quinta-feira, 3 de junho de 2010

Comece com um Clube da Meia

As boas condições de enfrentamento climático - O leitor pode estar bem aclimatado à temporada de friagem desse final de Outono; parabéns se este é o seu caso. Eu, ao contrário, sofro com os rigores das baixas temperaturas, apesar dos cuidados e ajustes que implemento em casa ao vedar, por exemplo, as entradas de corrente de frio, mas sem a proteção das roupas adequadas e a alimentação calórica eu morreria entrevada com a intensidade desses friorentos dias de Outono.


Eu tenho, você, nós temos frio -  Quando a temperatura despenca fico bem covarde para sair  de casa e agir normalmente, mas é quando penso ainda mais nos que têm menos condições do que eu para enfrentar os rigores do clima. Por favor, não vá imaginar bobagens, porque eu não quero carregar o mundo nas costas, mas sempre fico atenta a tudo, especialmente quando examino as situações sob o pêndulo da experiência vivida.

A primeira providência é fazer uma limpa nos armários de roupas, porque arranjar abrigo e soluções mais complexas e definitivas para combater a miséria social não depende apenas de uma pessoa, mas da união de grupos, da arregimentação das ideias assentadas em justiça social e outras providências, relegadas, infelizmente, pelos que nunca souberam o que é viver em dificuldades ou têm o egoísmo presidindo todas as suas atividades.


Uma ideia bem simples - Aproveitei o feriado de hoje para arrumar o meu armário e fiquei pensando em fazer um convite ao leitor. Que tal você iniciar um Clube da Meia, iniciativa solidária e que você também pode dar a partida ai dentro da sua família, na escola, no ambiente de trabalho, no bairro onde reside. Coisa simples, mas de um alcance excepcional. Quer uma prova? Experimente ficar sem meia nesses dias de frio. Nossos pés imploram pelas meias, ainda mais no frio curitibano. Quando tiver uma boa quantidade de meias, novas ou usadas, você poderá levar, por exemplo: a um local que abrigue idosos ou a um orfanato, um albergue ou mesmo a qualquer lugar que precise de ajuda humanitária.


Educar os sentimentos  -  A experiência familiar e a minha convivência com milhares de estudantes, ao longo dessas últimas duas décadas e meia, têm reforçado a crença inabalável na educação dos sentimentos. Crianças, jovens e adultos educados emocionalmente sempre serão pessoas melhores. Eu não tenho dúvida alguma. Diariamente encontro amparo teórico nas boas lições de Dewey e nas atitudes concretas de um punhado de gente anônima que faz o bem sem olhar a quem.


Tomara que... - Ficarei torcendo para que você seja mais um  fundador não apenas de um Clube da Meia, mas do Sapato, do Gorro, do Cachecol, do Cobertor e, também da Solidariedade. Não deixe deixe de clicar no link a seguir, quando avistará o exemplo invejável de ajuda humanitária dos Médicos Sem Fronteiras, excepcional ideia que auferiu o Prêmio Nobel da Paz em 2009.

Compartilhe uma boa história no Bem - Você conhece alguém ou um grupo de pessoas que desenvolvem algum trabalho solidário não apenas diante do frio, mas também dos demais rigores da vida? Que tal contar um pouco sobre essa experiência? Não economize detalhes; escreva  e descreva minuciosamente.

Até a próxima!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Receita testada para fazer ótimas redações

Vá por mim - O suporte da escrita objetiva, concatenada e satisfatória está na reunião dos quatro pilares a seguir: experiência regular de leitura diversificada, na compreensão dos objetivos da proposta, das intenções do texto elaborado e da articulação dos recursos textuais. O estudante mal orientado apenas tentará fazer uma cópia capenga dos modelos solicitados – e até conseguirá a condescendência na leitura do corretor (alçado à condição de super leitor!), mas se compreender a estrutura do texto e o seu alcance objetivo junto ao interlocutor conseguirá escrever satisfatoriamente textos coesos, não apenas para fins ligados ao vestibular, mas também para as diversas situações comunicativas presididas pela escrita.

