foi intermediado pelas vitoriosas consequências da leitura e da escrita. Quer saber a história, caro leitor? Explico no parágrafo seguinte.

Certa feita, talvez pelo ano de 2002, um jornal paraense publicou um comentário da minha autoria na coluna dos leitores e a repercussão veio através de contatos por carta; foi o caso da Maria do Carmo A. de Souza, cearense, radicada na amazônica Belém há mais de 50 anos. Os versos abaixo são da autoria da querida conhecida. Até meados de 2011 ainda recebi cartas e um livro, tal como o Belém- Cidade Faceira, do qual selecionei alguns versos abaixo.

     Nossas frutas

Nossas frutas coloridas
Causam grande admiração
Tem jambo, tem murici
Abacate e melão

O cupuaçu saboroso
Biribá, acerola
O famoso açai
Bacuri e graviola

Tem a ameixa pretinha
A castanha do Pará
Tucumã, umari
Também taperebá

Tem frutas de vários tipos
O mamão, a mangaba
Tem a jaca grandona
carambola e goiaba
 
Coquinhos de Açaí, fruta famosa e apreciada internacionalmente- arquivo pessoal


Fonte de vitamina C
O gostoso abacaxi
Laranja, tangerina
O caju e o sapoti.

A manga, o abrico
Uxi, maracujá
Melancia, jenipapo
Tem pupunha e tem ingá.

As frutas nos dão saúde
São fontes de energia
Precisamos consumi-las
Para ter vida sadia.

(Souza, Ducarmo
Belém- Cidade Faceira, Imprensa  Oficial do Estado, IOEPA/2008, p. 79)

Oportunamente , outros conhecidos, sob a mesma condição da Ducarmo ( Fundação Nazaré), estarão aqui.

Até a próxima!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O leitor comenta; siga o exemplo, também!

 
Não há quem resista ao encantamento dos parques em Curitiba. Parque Tingui, na Festa de S. Nicolau, arq. pessoal 2011
O Marcelo Nolaz aceitou o meu convite para puxar a cadeira e sentar aqui para uma conversa. O tema? A postagem anterior; nela a questão central era a função objetiva das nossas cidades. A transcrição do comentário abaixo é um exemplo de clareza na exposição das ideias.


 Dora, baseado na minha experiência de viver neste momento fora do Brasil, o que posso perceber é que nossas cidades de fato além de nao estarem preparadas para atender às necessidades das sociedades em que ela habitam, os espaços públicos/coletivos desrespeitam qualquer idéia de coletividade. Sao carros estacionados sobre as calçadas, bares com as mesas espalhadas por toda a calçada, lojas com seus diversos cartazes, anúncios, etc. sobre as calçadas, música com altura muito além do permitido, ambulantes, etc. Bem, poderia escrever um montao de exemplos, coisas que um cidadao europeu, em geral, nao está acostumado a ver em suas cidades. É uma pena que perdemos o respeito pelos valores mútuos e infelizmente os espaços coletivos, muitas vezes, sao utilizados pela imposiçao violenta, por aqueles que se consideram proprietários de tais espaços. Acredito que necessitamos evoluir muito enquanto sociedade para que de fato nossas cidades possam refletir um espaço que abriga e acolhe a todos, até lá, continuaremos sendo vistos como ¨selvagens¨ por outras sociedades que foram possíveis de evoluir. É isso! 

A  sua participação é importante , caro leitor. Apareça para trocar ideias comigo, também. Um blog é como uma sala sempre aberta para receber as visitas dos amigos, conhecidos e desconhecidos. Puxe a cadeira e digite a sua prosa. A minha única restrição é para com os comentários anônimos, nem sempre distintos e com intenções claras, mas há quem deles se utilize para expressar o que não é possível diante da transparência das ações, o que é uma questão de escolha.

Outro exemplo de interação chegou; veio assinado pelo Carlos Macapuna. Acompanhe o que ele comenta:

           Realmente Dora, nossas cidades estão longe de estarem preparadas para as pessoas, pelo menos para todas as pessoas. Pois sabemos bem que, a maioria das cidades brasileiras não apresentam uma infraestrutura mínima de mobilidade eficiente. Se compararmos com cidades de países desenvolvidos então...

De bike pelo mundo, gostei da ideia! Mas confesso que já pensei, e ainda penso, em viajar nesse mundão de moto! :D


Seja sempre bem-vindo ao NaMira, caro leitor.


Até a próxima!

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