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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A voz saudável de um professor

Hoje, antes das sete da manhã, desmarquei todas as minhas aulas. Sabe o motivo, leitor? Estou completamente sem voz. A dupla formada pelo tempo chuvoso e a friagem de ontem intensificou a crise de afonia, ou seja, a perda total da minha voz marcada anteriormente pela rouquidão assustadora.
Imagem obtida no SinproRJ 


 Sem dúvida alguma - A voz saudável de um professor é imprescindível para o sucesso da sua função profissional.

Providências - Gargarejos, chás medicinais, pastilhas, repouso da voz e em último caso  duas doses de antibiótico entram em cena na ordem demarcada pelas vírgulas. Amanhã, meu caro leitor, tenho compromissos e não poderei falhar novamente. Sou professora autônoma, portanto as implicações e perdas aumentam diante dos compromissos desmarcados.

Alguns profissionais podem trabalhar sem a voz, mas um professor sem uma voz saudável parece impossível. Ainda bem que e-mails e mensagens pelo celular viabilizam a notificação da minha ausência.

Ainda sobre o tema... -  O leitor reúne lembranças da voz de algum professor? As variações do timbre da voz têm importância decisiva na atividade docente. Algumas vozes nos fazem dormir ou acordar em sala de aula, não é mesmo? 

Atenção ao timbre e à saúde vocal - Fiquei aqui pensando se nas licenciaturas atuais algum professor ou disciplina do currículo universitário atentam à questão da saúde vocal. É um item de extrema importância. Nos exame médico admissional à carreira docente é costume ouvir a pergunta: Como anda a sua voz? O leitor poderá perceber, assim, a importância decisiva da voz, mas não sei se é cogitada no interior das universidades.

Veja o que encontrei sobre Saúde vocal, aqui no blog da fonoaudióloga Roberta Angelo; é provável que interesse ao leitor, também.

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Quanto vale a hora de um professor na rede pública?

Ontem, depois de ler o texto do jornalista Antônio Gois (Folha de S. Paulo) sobre a saga do professor brasileiro vinculado à escola pública, imediatamente escrevi vários tweets sobre o tema. A interação no microblog foi imediata. Acompanhe-a com a leitura vertical da minha página, caro leitor; ela mostrará que estão reproduzidos os tweets do Carlos Macapuna e da Ane Beatriz, em sinal da comunicação atenta e interesse temático. O valor em R$ atribuído em remuneração à aula de um professor brasileiro, vinculado à rede pública, merece muita conversa. Lamentei não encontrar nenhum colega professor conectado ao Twitter, naquela hora.

Imagem: arquivo Google

Expressão dos leitores  - Simultaneamente, reforçada pela receptividade aos tweets que escrevia, enviei o comentário  abaixo ao Painel do Leitor, teoricamente o espaço cativo dos interlocutores da Folha de S. Paulo.  Ele não foi destacado na edição impressa de hoje e nem na versão online. Não faz mal; centenas de leitores, segundo o antigo editor da  coluna, acorrem ao espaço. Selecionar as pertinências e os que atendem às indicações da Redação é "uma coisa de louco". Posso imaginar; você, também? O jornal paulista, apesar das críticas, tem muito destaque em âmbito nacional. 

Veja o meu comentário:

Seria bom esclarecedor  e mereceria o  meu aplauso se a Folha fizesse uma arrojada radiografia dos salários pagos aos professores pelos municípios e estados brasileiros. A resposta seria oferecida  à questão levantada pelo jornalista Antônio Gois ( Quanto vale um professor, Folha, hoje); ela judaria  sobretudo a esclarecer  a população que reclama da escola pública, mas  não sabe como um trabalhador do ensino tem remunerada a sua hora de trabalho.

Tenho a impressão de que os colegas professores têm até vergonha de relatar o valor, sempre camuflado com benefícios e outros dados confusos ao leigo no assunto. Números em R$, Folha, por favor.

O comentário acima não foi publicado no jornal, mas está aqui. É, portanto, a prova inconteste de que o assunto rende, prezado leitor. Está disposto a levá-lo adiante? Pois, então, arrisque ou indique o valor que o seu município ou Estado paga ao trabalhador do ensino escolar? 

Até a próxima!
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