Dicas:
> Manter-se bem informado sobre a diversidade dos temas.
> Atender integralmente à proposta.
> Atentar à estrutura e ao formato (conteúdo e forma) do texto.
> Articular os recursos textuais para qualificar a redação.

Evitar:
> Divagar.
> Utilizar expressões clichês e mesmices.
> Negligenciar as boas condições de leitura do texto pelo corretor, em decorrência da aparência descuidada da redação.


A dúvida do estudante - Na semana passada a vestibulanda Marcela, lá de Bauru (SP), deixou registrada na caixa de comentários a sua dificuldade para articular argumentos e distribuir racionalmente o tempo destinado à elaboração da redação.

Pois bem, prezada estudante, quem escreve textos de opinião precisa dominar o tema da redação e articular argumentos em direção ao ponto de vista ou tese sobre determinado tema(motivos, justificativas, provas), além de saber encaminhá-los habilidosamente através dos procedimentos  argumentativos, ou seja, exemplificações, enumerações de motivos, comparações, retrospectivas, dados numéricos, entre outros extremamente eficientes.


Quanto ao tempo destinado à composição do texto é importante treinar a redação com o relógio do lado. Quanto mais próximos os condicionantes da hora da prova, melhor para você. Escrever sob pressão do tempo, em ambiente diferente do seu quarto ou da sala de aula, estabelece contigências; é  preciso treinar, simular as situações o maior número de oportunidades.

A estudante que ilustra a postagem de hoje foi uma das minhas alunas de redação em 2009;  agora é uma universitária paranaense. Tenho ótimas lembranças da sua dedicação e esforço contínuo ao aprimoramento da escrita. Explico mais: embora cansada pela dupla jornada - de trabalhadora e estudante!  - a jovem não relaxava no treino da redações, enquanto outros colegas, apenas estudantes, deixavam atividades inconclusas.

As observações abaixo, prezado leitor, servem para a vida toda:

> Sem conteúdo não há redação e nem papo que se sustente.
> É preciso ler mais, conversar sobre os mais diversos assuntos; sem fundamentação ninguém dá bola para as explicações, sejam elas orais ou expressas na escrita.
> É imprescindível não deixar de aprender a reconhecer os itens necessários para elaborar redações argumentativas.

Pense mais - Ao tentar persuadir, convencer e influenciar a quem quer que seja é preciso pensar, vestibulando: qual é a prova que estou oferecendo para que ele acredite em mim? Se inexistir a prova é porque a sua conversa é furada e nem o seu melhor amigo apostaria nela. Vá procurar, o quanto antes, os informes nos jornais e revistas, na conversa real ou virtual com pessoas que costumam refletir sobre os mais variados assuntos.

Quer treinar a escrita? As inúmeras alternativas oferecidas pelo Banco de Redações do UOL estão à disposição do estudante dedicado. Se eu fosse você com certeza absoluta não hesitaria em fazer todas as propostas e não perderia a oportunidade de treinar a escrita, seja formal ou informalmente. Quem escreve bem é porque descobriu que as palavras obedecem, cumprem comandos bem conscientes. Quem pensa bem, age, estabelece sentidos e leva junto o excelente resultado da leitura e da escrita, companheiras inseparáveis.

Expressões inesquecíveis de hoje:  leitura constante, opinião, tese, argumentos, procedimentos argumentativos e treino constante da redação.

Alguma dúvida? Que tal deixá-la  indicada na caixa de comentários? Até a próxima!

domingo, 30 de maio de 2010

Conversa com quem gosta de visitar blogs

Ao longo desses cinco anos fiz inúmeros contatos com blogueiros e blogueiras; alguns bem ligeiros, mas outros assentados nessa reciprocidade dos que sabem valorizar as pessoas, seus talentos e intenções. Agradável e ilimitada experiência de leitura e escrita.

