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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Para não esquecer, vestibulando


A tira é do Benett ( Gazeta do Povo, hoje)
A tira do Benett é ótima para treinar uma continuidade de texto ou parágrafo argumentativo; ela permite, caro leitor e colegas professores de redação, explorar a capacidade do candidato (estudante do ensino médio ou vestibulando) de estabelecer uma sequênciação com lógica. Afinal,  quem lê e escreve com desenvoltura certamente exibe as habilidades de interpretar e elaborar a composição de frases ou parágrafos assentados na integibilidade e atribuição de sentido às palavras.

Eu garanto - Meus alunos, sempre atentos a tudo, não esquecerão.

Obrigada pela ajuda, Benett!

Até a próxima!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Verdes anos, maracujás e treino da descrição

Será que o leitor leu Meus verdes anos, de José Lins do Rego? É um livro precioso e muito querido para mim; costumo reler determinados  trechos para aprender a exercitar com gosto a descrição. Veja ali um dos  meus excertos preferidos; está à página 345, na edição da Livraria José Olyimpio:
(...) Acordava com os seus cantos. Estalava nos gorjeios, vibrava ao sol, com os albores da madrugada. Corria da cama, ia mudar a água de seu cocho, deixava alpiste na gavetinha (...) E cantava. Enchia-me a alma aquela maravilha da criação. Os outros pássaros rondavam por perto da sua gaiola, atrás do alpiste que o meu príncipe derramava na sua abundância de lorde. (...) Até o juiz quando passava para a casa da Câmara, parava, gozando as delícias do meu canário. Era meu, todo meu...


Como é bonita a flor do maracujazeiro !- reprodução via Google


Eu nunca tive um canário ou qualquer animal, mas certa vez  joguei no quintal umas sementes de maracujá, quando ainda morávamos juntos, os irmãos e minha mãe, já uma senhora viúva naquela altura, lá na Rua João Balby, em Belém, no meu saudoso Pará. As sementes germinaram e dentro de um tempo perdido na memória um maracujazeiro começou a pedir espaço, logo à entrada da nossa cozinha, lugar estratégico de convivência e que abria a visão de todos para um quintalzinho lateral. No começo, tudo foi calmo e recompensador; em tempo de frutos - ah.. tivemos uma bela colheita doméstica. Como era bom quando eu estendia as mãos para pegar 1, 2, 3, 4 ou outra quantidade de maracujás! Vê-los em processo de desenvolvimento era uma lição de botânica; a linda flor, o fruto  dela brotando, aquela bolota verde crescendo e dentro de pouco tempo  a exibir um amarelo inconfundível. Lindas lembranças tenho do meu pé de maracujá, caro leitor.


Chegaram, porém, as lagartas e começaram a criar uma confusão danada em casa. Minha mãe certo dia disse com aquele seu ar de matriarca e dona de grandes decisões: olha, Dora, vamos ter que cortar o teu maracujazeiro, minha filha. Eu tremi, pois era o meu brinquedo, a minha floresta particular, o meu  queridinho. Chorei tal como choram as crianças diante do inevitável e os adultos na frente das factualidades. As minhas lágrimas, entretanto, não adiantaram. Nem mesmo o cartaz que escrevi com letras grandes e tive que subir na cadeira para bem colocá-lo sob os olhos de todos; nada obteve sucesso. O meu querido foi sacrificado, tal como o que tornamos necessário para bem tranquilizar a paz doméstica ou mundial. É a vida com seus ais e ufas e poucos vivas


Será que o leitor teve um brinquedo, um animal preferido ou uma pequena árvore na sua infância? Que tal descrever um deles? À descrição que tal acrescentar dados da sua alegria diante do ser querido? Prometo trazer aqui para cima as contribuições que surgirem ali na caixa de comentários, ora tão abandonada, coitadinha...


Até a próxima!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A funcionalidade espetacular dos exercícios de escrita

Nada é mais convincente do que a funcionalidade de um exercício de redação. Depois da necessária teoria, entra o caráter funcional, objetivo e certeiro da escrita. Entre as crianças e os jovens é sempre uma pedida exemplar.


Aprender a resumir para quê?

Aprender a argumentar?  Qual a finalidade?

Aprender a escrever bilhetes, fazer um cartaz, um anúncio, escrever carta a um jornal, redigir e-mail ou um fazer relatório de visita ou de estágio? Por quê? Para quê?

Quando as respostas encontram uma finalidade prática não há quem não aprecie, caro leitor. Quer um exemplo? Que tal contar a um parente bem jovem sobre a promoção do crocante Doritos? Eu vi ontem as dicas na embalagem, quando eu e minha filha traçamos um pacotão, enquanto assistíamos um filme em dvd. Quer saber qual é a promoção? Acesse FACEBOOK.COM/DORITOSBRASIL e a sua história pode virar um curta de animação e você pode ganhar uma viagem para Holywood com mais 2 amigos. Basta escrever.

Quer outra opção? Participe do Concurso Cultural de Aniversário Mercadorama. Basta escrever um pequeno parágrafo que atenda à promoção: Qual foi seu aniversário mais inesquecível? Simples e fácil, não é mesmo? E ainda ganha prêmios. Eu vou tentar... ahahahah...

Diga lá - Reclamar, sugerir, encaminhar pedido, advertir são, entre outras ações, atitudes ativas, plenamente funcionais, bem do jeito como devem ser os exercícios de escrita, concorda comigo, leitor?

Simular situações de enfrentamento real oferece ao exercício um caráter excepcionalmente envolvente, ainda mais na escola; não há criança ou jovem que tenha o ânimo arrefecido, quando a escrita obedece ao caráter funcional. Mais adiante, na vida adulta as exigências da prática universitária, na rotina diária no trabalho ou nas injunções da existência na sociedade, mostrarão o valor dos exercícios escolares atrelados à funcionalidade das práticas de redação.

Treinar a escrita digital com função objetiva é um espetáculo; vá por mim!- arq.pessoal


Quer outro exercício? Pensei em duas alternativas bem ajustadas aos vestibulandos. Acompanhe:

Leia a reportagem As greves que fizeram história(Marcela Campos, Vida Universitária, Gazeta do Povo, 15 de agosto) e encaminhe um comentário ao Twitter  do suplemento estudantil. Escrever uma frase tuiteira com 140 caracteres é uma opção; se desejar alongá-la mais em um parágrafo de seis linhas, por exemplo, que tal enviá-lo à Coluna do Leitor?

Aproximar a realidade da prática de escrita estudantil é uma opção certeira de sucesso; eu garanto. Tenho a experiência pessoal com a redação; o leitor do NaMira bem sabe.

Até a próxima!
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