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| Reprodução via Google |
Ajude-me a entender! - Por que não somos exemplos aos mais jovens, leitor? O que nos falta para imprimir uma marca positiva nas lembranças que as crianças e os jovens levarão pela vida afora, tal como nós, em um certa altura da existência tanto admiramos?
Eu gostava com admiração visível da atitude de alguns professores, do talento letrista de Chico Buarque, da talentosa trajetória dos dos Beatles; nenhum político, entretanto, fazia os meus olhos brilharem, mas admirava o talento do Machado de Assis e Charles Dickens com as palavras, a dedicação de Freinet à criança, as ideias de Carl Rogers, a música encantadora de Debussy e a alegria contagiante da produção autoral do maestro Verequete, lá no meu saudoso Pará.
Hoje? Afora os antigos professores, Carl Rogers, Machado, Charles Dickens, Freinet, Debussy, Beatles e Verequete, não tenho admiração por mais ninguém. Alguma simpatia aos cartunistas e aos jornalistas anima a questão, mas olho e olho em busca de um político, porém todos estão vendidos e enebriados pelo canto da sereia, aquela que dá a chave dos cofres públicos e o aparato oficial para o desfrute outorgado pela atitude incauta do eleitor. Triste realidade.
Os jovens não têm exemplos atuais para admirar; nem eu. Você discorda de mim, caro leitor? Tem alguém para exaltar os exemplos?
Até a próxima!