Um blogário - Tenho um caderno com links para blogs interessantes. Eu o denomino de blogário. Sabe como eu recolho essas direções aqui indicadas? É nessa lida diária com a leitura; às vezes faço uma busca por tema e encontro preciosidades e gente que faz da palavra a ponte da aproximação; além disso, acato sugestões de outros blogueiros. Quer exemplos?


> O Transporte Humano, espaço de extrema importância aos que atentam ao rol de contradições ligadas à mobilidade em geral.

> O blog do Josias- do antenado jornalista  da Folha.

> O Ilustra Soninha, da Sonia Horn - autora da linda ilustração da Casa Rosa de Monet, em destaque hoje, aqui no Na Mira do Leitor.

> O blog do Elson Sepulveda, simplesmente auto-explicativo.

O maior destaque - Não precisa ser uma página cheia de recursos visuais para atrair a minha atenção. Basta que por detrás das informações presentes no blog apareça uma pessoa que mantenha visível interação com as demais,  ofereça algo aos que clicam no blog e, principalmente, dê atenção aos seus interlocutores. Gosto de gente que se comunica, é bem-humorada e escreve com desenvoltura.

Nova lista de blogs destacados - Não sei se você prestou atenção, mas mudei a lista dos blogs que apareciam desde os primeiros dias de vida deste Na Mira do Leitor. Farei uma troca a cada domingo - e, você poderá também acompanhar a atenção dispensada pelo blogueiro aos que lhe visitam a página.

Amanhã, segunda-feira, é dia de postagem dedicada aos Encontros Marcados com a Redação; divulgue-os, mesmo que você não seja mais um vestibulando. Há sempre alguém que poderá usufruir de uma orientação voltada à redação, concorda comigo?

Um excelente domingo, prezado leitor!

Até a próxima!

sábado, 29 de maio de 2010

Que tal: vuvuzela, carro dos sonhos e pamonha de Piracicaba?

Eu sou uma pessoa silenciosa, mas não sou ranzinza. Gosto muito de ouvir música e acompanhar pacientemente o realce dos instrumentos, porém coloco sempre fone de ouvido para não perturbar o sossego alheio. Muita gente, entretanto, ignora os meus cuidados e faz a maior zoada, quando tira o carro da garagem, buzina na porta de casa e permite que o seu cachorro fique latindo bem no começo da manhã de domingo ou nos dias de feriado, quando sonhamos levar o sono um pouco mais adiante.


Vem aí a vuvuzela  - Com a chegada dos jogos da Copa será impossível ignorar a onda da vuvuzela; este artefato sul-africano, uma espécie de corneta de plástico, de mais ou menos 50 centímetros, criado pelo sul-africano em destaque. Freddie Maake -  que também atende pelo nome de Sadam - emprestou ao mundo a sua ideia.

Agora, através das cornetas que trarão as mais diversas cores, o torcedor da Copa deixará o sossego conturbado de hoje como o paraíso sonhado. Esperemos, pois, os primeiros times de futebol entrarem em campo para ver e ouvir  o instrumento satânico, segundo um comentário que ouvi de um senhor, ontem na fila do supermercado, quando ele avistou a cesta de cornetas, ali na nossa frente.

Viva o bom-humor - Ontem, apesar das restrições ao barulho provocado irresponsavelmente, eu ri bastante, quando li um dos tweets do Benett ; ele desabafava assim: " Que essa praga da vuvuzela não se alastre por aqui! Mas como sei que brasileiro gosta de fazer barulho, não tenho lá muuuuita esperança... " -  eu também , cartunista, não tenho esperança de silêncio durante a época dos jogos. Você tem, prezado leitor? Não creio. Futebol e Carnaval, aqui no Brasil parecem ser imunes a tudo.


Ria mais -  Estava com ótima disposição e à noite consultei vários links na internet sobre o uso da vuvuzela. Você sabia de que há, inclusive, um Código de Ética? Confira o trio de conduta dos sopradores da corneta:

1- Não soprar a vuvuzela na orelha de um torcedor que esteja  ao seu lado. Será que um torcedor entusiasmado ou ainda ensandecido com os fiascos dentro do gramado será contido? Temo que o loucos usem a corneta como arma.

2- Não usar a corneta durante a execução dos hinos nacionais. É o que solicita o Comitê Organizador do Mundial, segundo o Esporte Brasil Notícias.

3- Evitar as vuvuzelas durante o minuto de silêncio antes da partida, em menção à morte de alguém. Talvez este seja o único item obedecido, mas dentro dos estádios o clima não é infelizmente de paz e alegria.

Mistureba boa: vuvuzela+carro dos sonhos+pamonha de Piracicaba - Evitar os incômodos com o barulho da vizinhança depende de boas condições; o revestimento acústico ou um chega pra lá pouco amistoso resolvem a parada, mas nem sempre o cidadão dispõe dessas condições. Entra a lei, a defesa do sossego alheio, mas durante os jogos da Copa entrará a lei dos sem-lei alguma, apenas a vontade de literalmente zoar - e, aqui entre nós, a fala que vem do Carro dos Sonhos, segundo a Barbara Horn (no Menina Prendada) ou das Pamonhas de Piracicaba (vídeo do YouTube bem interessante) será música suave nos nossos ouvidos.

Ótimo sábado, leitor! A ilustração ao lado é do Benett(Salmonelas,GP), cartunista que mora em Curitiba e igual a tantos aqui residentes ouve a chamada do Carro dos Sonhos.

Até a próxima!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Referendando o melhor e divulgando o pior

Costumo indicar links ao prezado leitor. É praxe. Espero que você, embora compromissado tenha tempo e interesse em clicar nessas indicações, pois são as minhas preferidas. Estou planejando estabelecer um rodízio na página e você é meu convidado a sugerir novidades; participe!

Recomendo - Hoje, por exemplo, não deixe de acompanhar o link para Fim da fidelidade na marra, da advogada Maria Inês Dolci, sempre atenta aos interesses do consumidor. Excelente notícia, trazida pelo blog, no portal da Folha de SPaulo!

Aqui em Curitiba encontro quase sempre ótimos lugares para comprar produtos e utilizar serviços, embora encontre alguns senões, mas se um dia você também quiser receber tratamento de rei no bairro Mercês, vá até à Papelaria Otoni(não tem ainda um site!) e, quando quiser comer excelentes produtos derivados de trigo, não hesite em ir à espetacular Familia Farinha, no Jardim Social; hoje minhas recomendações locais.


Eu também estou até aqui! - Semelhante a milhares de brasileiros estou, entretanto, com uma queixa que tem me tirado do sério. Pois saiba o prezado leitor que cancelei - exatamente no dia 12 de março!! - o meu contrato de prestação de banda larga pela BTelecom, hoje transformada em Oi, mas ontem ainda recebi uma fatura cobrando o serviço, atualmente reduzido apenas a manutenção do telefone fixo, uma vez que aderi ao sistema móvel de conexão com outra operadora, além de migrar com os celulares para outra operadora. Manter a fidelidade a qualquer vínculo é atitude que envolve reciprocidade, concorda comigo?

Indignada com a má qualidade - O tempo de tolerância para que "o sistema"(é assim que as atendentes nomeiam a empresa má prestadora de serviço)corrija a irregularidade já está abusivo. Hoje, vou ao Procon-PR ver se consigo sair desse verdadeiro inferno, porque a fatura de maio está paga e o serviço não está sendo oferecido completamente, uma vez que o meu telefone fixo apenas recebe. Estou agora, portanto, a caminho do Procon e vou com uma raiva daquelas...(imagem obtida no Quintal Virtual, ótimo blog do Rodrigo Seco e Flávia Neves

Fidelidade na marra, nem...nem...- Estou gostando desse projeto que acabará com a fidelização nos contratos de prestação de serviços. Simpatia, boa qualidade dos produtos e serviços e respeito ao cliente formam um trio difícil de encontrar, mas é com ele que eu retorno a qualquer lugar. Você costuma agir assim, também?

Compartilhe - Você tem alguma queixa com relação à prestação de um serviço? Ficamos sempre muito quietos e deixamos que instituições prestadoras de serviço público ou privado pintem e bordem conosco, mas a paciência neste caso não é boa companheira, porque quando elas decidem interromper o serviço o cliente não encontra quem agilize a solução para o seu problema. É preciso ir em busca dos direitos do consumidor e mostrar quem manda. É preciso divulgar o pior, sempre. 

Eu já decidi: assim que a pendenga for solucionada farei o cancelamento do meu contrato com a prestadora Oi, porque ela não me fará recuperar as perdas que continuo acumulando, enquanto mantém, caramba, o meu telefone fixo bloqueado para efetuar ligações.

Até a próxima! 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O caminho das pedras, leitor

Aqui entre nós - A leitura do conteúdo de um blog depende de muitos fatores. O maior deles, entretanto, é o interesse soberano do leitor. Aqui, infelizmente... -  se depender dos atuais 16 seguidores - este Na Mira do Leitor aponta a iminência de fechar a banca, ahahaha...

Cadê você, leitor? Trabalha, estuda, faz mil coisas ao mesmo tempo? Eu também, mas estou sempre aqui dando as caras. O meu jeito de encarar esse amontoado de desafios é assim. Faço o meu melhor e  não consigo ficar indiferente aos que comigo empreendem qualquer tipo de interação. Os nomes referendados ali, emcimados à direita da página, no canto nobre dos leitores, são de  grande importância para mim, mas ainda há os que ficam em silêncio, na retaguarda do anonimato, da leitura sem compromisso, circunstancial. Entendo, mas tudo o que escrevo e trago é pensando nesse encontro de afins.

Meu jeito - Mantenho uma grande agenda com telefones, e-mails e novidades sobre todos os meus alunos e conservo bom resultado interativo, graças ao Twitter e MSN, espaços na internet que aproximam até o inimaginável. Com os leitores interativos adoto idêntico procedimento, desde que permitam essa familiaridade que aproxima e estabelece sentidos na leitura de uma página na internet. Alguns consideram esse mirante de pessoas uma bobagem; eu não.

Seu jeito - Somos, ainda bem que somos, pessoas diferentes. Eu sou daquelas que não desistem facilmente de um propósito, embora fique triste, mas não derrotada. Quem me acompanha nessas reviravoltas de intenções na internet e na vida em geral sabe muito bem dessa teimosia calculada. Os obstáculos, aquelas pedras do nosso caminho, devem ser superados, principalmente se mantivermos interesse nesse alcance, caso contrário, o silêncio será plenamente compreensível.

Hoje, independente do seu propósito na visita que faz à página, destaco para você apreciar, rever ou até conhecer a excelente interpretação de My Way, abastecida pelo cativante Robbie Williams.  Eu voltarei amanhã, depois  - e... sempre que for possível interagir. Apareça, se puder. Dê sentido ao que melhor poderemos fazer na rede virtual: aproximar intenções, sob a regência espetacular da leitura e da escrita.

Até a próxima!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tacadas de mestre na redação

Conforme o prometido, sempre às segundas-feiras, este Na Mira do Leitor oferece orientações quanto à elaboração da redação voltada aos vestibulares, mas dois pontos devem ser registrados pelo leitor, caso tenha interesse no tema:

1- Você poderá avistar centenas de postagens com as minhas dicas e comentários sobre o tema de hoje; basta clicar no arquivo do meu antigo blog, mantido na Gazeta do Povo.

2- Identifique-se - caso seja vestibulando, professor de redação ou apenas mais um interessado em aprimorar as suas condições de leitura e expressão das ideias. É imprescindível saber qual é o público que prestigia a orientação aqui presente.

Pontos básicos - Além do conhecimento, emprego e articulação dos recursos textuais (condições de legibilidade, vocabulário, pontuação, recursos coesivos, etc.) observe aos seguintes pontos:


> Qual o objetivo do texto que você pretende escrever - Atente às exigências da proposta para satisfazer aos diversos pontos nela contidos. Exemplos: número limite de linhas, elaboração de um título, aproveitamento dos excertos da coletânea, tipo de linguagem, entre outros requisitos.


> Qual a estrutrura do texto a ser adotada -  A de Resumo? Não desconsidere a objetividade e a menção à fonte, entre outros itens imprescindíveis. Dissertação? Demonstre domínio do tema e exponha as suas ideias com clareza e objetividade, além de articular com lógica as táticas de argumentação necessárias a este tipo de texto.

Vestibular tradicional ou ENEM? Tenho orientado aos meus alunos, independente do tipo de vestibular pretendido, a manutenção do treino constante das diversas tipologias. Sabe o  motivo? Ficar bem afiado na redação de resumos, textos argumentativos, dissertações, análise de charges, redação de cartas, entre outras formas de texto. O treino constante da elaboração de textos manuscritos deixa qualquer candidato seguro aos desafios institucionais encontrados na hora da prova de Compreensão e Produção de Textos, mas também aos que aparecem com o ENEM.


Tacadas de mestre - Aos que objetivam concorrer à seleção das instituições que aderiram inteiramente ao ENEM (a UTFPR é um exemplo) é preciso intensificar a regularidade na elaboração de textos centrados na argumentação e no atendimento das propostas dissertativas.

Fazer duas ou três redações por semana ajuda a ir bem no vestibular, diz diretora da Fuvest (UOL Vestibular) mas, independente dos seus pressupostos objetivos de inscrição, uma redação diária é garantia da segurança  na hora da redação. Foi o que tentou fazer o universitário Rafael(em destaque) no ano passado, quando acompanhava  on-line as minhas orientações.  Quer treinar a escrita? Participe do desafio interativo abaixo :

Proposta 1 - Quais as suas maiores dificuldades para elaborar uma redação, independente do formato exigido?

Proposta 2 - Você conhece os elementos que caracterizam um texto centrado na Narração, Descrição ou Dissertação? Pode indicar, por exemplo, um modelo de redação que privilegie os elementos narrativos? Compreender as características desse trio de matrizes da redação é fundamental para bem escrever.

Observação - As postagens orientativas seguirão de acordo com as necessidades dos que aparecem na página, uma vez que minhas dicas gerais de redação estão disponíveis no primeiro link indicado acima.

Até a próxima!

sábado, 22 de maio de 2010

Dançando conforme o clima

Nem todos os que leem o que escrevo moram em cidades com predominância das baixas temperaturas. Hoje, por exemplo, a mínima em Curitiba, é de 14º C, segundo a Simepar. A experiência de turista ocasional, portanto, não vale para assegurar conclusões incontestáveis, mas ajuda a entender a mudança do ânimo das pessoas diante das alterações do clima. Quer exemplos? O Marcelo Katsuki, blogueiro e editor de arte da Folha de S. Paulo, em conversa no Twitter afirma:  Totalmente, no frio tenho vontade de sair da cama, mas o calor excessivo também me deixa sem ânimo, enquanto as mudanças da estação e o sobe e desce da temperatura para a psicóloga e corretora de imóveis santista Leila Mestre são indiferentes. Ela reforça declando que:  Não  alteram o meu ânimo, eu gosto de apreciar as estações. O frio nos coloca  mais a pensar e no calor é aquela explosão de alegria",  arrematando o bate-papo comigo no MSN.

A conferir os porquês - Você conhece as regiões brasileiras? Do Norte ao Sul, do Centro-Oeste ao Nordeste e deste ao Sudeste as variações climáticas surpreendem. Quem já saiu da sua cidade de origem e atravessou as nossas regiões será será capaz de avaliar as declarações reunidas na postagem de hoje, mas faço-lhe  um convite maior à reflexão sobre o tema: leia o antigo, mas pertinente artigo  As estações do corpo (Superinteressante, edição 148, 2000)



A boa disposição - A época do Outono é interessante, mas as atuais nuvens escuras, frio contínuo e esse ar cinzento que rodeia todos os lugares são incompatíveis comigo. Gosto dos dias claros, ensolarados e com temperaturas amenas. Sou do Pará e lá pelos idos da década de 90, quando cheguei aqui o contraste climático com a minha região de origem despertava imensa satisfação, mas agora fico melancólica. Novos condicionantes chegando.

O enfrentamento diário -  Na última quinta-feira, quando fiz os registros fotográficos que você avista,  a temperatura marcava mínimo de 8ºC, mas o sol presente diminuiu o meu desconforto. Tudo parecia até mais bonito, quando avistei os efeitos da incidência solar, ali pela Boca Maldita e nas imediações da Praça Osório, locais que costumo transitar para chegar ao meu curso de redação, almoçar e tomar o meu insubstítuível café expresso.

Reações diferentes às variações da temperatura - As novidades advindas com o clima, ao contrário da minha queda de ânimo, alegram a muita gente. Os mais jovens, plenamente ajustados à rotina da variação climática de Curitiba, ora muito fria, confirmam. Exemplo? O jovem vestibulando Edson Villela diante das alterações do termômetro é enfático:  Se altera, altera muito pouco. Prefiro calor, nem que seja aquele de 40ºC. Chuva ou frio não me inibem de sair de casa, nem de fazer outras coisas, o que reforça os condicionantes diante das determinações da idade, dos interesses e da motivação interna  diante desse sobe e desce da temperatura.

Conte aqui - Não sei como o leitor tem encarado as variações do clima no território nacional. Outro dia vi uma reportagem na tevê mostrando os efeitos do frio atípico e repentino na amazônica cidade de Vilhena, lá em Rondônia - e a colega professora Nidiane, uma das seguidoras da página, poderá confirmar a notícia  e compartilhar detalhes sobre a queda brusca da temperatura. Ainda sobre as variações do tempo, em troca de conversas ontem no microblog, o cartunista Benett declarou :  Eu adoooooooooro o frio. Por mim o outono seria a estação predominante durante os 365 dias do ano, hehe..., mas será que você também concorda com ele? O jornalista Alessandro Reis é parecido comigo nesse aspecto. Ele afirma que:  Meu humor varia de acordo com o clima, infelizmente. o ânimo despenca com o tempo ruim, Doralice. Concordo, porque as pessoas têm reações diferentes aos condicionamentos, mesmo com idades diferentes. Ainda bem.

Quer treinar a escrita?  Vou adorar liberar o seu comentário sobre o clima e as influências na variação de ânimo do leitor ou das pessoas que fazem parte do seu cotidiano. Apareça. Trocar ideias sobre o tempo é sempre um bom puxador de conversa, não é mesmo? Diante das baixas temperaturas as roupas quentes, alimentação bem equilibrada e fuga ao sedentarismo formam um trio de combate ao rol de reclamos constantes, mas cada um de nós adota algumas providências para driblar esse frio danado - ou o calor excessivo. Conte aqui o segredo. Até a próxima!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

As histórias de quem coleciona itens

Eu moro nos arredores da Praça da Ucrânia, espaço público curitibano que é uma referência nos bairros do Bigorrilho, Mercês e Champagnat. A praça é de todos, principalmente dos feirantes nas tardes e noites de sexta-feira,  dos artesãos aos sábados e durante todas as manhãs dos que leem jornais, dos estudantes que sentam nos bancos para namorar, dos que  ficam ali a passar o tempo, olhar crianças nos brinquedos, mas nos últimos finais de semana, mesmo com a temperatura despencando, tem sido uma cena comum avistar os grupos de colecionadores das figurinhas da Copa, em torno da banca de revista ou acomodados em volta do monumento comemorativo  que dá nome à praça.

Há inegavelmente uma verdadeira febre entre os colecionadores das figurinhas de futebol. Eu soube que num arroubo  de alma ou  só de maldade alguns têm colado de cabeça para baixo as figurinhas dos jogadores da Argentina. Quer detalhes dessa atitude? Leia a coluna do Marcelo Coelho (FSP, Ilustrada, 19/5/2010). Hilária, repleta de informações de época, mas infelizmente apenas para assinantes. Vou pedir ao Marcelo que reproduza a coluna no blog, assim todos poderão rir com as observações do colunista.

Eu já tive coleções de fichas de telefones, quando ainda dispunhamos de modelos diferenciads para fazer chamadas interurbanas nos orelhões. Férias aproveitadas em vários capitais permitiram que eu reunisse fichas da maioria dos estados, mas a minha irmã mais nova foi, aos poucos, acabando com a minha coleção. Hoje gosto de colecionar sombrinhas, mas tenho que cuidar muito bem do meu acervo, porque aqui em casa tenho alguém que pega os meus exemplares e os esquece na escola ou no cantinho do ônibus. São sempre itens irrecuperáveis, ainda mais nesse tempo de chuva. Gosto também de reunir fotografias de leitores absorvidos na leitura, casas interessantes, flores bem populares e espécies áreas em muros ou jardins.


O SIM ou NÃO de colecionar itens - O hábito de colecionar é muito bom; insignificantes são as desvantagens, concorda comigo, prezado leitor? Crianças devem ser incentivadas a adotá-lo, porque ajuda a aguçar o senso de observação, dinamiza a competitividade e instala a construção gradativa de um determinado material ou item afetivamente importante aos que colecionam.



Exemplos - O cartunista Benett colecionava canetas (sem tinta), mas "com a mudança para o novo apê joguei tudo fora", enquanto o contador Valdir Macenco reunia latinhas antigas e embalagens de medicamentos, tipo Vick e outros desconhecidos dos mais jovens, mas anda "sem tempo para colecionar as figurinhas da Copa", embora tenha iniciado a coleção.


Gosto de acompanhar as histórias que acontecem paralelamente ao hábito de juntar itens, lhes dar um formato e atribuir sentidos. Um dos meus cunhados guarda uma coleção espetacular de filmes antigos. Conversar com ele sobre os itens da coleção é ver um par de olhos brilhantes de alegria e aventuras prazerosamente contadas. São histórias de vida real, detalhes de circunstâncias, peripécias incalculáveis e frustrações muitas vezes hilárias.




Quer treinar a escrita? Você coleciona algum item? Tem alguma história curiosa sobre colecionadores? Que tal compartilhar aqui conosco, hein?


Até a próxima!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aviso ao leitor

Desculpas - Ontem não pude editar a postagem com dicas de redação; ficará para a próxima segunda-feira.

Compromissos - Tenho uma tarefa autoral e o prazo, bem apertado, está expirando; o tempo tem sido pouco para os inúmeros afazeres, prezado leitor. Voltarei à noite.

Tenho certeza de que o leitor -  especialmente o que  acompanha com regularidade a edição desta página -   compreenderá as minhas ausências. Aulas, redação de dois livros, a vida doméstica e o rol de exigências que a vida nos joga nas mãos fazem parte do meu cotidiano. São compromissos de primeira ordem.

Até a próxima!
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